- Home
- Vídeo Chat
- Bahia Guia Turismo e Viagem
- Músicas Bahia
- Guia Hotéis Pousadas Bahia e Salvador
- Mapa Bahia
- Salvador Guia Turismo e Viagem
- Baía de Todos os Santos Guia Turismo
- Chapada Diamantina Guia Turismo e Viagem
- Costa das Baleias Guia Turismo e Viagem
- Costa do Cacau Guia Turismo e Viagem
- Costa dos Coqueiros Guia Turismo e Viagem
- Costa do Dendê Guia Turismo e Viagem
- Costa do Descobrimento Guia Turismo e Viagem
- Vale do São Francisco Guia Turismo e Viagem
- Ilhas do Brasil Guia Turismo e Viagem
- Esporte Radical Guia Turismo
- Quem somos
- Contato
- Imóveis Temporada SP
Cumuruxatiba é um segredo bem guardado do litoral baiano
Uma pequena vila de pescadores no sul da Bahia, de nome difícil e acesso ainda mais, mantida como segredo por quem já esteve lá.
Cumuruxatiba tem praias que parecem saídas de catálogo turístico e um relógio próprio, capaz de fazer as horas renderem só para você poder aproveitar tudo sem pressa.
A agitação característica do litoral baiano vai ficando para trás à medida que seu carro se distancia de Porto Seguro, onde fica o aeroporto mais próximo. A partir dali serão quase 240 quilômetros para percorrer, os últimos 30 em estrada de terra, até chegar a Cumuruxatiba, pequeno distrito de Prado.
Se por um lado o caminho não será fácil, por outro você garantirá praias livres de ambulantes e da turma que gosta de deixar o som do carro no último volume (o que, aliás, é proibido por lá). Em vez disso, terá espaço mais que suficiente na areia. Mesmo na alta temporada, que vai do fim de dezembro ao carnaval.
Se for viajar neste período, procure fazer reserva com bastante antecedência. Resorts, claro, não existem naquele trecho. As pousadas costumam atingir o máximo de sua ocupação e moradores passam a alugar parte de suas casas aos visitantes – muitos deles mineiros e capixabas.
Cumuru (para os íntimos) faz parte da Costa das Baleias, local frequentado, de julho a agosto, pelas jubartes. Mas a proximidade com a Costa do Descobrimento, do qual fazem parte Porto Seguro e Arraial D’Ajuda, reservaram a esse trechinho do litoral baiano sua dose de história.
A 18 quilômetros do centro de Cumuru, a Barra do Caí, por exemplo, foi o local de desembarque dos portugueses, em 1500 (leia mais na página ao lado). O Monte Pascoal também fica próximo do vilarejo – tours de barco passam por lá – e batiza um parque nacional. Criada em 1961, a área de preservação tem 22.500 hectares, que incluem trechos originais de mata atlântica e uma reserva indígena.
Foram os pataxós, aliás, os responsáveis por batizar a região. Na língua dos nativos, a palavra Cumuruxatiba serve para descrever a diferença entre as marés alta e baixa ao longo do dia. É justamente esse movimento que revela atrações como o fundo de recifes da praia central ou a larga faixa de areia entre as Praias do Peixe Pequeno e do Peixe Grande.
Internacional: Descendentes de pataxós e famílias de pescadores hoje dividem o vilarejo com argentinos, suíços, italianos e angolanos, que elegeram Cumuruxatiba como lar e abriram ali restaurantes e pousadas. Por essa razão é possível, por exemplo, se deliciar com pratos suíços na pousada do Hans. Ou provar a muamba, receita africana que lembra uma moqueca, no restaurante Mama África, da chef angolana Dolores.
Por causa de sua localização, o sul da Bahia também sofre influência de Minas e do Espírito Santo. O sotaque baiano não é tão acentuado, nem a comida muito apimentada. Tampouco você encontrará barracas de acarajé ou ouvirá axé. Mas a receptividade é grande e a gentileza, artigo comum por esses lados.
O primeiro contato com as paisagens do vilarejo pode ser feito de bicicleta. Use as bikes disponíveis na sua pousada ou alugue uma no centrinho (R$ 10 por dia). Em boa parte do ano, as faixas de areia da orla estarão quase desertas. E você será espectador privilegiado do vaivém das ondas cobrindo recifes de coral ou batendo nas falésias douradas.
Apesar da calmaria e de Cumuru contar com apenas uma rua de paralelepípedos, pousadas e lojinhas sem grandes pretensões, para alguns moradores a mudança foi grande nos últimos tempos. "Tenho saudade da época em que não tinha tanta festa por aqui", diz dona Ana Célia, doceira de mão cheia, que faz o melhor pudim de leite da região.
SAIBA MAIS
Como chegar: há voos diários de São Paulo a Porto Seguro, aeroporto mais próximo, por a partir de R$ 358, na Gol e R$ 474, na TAM . Até Cumuruxatiba, o trajeto de 240 km (dos quais 30 km são de estrada de terra) precisa ser feito de carro ou ônibus. Algumas pousadas oferecem o serviço.
Há linhas locais que fazem Porto Seguro–Prado e Prado–Cumuruxatiba. Mas é preciso conferir os horários, que são restritos. Terminal Rodoviário de Prado: (73) 3298-1273
Compras: o ateliê da mineira Renata Homem tem boas opções em cerâmica. Para conhecer um pouco do trabalho da artista, acesse: www.renatahomem.com.br Já a paulistana Eliana Begara trabalha principalmente com porcelanas e mosaicos. Peça para assistir à queima do raku, uma técnica japonesa.
