Bahia é o principal destino turístico no Nordeste

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BaianaPrincipal destino turístico no Nordeste, caldeirão cultural e grande exportadora de modismos, a Bahia ferve no verão.

Bahia já foi celebrada de todas as maneiras por muitos artistas. Suas paisagens e mistérios estão nos livros de Jorge Amado, nas pinturas de Carybé, nas músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Dorival Caymmi. Estão também no rufar dos tambores do Olodum e no rebolado de Carla Perez.

De onde vem a magia dessa terra, que inventa novidades e impõe seus modismos às demais regiões do país o tempo todo? A Bahia é como um tabuleiro, onde qualquer um pode fartar-se de belezas naturais, história, arte e boemia.

Tudo muito bem misturado, como as raças e as religiões que ali convivem, e servido por uma gente alegre e cordial, que chama qualquer desconhecido de “meu rei” ou “minha linda”.

A Bahia é uma festa o ano inteiro, mas é no verão que a vocação para o turismo chega ao apogeu.

Na temporada de férias, que começa na próxima semana e vai até o Carnaval — o ápice da festa baiana —, cerca de 1,5 milhão de turistas brasileiros e estrangeiros irão à Bahia.

Por ano, o número total beira a 3,3 milhões de visitantes. Não é à toa. Nenhum outro Estado brasileiro tem tantos e tão variados atrativos. Seu litoral é o maior do país, com 1.000 quilômetros de extensão.

Há manguezais, recifes de corais, coqueirais, dunas, Mata Atlântica, praias para todos os gostos (veja alguns roteiros ao longo da página). Quem não gosta da combinação água salgada e areia também tem seu lugar ao sol. No interior, as cachoeiras e cavernas da Chapada Diamantina formam uma das paisagens mais espetaculares do mundo.

Costa do Descobrimento

mapa costa do descobrimentoA sedução baiana não se resume, obviamente, às suas belezas naturais. A Bahia tem história. Salvador foi a primeira capital do Brasil e conserva em bom estado construções dos últimos quatro séculos. Tem uma culinária única. Tem, principalmente, o povo baiano.

É ele que dá vida a esse Estado, que já seria suficientemente convidativo se contasse apenas com seu litoral e as cachoeiras de sua chapada.

O baiano faz de sua casa um lugar diferente de todos os demais. Ali, o forasteiro não deve estranhar se, ao pedir informações a um transeunte, este se oferecer para acompanhá-lo durante todo o passeio.

Veja o mapa Costa do Descobrimento

Dono de uma auto-estima sem igual no resto do país, pelo simples fato de ter nascido na Bahia, orgulhoso de sua cultura, o baiano sente prazer em exibi-la ao visitante. Aonde quer que vá, o turista estará em contato com seus ritmos e cores.

As tradições baianas não foram enclausuradas entre quatro paredes, em espetáculos ou parques temáticos para turista ver e pagar por isso. O Carnaval é um fenômeno de massa, não um show para a arquibancada e a TV, como ocorre no Sambódromo do Rio de Janeiro. Beleza, exotismo, simpatia — está tudo ali, genuinamente inserido no cotidiano. E essa é a grande diferença.

Viagem mais em conta — Há cinco anos a Bahia é o destino turístico mais procurado do Nordeste e segundo do Brasil, aproximando-se cada vez mais do Rio de Janeiro.

Com a redução dos preços das passagens aéreas e o crescimento do turismo interno, passar férias em bons hotéis da Bahia voltou a ser um programa mais barato do que ir ao Caribe. Um pacote de sete noites em Cancún, no México, saindo de São Paulo, custa em média 1.600 reais, incluindo passagem aérea e hotel.

Enquanto isso, um pacote por período e acomodações semelhantes para Porto Seguro sai por 700 reais, menos da metade. Por 1.500 reais, numa opção um pouco mais cara e luxuosa, é possível passar uma semana, em plena alta temporada, em dois dos melhores resorts brasileiros, ambos situados na Bahia: o Transamérica da Ilha de Comandatuba e o Praia do Forte.

O preço, nesse caso, inclui, além de avião e hospedagem, café da manhã e jantar. “Poucos Estados brasileiros levam o turismo tão a sério quanto a Bahia”, diz Caio Luiz de Carvalho, presidente do Instituto Brasileiro de Turismo, a Embratur. O Estado se tornou o maior canteiro de obras do país nessa área.

