Home / Nordeste Guia Turismo / Sergipe / Cânion do Xingó é paraíso que fica no sertão de Sergipe

 

Cânion do XingóA cidade de Canindé de São Francisco, localizada a 213 km de Aracaju, no Alto Sertão sergipano, é o portão de entrada para quem deseja conhecer o Complexo Turístico de Xingó, que compreende os estados de Sergipe, Alagoas e Bahia.

Diariamente, cerca de 1,5 mil turistas de diversos pontos do país realizam o passeio ao Cânion de Xingó, cartão de visitas da região e que projetou o município no mapa turístico do estado e do Brasil.

São mais três horas de carro até Canindé de São Francisco em Sergipe – cidade pequena, com pouco mais de 20 mil habitantes. No caminho, pela SE-230, a terra seca e a caatinga vão se revelando.

Uma paisagem que combina tons de verde, marrom e cinza. Uma beleza diferente e olha quem aparece para receber a nossa equipe: o jegue sertanejo.

A primeira visão do Rio São Francisco ou ‘Velho Chico’ é fascinante. É por ele que navegamos até o nosso destino. O catamarã sai do píer de um restaurante. Até os cânions, a viagem dura uma hora – tempo suficiente para apreciar a paisagem e descobrir como ela se formou.

Há duas décadas a região era seca, coberta pela caatinga. Mas em 1994, quando as águas foram represadas para construção da usina hidrelétrica de Xingó, o cenário mudou. O leito do rio subiu quase cem metros e formou uma espécie de paraíso.

Mapa Cânion do Xingó SE

Mapa Cânion do Xingó SE

O cenário natural formado pela vegetação da caatinga e toda a exuberância do Rio São Francisco pode ser acompanhado desde o início do passeio no Porto Karrancas, localizado no dique da barragem da Usina Hidroelétrica de Xingó, construída na década de 70, e que deu origem ao 5º maior cânion navegável do mundo.

O Cânion de Xingó é formado por um vale profundo, com 65 quilômetros de extensão, 170 metros de profundidade e largura que varia de 50 a 300 metros. É deste ponto que diariamente das 8h30 às 14h saem os catamarãs.

Segundo estudos geológicos, o local era o fundo do mar há mais ou menos uns 65 milhões de anos atrás. Com a divisão então das placas tectônicas, uma regrediu para onde se encontra hoje e deixou uma fenda aberta.

Uma hora de viagem depois a gente atraca numa espécie de porto artificial. As pessoas já podem fazer filas para que eles possam entrar na piscina natural. O curioso é que a piscina tem dez metros de profundidade até a rede de contenção. Para baixo tem mais 30 metros.

Realmente é uma experiência ímpar estar me banhando nas águas do rio São Francisco, que eu tanto ouvia falar e nunca tinha visto. É uma água bem cristalina, bem verdinha, não é gelada, é muito boa. Para o calor aqui, é uma excelente opção.

Alugamos um barquinho para passear pelas fendas entre os cânions. Realmente é deslumbrante o cenário. As rochas parecem que realmente foram talhadas por alguém e olha o efeito do sol lá atrás, olha que lindo.

A água reflete o sol e forma um jogo de luzes nas rochas. Um lugar literalmente abençoado – há imagens de São Francisco distribuídas por todo o trajeto.

Na volta, depois de três horas de passeio, o turista é recebido com almoço e música. Hora de descansar. Em Canindé de São Francisco há hotéis e pousadas – a maioria perto do rio.

Quem quiser explorar ainda mais o Velho Chico, pode mudar o ângulo. Do alto, é surpreendente ver como tanta água fica lado a lado com tanta terra seca. O espetáculo termina com o pôr do sol no rio São Francisco, em uma paisagem típica do sertão.”

Guia de Turismo e Viagem do Cânion do Xingó em Sergipe

 
 

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