RapelRapel na Costa do Cacau

A natureza realmente foi bastante generosa com esse pedaço de terra no sul da Bahia.

A Costa do Cacau possui centenas de quilômetros de praias, rios e cachoeiras, sempre circulados por áreas bem preservadas de Mata Atlântica.

Os amantes de um bom rapel terão aqui quase sempre a companhia de uma bela cachoeira, assemelhando-se mais ao cascading, um esporte que usa técnicas de rapel neste tipo de ambiente.

Salto do Apepique – Com 50 metros de altura, situada na Área de Proteção Ambiental (APA) Lagoa Encantada, em Ilhéus, esta bela cachoeira reúne condições ideais para a prática da tirolesa e principalmente para uma descida radical de rapel.

Cachoeira do Carioca – Também conhecida como Tijuípe ou Floriam, essa cachoeira tem grande volume de água e vários níveis de queda, dando ao rapeleiro boas opções para a descida. Fica localizada no município de Itacaré, próxima à BA-001.

Cachoeira da Usina Taboquinhas – Está localizada dentro da Fazenda Providência, próximo ao Povoado de Taboquinhas, na BA-001. A queda da água é extensa, mas não é tão íngreme, sendo perfeita para os iniciantes.

Cachoeira do Véu de Noiva – Considerada a maior queda d´água da região, o “Pancadão” – como também é conhecida – tem aproximadamente 40 metros de altura, representando um desafio mais perigoso para o aventureiro.

Para chegar lá você vai viajar de barco por 1 hora, subindo o Rio de Contas e depois caminhar durante 40 minutos em uma trilha que apresenta alguns desafios. O acesso é um pouco difícil, mas o rapel certamente é recompensador.

Opções de rapel na Costa do Dendê

Cachoeira da Pancada Grande – Se para os iniciantes do rapel o tamanho ideal das descidas está entre 10 e 20 metros, quando ele é feito numa cachoeira existem ainda outros importantes fatores a serem levados em consideração.

Para o cascading, além da altura, o praticante deve estar atento também ao volume de água e à composição das rochas. Definitivamente, a Cachoeira da Pancada Grande, maior da Costa do Dendê, não é um roteiro indicado para aqueles que estão começando.

O lugar, inclusive, já foi palco do super disputado Ecomotion/Pro, um conhecido desafio radical na natureza. A queda d´água possui cerca de 90 metros de altura, com três gigantescos degraus de pedra, que deram à cachoeira o outro nome de Três Pancadas.

A descida é dificultada pela forte vazão do Rio das Almas e pelas escorregadias rochas. O cascading no local pode ser feito de alturas variadas, a partir das três faces da cachoeira, sempre mesclando a adrenalina da descida, com uma paisagem exuberante.

Opção de rapel com cascading em Taboquinhas

O Rio Coiudo desemboca perto do centro de Taboquinhas – um distrito distante 34 km da cidade litorânea de Itacaré –, no leito do Rio de Contas. A 100 metros deste trecho, uma depressão forma a bela Cachoeira de Noré, com 17 metros de altura.

A queda d´água oferece excelentes condições para a prática do cascading, esporte parecido com o rapel, mas que exige sempre uma bela cachoeira como requisito.

O caminho que leva até o Noré inclui uma pequena aventura, já que o visitante terá que atravessar o caudaloso Rio de Contas a bordo de uma canoa, para depois cruzar uma densa plantação de cacau, numa trilha de 15 minutos.

Como os obstáculos nesse cascading têm um grau intermediário de dificuldade, os iniciantes, com o apoio dos instrutores locais, também podem participar desta aventura radical.

O local onde se localiza a cachoeira está dentro da área destinada à prática do rafting no Rio de Contas, portanto, uma boa dica é aproveitar para curtir ainda este outro esporte alucinante.

Conforto da tirolesa em Paulo Afonso

Conhecer o Rio São Francisco já é uma grande experiência, mas interagir com suas belezas, movido pela adrenalina dos esportes radicais é, sem dúvida, algo a ser experimentado.

Aproveitando o longo canyon que margeia o rio e, é claro, a ponte metálica Dom Pedro II, o aventureiro pode lançar-se em desafios alucinantes no rapel e aproveitar também a emoção das tirolesas montadas na região.

Poderá ainda curtir um relaxante banho num dos trechos mais bonitos do “Velho Chico”, contemplando a magnitude dos paredões, esculpidos pacientemente pelo tempo e pelas águas. Veja as principais atrações do rapel na região:

Angiquinho – A visita a este lugar é por si só uma viagem ao passado. A antiga Usina de Angiquinho, datada de 1911, irá satisfazer algumas curiosidades sobre a história do lugar.