Nos últimos sete anos, o governo estadual gastou 1,1 bilhão de dólares em infra-estrutura voltada para o turismo, incluindo construção de estradas e reforma de monumentos históricos.

Outros 900 milhões serão aplicados até 2005. Os investimentos privados crescem no mesmo ritmo e devem alcançar 1,7 bilhão de dólares em seis anos.

Costa do Cacau

mapa costa do cacauÀs vésperas de completar 450 anos (em março), Salvador está de cara nova. As ruas e as praias nunca estiveram tão limpas. Até pouco tempo atrás, a cidade tinha fama de suja e malcheirosa.

Atualmente, todas as manhãs, carros-pipas lavam calçadas e escadarias da orla, que está sendo reurbanizada em vários trechos.

Comparado ao de outras capitais brasileiras, o índice de saneamento em Salvador ainda é bastante precário. Apenas 38% das casas têm esgoto.

Veja o mapa Costa do Cacau

Mas isso vem melhorando, graças a um projeto de saneamento chamado Bahia Azul, que está limpando as praias e as águas da Baía de Todos os Santos.

Na Praia da Barra, uma das mais famosas da capital, onde o banho era impróprio até pouco tempo atrás, agora já se pode nadar ou surfar até mesmo à noite, em razão de uma nova iluminação da orla marítima. Parques e bairros inteiros foram reformados, transformando áreas decadentes em novos pontos turísticos.

O caso mais exemplar é o do Pelourinho, o maior conjunto de casario colonial dos séculos XVII e XVIII da América do Sul.

Considerado monumento do patrimônio da humanidade pela Unesco em 1985, o bairro estava em ruínas e era uma das maiores áreas de prostituição da cidade. Nos últimos seis anos, 500 casas do Pelourinho foram restauradas e hoje abrigam lojas, consulados, restaurantes e bares. Ainda faltam 300 edificações a ser reformadas, mas o bairro já é o principal ponto turístico e mais badalado agito noturno da cidade.

Pelo menos durante o dia, é um lugar seguro, com um guarda em cada esquina, onde os turistas costumam passear sem correr o risco de ser assaltados. Essas mudanças deram início a um círculo virtuoso de desenvolvimento.

Os lugares já reformados, como o Pelourinho, contaminam de forma benéfica as regiões vizinhas. “Melhorando a cidade para os turistas, estamos melhorando também a Bahia para quem vive aqui”, diz o secretário estadual de Cultura e Turismo, Paulo Gaudenzi.

Festa todo dia — Quem vive em Salvador tem a vida adaptada ao congestionadíssimo calendário de festas da cidade.

Elas são incontáveis: lavagens (a mais famosa delas é a do Bonfim), ensaios de blocos, festas de largo, festa de São João, festa de Iemanjá, caminhada axé (uma espécie de desfile de movimentos artísticos locais), pré-Carnaval, o tão famoso Carnaval e muitas outras.

A Bahia é tão festiva que os moradores de bairros que concentram essas celebrações, como Pituba, Ondina e Campo Grande, já se habituaram a andar com um comprovante de residência no bolso: é a garantia de que terão autorização para levar seus carros até a garagem caso topem com uma festa no final do dia. Quando há festa — ou seja, quase sempre —, parte da cidade é fechada para a circulação de automóveis, uma multidão invade as ruas e só quem tem o tal comprovante consegue passar com o carro.

Costa dos Coqueiros

mapa costa dos coqueirosComo em todo o Brasil, na Bahia existe um profundo preconceito racial. É um preconceito mascarado pelas festas e manifestações de sincretismo religioso, que dão a quem chega a falsa impressão de total congraçamento de raças e classes sociais.

Quase todos os baianos têm alguma ligação com o candomblé, inclusive os prelados de hierarquia católica, que convivem com ritos afros nas celebrações de suas igrejas.

Na Bahia, vão ao terreno de candomblé o branco de classe média, o artista, o político, o empresário — e também o turista.

Veja o mapa Costa dos Coqueiros

A diferença entre ser negro na Bahia e em outras regiões do Brasil é que, lá, o tambor, a dança, a música e outras manifestações culturais têm servido como um forte meio de ascensão social e são elementos que contribuem para o sentimento de satisfação do negro consigo mesmo.

