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Basílica de Nossa Senhora do Carmo em Recife

Basílica de Nossa Senhora do Carmo

A Basílica Nossa Senhora do Carmo é um conjunto arquitetônico católico pertencente à Ordem Carmelita, localizado em Recife.

Após a expulsão dos holandeses de Pernambuco, houve uma relutância das autoridades quanto à construção de um convento carmelita em Recife – preferiam que os esforços se concentrassem em reformar o convento de Olinda, arruinado após a invasão batava.

Mas, depois de algum tempo houve um consenso, e o terreno onde existiam as ruínas de um antigo palácio de Maurício de Nassau foi doado para o Carmelo, que construiu no local uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Desterro.

Altar-mor da Basílica Nossa do Carmo

Na mesma época, houve uma reforma institucional na ordem Carmelita – conhecida como reforma de Touraine, ou Turônica (de Tours, França).

Os carmelitas de Recife aceitaram a renovação, ao passo que os de Olinda recusaram a reforma.

Veja o vídeo “Basílica de Nossa Senhora do Carmo em Recife”

 

Assim, após algum tempo, o Carmelo recifense floresceu, e o convento de Olinda se estagnou, passando inclusive por alguns anos de decadência.

E fins do século XVII, com o apoio do capitão Diogo Cavalcanti de Vasconcelos, veterano da guerra contra os holandeses e cunhado de André Vidal de Negreiros, os carmelitas de Recife empreenderam a construção de uma nova igreja, dedicada a Nossa Senhora do Carmo.

Vista do Pátio do Carmo (1863)

As obras da igreja e do convento da Basílica de Nossa Senhora do Carmo duraram mais de cem anos, iniciando-se por volta de 1680 e se estendendo até o final do século XVIII, quando foram finalizadas a torre e a fachada.

A igreja possui nove altares: o altar-mor (dedicado a Nossa Senhora do Carmo), seis altares laterais, e dois grandes altares no transepto (um dedicado ao Santíssimo Sacramento e outro dedicado ao Bom Jesus e a São José).

O fronstispício da igreja é um dos mais imponentes de Pernambuco, com muitas volutas esculpidas em pedra, e a torre, de 50 metros de altura, é encimada por um dos mais elaborados bulbos do barroco brasileiro.

Em 1917, o papa Bento XV elevou a igreja à dignidade de ‘Patriarcal Basílica Vaticana’, conferindo a ela diversas indulgências e características jurisdicionais específicas. E em 1919, Nossa Senhora do Carmo foi proclamada padroeira de Recife.

Capela-mor da Basílica de Nossa Senhora do Carmo – Recife, Pernambuco

Ao longo do século XX, sob o pretexto de promover o progresso, políticos locais empreenderam desastrosas modificações no centro antigo de Recife, o que contribuiu para degradar a região e descaracterizar esse importante reduto da história brasileira.

Mas a Basílica do Carmo, bem como outras igrejas do local, ainda resistem com sua beleza original, relembrando uma época em que Pernambuco foi uma das mais prósperas regiões do Brasil.

Segundo narra o historiador Flávio Guerra, essa imagem de Maria seria a mesma que foi trazida de Portugal para Olinda, e que foi salva da destruição promovida pelos holandeses (calvinistas) quando invadiram a cidade.

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