Passeio: Uma das empresas que fazem passeios de barco e para avistar baleias é a Aquamar Ecoturismo. Rua Beira Mar, 7, telefone: (73) 3573-1360. Custa R$ 80 por pessoa. A Cumuru Magical Tour oferece passeios terrestres e marítimos. Telefones: (73) 8815-0240 e (73) 8833-9448
Espetáculo das baleias em alto-mar
Fora do período mais procurado pelos viajantes que estão em busca de mar e sol, visitantes de peso chegam no litoral de Cumuruxatiba.
Não é à toa que a região é conhecida como Costa das Baleias: entre julho e outubro, as jubartes invadem a região e promovem espetáculos inesquecíveis no mar.
Nessa época, as gigantes saem das águas geladas do polo sul para acasalar e dar à luz seus filhotes.
Antes de sair para os passeios, nenhum guia vai garantir que elas serão avistadas, mas acredite: você não voltará para casa sem ver ao menos um desses animais.
Os filhotes são os mais curiosos e gostam de se aproximar dos barcos. Os adultos, que chegam a medir 16 metros e pesar40 toneladas,adoram se exibir. Jorram água pelo respiradouro, mostram o dorso, deixam a ponta de suas caudas para fora d’água, um convite para as fotos.
Mas é bom você ser rápido, para não perder a cena. Só para prevenir. O passeio dura cerca de três horas em mar
aberto. Se você é daqueles que não se sente lá muito bem em barcos,é melhor não arriscar. Tome um remédio contra enjoo 40 minutos antes de embarcar – não espere ter os sintomas, senão o remédio não fará efeito.Assim, você poderá aproveitar tudo com bastante tranquilidade.
BATE-VOLTA
Prado
Apesar de ser a cidade principal, Prado também tem clima de vilarejo, calmo e com poucas lojas. Agito mesmo, só nos
meses de verão. No resto do ano, a tranquilidade impera nas ruas de paralelepípedo, repletas de pousadinhas. Programe se ao menos para fazer uma refeição no Beco das Garrafas, onde estão reunidos os melhores restaurantes da cidade. O Banana da Terra, com sabores genuinamente brasileiros e combinados com primor por Márcia Marques, deve ser parada obrigatória – comece com o excelente bolinho de banana-da-terra com carne seca. Outro restaurante que capricha nas criações é o Jubiabá (experimente o ótimo budião ao molho de pitanga).
Ponta do Corumbau
A cerca de 50 quilômetros de Cumuru, a pequena vila de pescadores ainda se mantém tranquila, mesmo com a chegada
de hotéis e pousadas. O acesso, por estrada de terra, é difícil, mas a paisagem compensa o esforço. O cenário privilegiado, onde o Rio Corumbau se encontra com o mar e forma uma comprida ponta de areia, parece saído de um filme. A praia principal tem uma faixa de areia larga, branquinha, que forma um belo contraste com o mar em tons esverdeados.
Na dúvida, percorra todas as praias. E dedique-se a eleger sua favorita
Explore o entorno da vila e escolha entre o agito do centro, a calmaria da Ponta do Moreira e a estrutura da Barra do Caí
Cumuruxatiba pode ser pequena, mas tem muitas opções de belas praias em seu entorno. Se estiver com um carro à disposição, não hesite em sair para explorá-las e, quem sabe, conseguir eleger sua favorita.
Centro: Alugue uma bicicleta e percorra a praia do centro de ponta a ponta na maré baixa, passando pelo antigo píer, destruído por um incêndio na década de 1950. Se não estiver disposto a pedalar, sem problemas. Apenas caminhe pela orla, observe o trabalho dos pescadores e aproveite para tomar um chope no fim da tarde, curtindo o belo visual. Mas não é a melhor para dar aquele mergulho.
Barra do Caí: A 18 quilômetros do centro, ao norte, a Barra do Caí é a mais procurada no verão e a única que oferece estrutura de lanchonete e banheiros durante a temporada. Com areia fininha e quase sem ondas, é ideal para toda a família. Em cerca de meia hora você pode conhecer a foz do Rio Caí, que deságua no mar. A paisagem é marcada pelas falésias emolduradas por coqueiros. Dizem que foi ali que os portugueses pisaram pela primeira vez em solo brasileiro – em dias de pouca nebulosidade, os moradores garantem que dá para avistar o Monte Pascoal. Caminhando pela orla, chega-se à Praia do Tauá, deserta, emoldurada por falésias e coqueirais.
Ponta do Moreira: Do alto da falésia, a vista é de tirar o fôlego. O mar azul aponta lá embaixo, quase sem ondas, cercado por uma faixa de areia e um punhado de coqueiros. Não há lanchonetes, ambulantes, nem mesmo um banhista sequer. A praia é toda de quem se arrisca a chegar neste cantinho isolado do litoral baiano. Apesar de estar a apenas 8 quilômetros de Cumuru, a Ponta do Moreira é uma das praias mais difíceis de serem acessadas na região. Preste atenção nas (poucas) placas e, em caso de dúvida, peça informação aos moradores pelo caminho.
Praia do Imbassuaba: Pertinho da Ponta do Moreira, a Praia do Imbassuaba tem uma espécie de “bônus”: um rio que serpenteia pela areia branquinha da praia. Além de tirar belas fotos, você vai poder revezar entre banhos de água doce e salgada. Pura diversão.
Japara Grande: Localizada ao sul da vila, a Japara Grande tem um mar mais agitado. Se você não é um expert em esportes como o surfe, melhor abrir mão do banho de mar e aproveitar a deixa para dar um mergulho no Rio Japara Grande, bem ali ao lado.
Bahia.ws é o maior guia de turismo e viagem da Bahia e Salvador.



Poste seu comentário