Como as manifestações atuais da cultura africana são assimiladas por todo mundo, até mesmo em outros Estados, há um reforço ainda maior do orgulho de raça exibido por muitos grupos negros baianos.

Em Salvador funciona um grande número de ONGs e outras associações civis que estimulam e defendem a cultura baiana e as raízes africanas.

Cuidam de tudo: desde a defesa dos negros, dos gays e das chamadas minorias até a educação das crianças que vão a escolas de percussão.

Tome-se o caso da favela do Candeal. Ali, todo domingo jovens de classe média se equilibram em meio aos moradores dos barracos nos ensaios da banda Timbalada, cuja sede é conhecida como o Candyall Guetho Square. Fincado no coração da favela, o Guetho é uma idéia do padrinho dos timbaleiros, o cantor performático Carlinhos Brown, ele próprio um produto multicultural tipicamente baiano.

Graças a iniciativas como essa, a Bahia é capaz de produzir em escala industrial ritmos e grupos musicais que se transformaram no principal produto local.

É o caso da axé music, o frevo baiano tipo exportação que rendeu fenômenos musicais como Daniela Mercury, Ivete Sangalo e a Banda Eva. “A baianidade, que já foi tratada como coisa de pobre e de forma pejorativa no sul do país, hoje é considerada uma coisa positiva”, afirma o antropólogo Antonio Risério, autor de estudos sobre o assunto.

Recôncavo Baiano

mapa reconcavo baiano“Aqui o negro tem consciência de suas raízes africanas, mas fez da Bahia o seu lar”, diz o sociólogo italiano Cesare de La Rocca, responsável por uma ONG, chamada Projeto Axé, que cuida de crianças pobres.

“Ele não é melancólico nem saudosista porque, ao contrário dos negros nos Estados Unidos, não se sente expatriado. Sente-se como negro baiano.” A influência africana, de acordo com os estudiosos, é a maior responsável pelo celebrizado jogo de cintura do baiano.

“É impossível entender a cultura baiana sem conhecer as origens dos africanos que lá chegaram como escravos”, explica o historiador Luiz Felipe de Alencastro. “Os negros levados para a Bahia eram diferentes dos que foram para as demais regiões do país.

Veja o mapa da Baía de Todos os Santos

Vinham do Golfo da Guiné, enquanto os demais eram da África Central. No Golfo da Guiné estavam as nações de culturas mais complexas, porque eram vizinhas do Islã. A culinária, os ritmos, a dança, as manifestações religiosas, tudo era mais rico e criativo.”

Costa do Dendê

mapa costa do dendeCom tantas belezas e singularidades, era natural que a Bahia tirasse proveito de sua vocação turística. Essa mudança é relativamente recente.

Só nos últimos anos foram feitos investimentos para transformar esse capital paisagístico, humano e cultural em uma atração acessível ao turista comum.

Em junho foi inaugurado um aeroporto em Lençóis, que facilitou o acesso à Chapada Diamantina. Em Valença, a principal porta de acesso à Ilha de Tinharé, onde fica a badalada vila de Morro de São Paulo, um aeroporto e um terminal hidroviário devem estar prontos até o fim do mês.

Veja o mapa da Costa do Dendê

No início do ano foi inaugurada uma outra rodovia ligando Ilhéus à vila de Itacaré, que abriu uma faixa com mais 60 quilômetros de praias até então de difícil acesso.

Até o final da década de 70 as praias da região de Porto Seguro ainda eram refúgio de hippies que praticamente redescobriram o lugar onde primeiro aportaram os portugueses 500 anos atrás. Hoje, a cidade é um centro com hotéis e resorts que recebeu 700.000 turistas no ano passado.

É o maior pólo de turismo de massa do país. Até o final de 1999 deve ficar pronta a rodovia asfaltada que ligará o aeroporto de Porto Seguro à vila de Trancoso. Há novidades em outros pontos do litoral. Em Sauípe, um trecho de praias paradisíacas 80 quilômetros ao norte de Salvador, o grupo Odebrecht está construindo, simultaneamente, cinco resorts.

A Bahia é tão peculiar que, lá, até o dia da Independência é comemorado numa data diferente. Enquanto os demais brasileiros promovem desfiles no dia 7 de setembro, os baianos festejam em 2 de julho.