Construída com o propósito de gerar energia para uma antiga fábrica local e para as bombas que levavam água à antiga Vila da Pedra, a usina encerrou suas atividades somente em 1960, quando a gigante Usina de Paulo Afonso já havia surgido.

Apesar de seus atributos históricos, Angiquinho destaca-se pela emoção que proporciona ao seu visitante. A pedida é curtir um rapel de 40 metros de altura, ou descer uma tirolesa vertiginosa, com 100 metros de comprimento.

Ponte Dom Pedro II (Ponte Metálica) – Aventurar-se em um rapel na Ponte Dom Pedro II é um verdadeiro tira-teima para qualquer aventureiro. Considerado radical, é um dos locais prediletos dos programas de esportes para cenas de rapel e bungee-jumping.

Com uma altura de 84 metros, esta ponte francesa construída em 1958 pelo então presidente Juscelino Kubitschek, unindo os estados de Alagoas e Bahia, impõe bastante respeito.

Para aqueles que topam este desafio, a recompensa é bem generosa. A descida é longa, permitindo ao rapeleiro tempo de sobra para mesclar a emoção da proeza com o fascínio exercido pela paisagem.

Caving e Rapel no Oeste Baiano

Localizado entre os municípios de Catolândia e São Desidério, próximos a Barreiras, um conjunto rochoso – com um extenso complexo de grutas – tornou-se uma das áreas mais procuradas para a prática do rapel e do caving em toda a Bahia.

As grutas do Buraco do Inferno e do Sumidouro, por oferecerem difíceis obstáculos, estão entre as mais visitadas para os esportes. Já os menos ousados e iniciantes acabam optando pelo Paredão Deus Me Livre, um desafio considerado mais fácil, com cerca de 40 metros de altura.

Na mesma região, no entanto, há uma atração ainda mais procurada, tanto pelo acentuado grau de dificuldade, quanto pelas variações que seu roteiro oferece.

Para chegar até a Gruta do Catão, o aventureiro terá que primeiro vencer uma trilha de quase 100 metros, dificultada pelo terreno íngreme e pedregoso, mesclado a uma vegetação bastante densa.

Dentro da gruta, o caving será inesquecível, exigindo grande esforço, mas oferecendo uma beleza ímpar como recompensa.

Além de ser também excelente para o rapel, é através desta gruta que se pode chegar a um dos mais belos cartões-postais da região Oeste, a Lagoa Azul.

Neste complexo de cavernas ainda há um sítio arqueológico com pinturas rupestres, um lago com um tipo de areia movediça e outras grutas menores, como a do Sítio Grande.

Cascading: descida em cachoeiras com técnicas de rapel

Para quem não conhece, este é o nome que se dá ao esporte especializado na descida de cachoeiras usando técnicas de rapel. Bem, se a modalidade precisa de belas cachoeiras, na Bahia elas não faltam.

Várias delas, inclusive, já caíram no gosto de aventureiros do Brasil inteiro, fazendo crescer, significativamente, o turismo em torno deste esporte. As cachoeiras mais procuradas são:

  • Cachoeira do Ferro Doido, em Morro do Chapéu, com 90 metros de altura
  • Véu de Noiva e Piancó, ambas em Jacobina, com 70 e 45 metros, respectivamente
  • Cachoeira dos Payayás de 45 metros, em Saúde
  • Cachoeira da Moenda, com 70 metros, situada em Ituaçu
  • Cachoeira do Rio Brumado, com incríveis 300 metros, em Rio de Contas
  • Cachoeira da Fumaça, com 340 metros, a maior e mais temida queda d´água do país
  • Poço do Diabo, com apenas 22 metros, considerada ideal para os iniciantes

Rapel e Canyoning na Chapada Diamantina

As opções de rapel e canyoning na Chapada Diamantina são amplas e variadas. A região, conhecida pelas suas belezas naturais, constitui-se em cenário perfeito para a prática de esportes radicais. Veja alguns roteiros que já são tradicionais:

Morro do Pai Inácio – O morro, considerado um cartão-postal da Chapada, é o maior desafio para os rapeleiros. Sua altura de 150 metros impõe muito respeito, fazendo alguns desistir antes mesmo de escalá-lo;

Poço do Diabo – O rapel tem 22 metros de descida e termina num esplêndido lago, com 80 metros de comprimento e 50 de largura. Ideal para os que estão começando no esporte por possuir uma altura moderada, o Poço do Diabo está localizado próximo ao Rio Mucugezinho.

