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Guia de Turismo e Viagem de Santo Amaro da Purificação.
Terra de Caetano Veloso e Maria Bethânia, onde mora Dona Canô, mãe desses ícones da música popular brasileira,.
Desde os primeiros tempos da colonização, mitos e crenças fizeram parte da vida de seus habitantes. As comunidades rurais dos seus arredores ainda preservam os velhos cantos de trabalho entoados nas épocas de colheita. Não é à toa que se fez famosa a música de domínio popular: "Alô meu Santo Amaro, Eu vim lhe conhecer, Eu vim lhe conhecer, Santa santamarense, Pra gente aprender, Pra gente aprender". O autêntico samba-de-roda ainda existe ali, especialmente no Distrito de São Braz, onde se destaca o grupo Samba Chula do "seu" João Saturno, conhecido como João do Boi, que participou de gravações do compositor Roberto Mendes, em projeto de Antonio Nóbrega e Maria Bethânia.
Os primeiros povoadores estabelecidos às margens do rio Traripe, junto à igreja jesuíta de 1557, enfrentaram feroz resistência dos índios. Após o assassinato de um padre no interior da igreja, o lugar ganhou fama de amaldiçoado, fazendo com que sua população se transferisse para as margens do Rio Subaé. Ali foi construída a capela de Santo Amaro; o povoamento intensificou-se em função das fazendas que crescíam ao seu redor e produziam cana-de-açúcar, fumo e mandioca. Não tardou para que a vila se tomasse um importante pólo de comercialização desses produtos, o que permitiu sua sobrevivência após o fim do ciclo da cana.
Em 1960 instalou-se no local uma indústria que gerou grandes malefícios à população devido à poluição por chumbo e cádmio do rio Subaé. Denúncias resultaram no fechamento da fábrica em 1993, mas as conseqüências nefastas de sua atuação persistem. Pessoas contaminadas ainda se submetem a tratamentos médicos e a poluição do rio impede o desenvolvimento turístico da cidade, que possui edifícios preservados da época de seu apogeu econômico e belezas naturais.
Igreja de Nossa da Purificação
Concluída em 1700, tem o interior decorado com azulejos portugueses e pinturas a óleo sobre madeira, obras de José Joaquim da Rocha. Os festejos em homenagem à padroeira, que se iniciam uma semana antes de 2 de fevereiro, dia a ela consagrado, são organizados por Dona Canô. O apogeu da festa é um ritual semelhante ao da Festa do Bonfim, com a participação de mais de 400 baianas que lavam com água de cheiro as escadarias e o piso da igreja.
Museu do Recolhimento dos Humildes
Possui valioso acervo de móveis do século XIX e peças de arte sacra, algumas das quais do século XVII, outrora pertencentes a capelas de engenhos.
Cachoeira do Urubu
A cachoeira de 38m de altura tem cinco quedas d'água. O acesso só é permitido com acompanhamento de guias credenciados pela Secretaria da Cultura, que podem ser contatados.
Bahia.ws é o maior guia de turismo e viagem da Bahia e Salvador.



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