Nesse dia, em 1823, os portugueses que ainda controlavam Salvador finalmente foram expulsos da cidade. “A criatividade baiana está presente até mesmo em sua linguagem”, diz Nivaldo Lariú, autor do Dicionário de Baianês, com 1.200 verbetes e 100.000 exemplares vendidos.

Alguém sabe o que significa “comer água?” Em baianês quer dizer tomar bebida alcoólica. E “brau”? É o equivalente baiano para brega. Tudo que é muito bom é “ouro”. E assim por diante. Na Bahia, quando um amigo diz a outro que o encontrará às 6 horas, está querendo dizer que chegará por volta desse horário.

Para os baianos, o atraso não é falta de urbanidade, mas um direito, que vale reciprocamente. Quem já foi a um restaurante na Bahia, e esperou mais de uma hora entre o pedido e a chegada do prato à mesa, sabe o que isso significa. O baiano pegou fama de preguiçoso, característica evocada nas canções de Dorival Caymmi.

Como tudo na Bahia, também isso tem sua explicação. “O baiano trabalha para viver, não vive para trabalhar como prega a mentalidade sulista”, diz a antropóloga Elisete Zanlorenzi, autora de uma tese em que defende que os baianos não são preguiçosos como se diz — apenas têm outro modo de encarar a vida e o trabalho.

Costa das Baleias

mapa costa das baleiasOs códigos locais funcionam de forma que a Bahia consiga obter uma harmonia muito própria.

Alguém já ouviu um baiano falar mal de outro? Os baianos envolvem-se em animadas disputas eleitorais, mas são especialistas em fazer correntes de solidariedade quando se trata de promover outro baiano fora da Bahia.

Um exemplo: na semana passada foi lançado o livro da Dadá, cozinheira baiana que começou a vida num pequeno restaurante de periferia em Salvador, ganhou fama local e hoje já tem badaladas filiais no Rio de Janeiro e São Paulo.

A apresentação do livro, patrocinado pela prefeitura e pela Bahiatursa (a empresa estadual de turismo), é de Jorge Amado. O prefácio é de Paloma Amado, filha do escritor.

Veja o mapa da Costa das Baleias

Os desenhos, de Carybé, num de seus últimos trabalhos antes de falecer, no ano passado. Ao todo, o livro cita e elogia quase meia centena de baianos, desconhecidos e famosos — incluindo aí o publicitário Nizan Guanaes, o escritor João Ubaldo Ribeiro, o artista plástico Calasans Neto, a recém-falecida mãe-de-santo Cleusa do Gantois e muitos outros.

São essas peculiaridades que tornam a Bahia uma espécie de universo paralelo dentro do Brasil. É um paraíso para os turistas.

mapa salvadorSalvador – um guia para conhecer os personagens e peculiaridades de Salvador da Bahia.

 

 

 

mapa curtir salvador

 

 

 

Chapada Diamantina

Dividida em quatro circuitos — Chapada Norte, Circuito do Ouro, Circuito do Diamante e Chapada Velha—a Chapada Diamantina é uma das mais extensas zonas turísticas da Bahia. Localizados na região central da Bahia, os municípios compreendidos nesses circuitos têm a sua história relacionada a momentos importantes da vida nacional, como a exploração do garimpo nos séculos XVII, XVIII e XIX.

Veja o mapa Chapada Diamantina

Lagos do São Francisco

Caracterizada pela influência do Rio São Francisco, essa zona turística é formada pelos municípios de Abaré, Casa Nova, Curaçá, Glória, Juazeiro, Paulo Afonso, Remanso, Rodelas, Santa Brígida e Sobradinho, tendo como principais atrativos as atividades ligadas à pesca e aos esportes náuticos em geral.

Veja o mapa Lagos de São Francisco

Caminhos do Oeste

Localizada na margem esquerda do Rio São Francisco, essa região é composta pelos municípios de Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Correntina, Santana, Santa Maria da Vitória, São Félix do Coribe e São Desidério. Considerada atrativa por suas paisagens exóticas, essa zona turística vem apresentando expressivo crescimento econômico, impulsionado por avanços sensíveis em seu segmento agroindustrial, notadamente a produção de grãos.

Veja o mapa caminhos do Oeste

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