Gruta do Lapão – O rapel negativo começa em uma fenda de 4 metros de comprimento por 2 metros de largura, no teto da caverna. Os 50 metros de descida são intensos e despertam muitas emoções no aventureiro.

Cachoeira do Capivari – Situada a 20 km de Lençóis, a cachoeira é um dos pontos mais procurados em toda a Chapada para a prática do canyoning. Todo o programa, que começa com uma trilha a partir da cidade, tem uma duração estimada de 3 dias e 2 noites em acampamento, incluindo um rapel espetacular, com 37 metros de altura.

Cachoeira da Fumaça – Radical ao extremo, é o palco perfeito para aqueles ainda mais arrojados. A trilha até lá é de 48 km, feita em 4 dias e 3 noites, incluindo em seu roteiro uma deliciosa descida de tirolesa, além do caving e do cascading, realizado em praticamente todas quedas d´água e cavernas.

Na Fumaça, o cascading representa o maior e mais arriscado desafio de toda região. Com 420 metros, do topo ao poço, a formação é tida como a mais alta no Brasil, fazendo com que sua descida se torne delicada, em razão dos ventos muito fortes. Ela fica no município de Palmeiras, na Chapada Diamantina.

Gruta dos Brejões – No coração da Chapada Diamantina, a cidade de Morro do Chapéu reúne inúmeras opções para a prática de esportes radicais, como trekking, mountain-biking e um rapel especial, na Gruta dos Brejões.

A aventura é completa, incluindo um pernoite na própria gruta, passeios curtos pela região e o grande desafio na caverna. Sua entrada monumental possui 138 metros de altura, sendo considerada a maior do Brasil. Os iniciantes devem apenas contemplá-la, pois o rapel é difícil e exige grande experiência.

Pontos de rapel em Salvador e no Recôncavo

Com belezas conhecidas no mundo inteiro, Salvador também é uma das cidades brasileiras com relevo mais acidentado. As depressões geológicas fizeram da cidade um lugar propício à prática do rapel, com muitos paredões, pontes e viadutos.

O rapel praticado em construções pode ser usado como treinamento para as aventuras vividas na natureza. Salvador, no entanto, apresenta alguns desafios totalmente desaconselhados para principiantes na atividade, por seu grau de dificuldade.

Na cidade, os principais pontos para a prática do esporte são: o prédio do Hotel Vitória Marina, as torres da TV Itapoan e do Centro de Convenções da Bahia, e um de seus cartões-postais mais conhecidos, o Elevador Lacerda.

Este último dá ao rapeleiro a emoção de estar a 72 metros de altura, curtindo uma vista clássica e exuberante da Baía de Todos os Santos.

Bem próxima a Salvador, na cidade de Santo Amaro da Purificação, localizada no Recôncavo baiano, o aventureiro tem um desafio natural a vencer.

A Cachoeira da Mãe D´Água, com 50 metros de desnível, elevará a sensação de liberdade às alturas, proporcionando, também, um delicioso banho.

Os Encantos Radicais de Santa Luzia

Cidade caçula da Costa do Cacau, Santa Luzia é dona de muitas belezas naturais, abrigando rios, cachoeiras, lagoas, cavernas e alguns paredões de rocha.

No passado, a área que compreende o município foi o maior pólo de exploração diamantífera do sul da Bahia.

Com alguns locais que lembram muito a Chapada Diamantina, Santa Luzia vem se tornando um pólo bastante movimentado por aqueles que buscam esportes radicais. Os adeptos de rapel, caving e cascading têm aí algumas alternativas para suas aventuras.

Para os rapeleiros, a grande pedida é enfrentar os 40 metros de descida no Mirante das Três Marias ou na Gruta do Lapão Velho, por fora e por dentro da caverna, com alturas variadas.

Gruta do Lapão Velho – É uma missão quase impossível deixar de fazer um caving nesta gruta. Com acentuado nível de dificuldade, a aventura consiste, primeiro, em atravessar os quase 500 metros que separam suas duas entradas, formando uma descida bastante íngreme.

A partir daí ainda há travessias de abismos e galerias submersas, para finalmente subir ao topo do “Apaga Vela” e chegar ao salão principal. O Complexo do Lapão possui um total de 20 grutas que podem ser amplamente exploradas.

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