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Ilha Anchieta

Ilha Anchieta

A Ilha Anchieta é um dos principais atrativos turísticos de Ubatuba, tanto pela importância histórica com as Ruínas do Presídio, pelas belas praias e trilhas, pelos excelentes pontos de mergulho e pela Mata Atlântica preservada pelo Parque Estadual da Ilha Anchieta.

Estando muito perto do Continente, o acesso é facílimo por barcos, lanchas e escunas.

A Ilha Anchieta é a segunda maior ilha do litoral de São Paulo (828 hectares) e um dos principais atrativos turísticos do Município de Ubatuba. Protegida com a criação do Parque Estadual da Ilha Anchieta, apresenta aos visitantes um grande espetáculo da natureza.

Na Ilha encontramos também um pouco da história do Brasil. Habitada por índios até o inicio do século XIX, foi conhecida nesta época como Terra de Cunhambebe, que era o chefe da Confederação dos Tamoios.

Batizada pelos colonizadores como Ilha dos Porcos, em 1904 teve nela instalada uma colônia correcional, posteriormente se transformando em presídio político.

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  -23.543609, -45.062313 Ilha Anchieta

Em 1955, após intensas rebeliões carcerárias, o Presídio foi desativado.O nome da ilha foi mudado para Ilha Anchieta em 1934, como parte das homenagens ao quarto centenário do nascimento do Padre José de Anchieta.

A ilha ficou praticamente abandonada até 29 de março de 1977, quando foi criado o Parque Estadual da Ilha Anchieta, hoje integrado à rede de Unidades de Conservação administrada pela Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo através do Instituto Florestal.

Mapa da Ilha Anchieta

Mapa da Ilha Anchieta

O Parque ocupa a totalidade da Ilha Anchieta e, além de proteger as riquezas naturais, preserva o rico patrimônio histórico- cultural representado pelas ruínas do presídio e suas instalações.

A Ilha Anchieta é um dos locais mais procurados pelos turistas em Ubatuba. Proporciona o belo visual da Mata Atlântica que compõe sua vegetação, praias belíssimas, trilhas ecológicas, passeios pelas ruínas do antigo presídio e um dos melhores pontos para mergulho do Brasil.

História da Ilha Anchieta

Logo após o descobrimento do Brasil, por volta de 1.550, a Ilha Anchieta era habitada pelos índios Tamoios e Tupinambás. Eles chamavam a ilha de Tapira, traduzido como “lugar calmo”. Os Tupinambás tinham como grande líder o cacique Cunhambebe.

É um personagem de extrema importância, pois nessa época ocorriam diversos conflitos e os portugueses colonizadores. Os Jesuítas missionários José de Anchieta e Manoel da Nóbrega conseguiram uma aproximação amistosa com Cunhambebe, que resultou no famoso Tratado da Paz de Iperoig, firmado no dia 14 de setembro de 1563.

A partir daí, os portugueses puderam ter mais tranqüilidade para a ocupação da colônia.

Foi iniciada então a ocupação da ilha, não só por portugueses mas também holandeses, franceses e outros europeus. Viviam basicamente da pesca e da agricultura. Aos poucos o povoado da ilha foi se desenvolvendo, ganhando uma pequena igreja, vendo crescerem pequenos negócios e até um cemitério foi construído. Em 1885, a Ilha passou a ser denominada Freguesia do Senhor Bom Jesus da Ilha dos Porcos.

Em 1902 a Ilha era mais conhecida como Ilha dos Porcos, quando nela foi construída uma Colônia Penal. Para tanto, foram desapropriadas cerca de 412 famílias.

Esta colônia viria a ser desativada em 1914, com os presos sendo transferidos para presídios de Taubaté; mas, em 1928 foi reativada e para abrigar os presos políticos do período da ditadura de Getúlio Vargas. Nesta época, além dos habitantes originais, passaram a morar na ilha os soldados e seus familiares.

A Ilha dos Porcos passou a ser denominada Ilha Anchieta em 1934 como parte das homenagens ao quarto centenário do nascimento do Padre José de Anchieta.

Em 1942 a antiga colônia penal se transformou no Instituto Correcional da Ilha Anchieta. As celas foram construídas de modo a formar um pátio retangular. Era nesse pátio que os presos se reuniam, tendo em volta as celas onde ficavam confinados cerca de 453 presos, todos de alta periculosidade.

Havia bastante animosidade entre grupos rivais, que se enfrentavam no pátio, e os cerca de 50 policiais tinham grande trabalho para conter estes conflitos. O principal líder de dos presos era o perigoso João Pereira Lima, o Pernambuco.

Uma dia chega ao presídio para cumprir pena Álvaro da Conceição Carvalho Farto, o famoso Portuga, um criminoso mas também formado em engenharia e muito inteligente. Aos poucos o Portuga passou a influenciar os outros presos, estruturou a vida de todos dando funções específicas a cada um para organizar a vida interna, o que diminuiu os conflitos.

Mas as intenções do Portuga não eram bem essas. Tendo criado uma organização entre os presos, passou a arquitetar um plano para uma rebelião, que incluía a tomada do presídio e das armas que ficavam no quartel do Morro do Papagaio.

Sob a influência do Portuga, os detentos passaram a ser mais cordiais e gentis, se aproximaram bastante dos policiais e até da população da ilha, num clima de confiança e paz que na verdade era o preparatório para o golpe.

O plano foi executado em 1952, numa batalha sangrenta entre presos e policiais. Mas um soldado conseguiu nadar até o continente e alertou as autoridades. Diversas guarnições se deslocaram para a Ilha, contendo a rebelião. Foram recapturados 129 presos; alguns, possivelmente tenham conseguido fugir em canoas. Outros tentaram fugir em barcos, mas a imperícia na navegação os fez caírem na água e ficado à mercê dos tubarões. O grande líder, Portuga, tinha problemas cardíacos e foi encontrado morto na Ilha.

Hoje em dia, a Ilha Anchieta mudou totalmente seu perfil, passando a ter sua fauna, flora e riquezas históricas protegidas pelo Parque Estadual da Ilha Anchieta. Na sede do parque, encontramos muitas informações e painéis fotográficos, monitores de turismo para trilhas ecológicas e culturais, e a pequena capela foi restaurada.

As instalações do antigo presídio, em ruínas, atraem o público para viver a atmosfera onde aconteceram importantes fatos para nossa história. E além dos turistas, mergulhadores, pesquisadores e outros estudiosos procuram a Ilha Anchieta durante todo o ano.

Praias da Ilha Anchieta

Praia do Presídio

Praia do Presídio

Praia do Presídio

Principal praia do Parque Estadual da Ilha Anchieta. Aqui, em meio de sua encantadora beleza, você pode reviver a história da Ilha, eternizada pelas ruínas do presídio erguido sobre suas areias no começo deste século, para deter presos políticos.

É na Praia do Presídio, portanto, que se encontram as instalações da ex-colônia penal (desativada em 1955, quando detia criminosos comuns, após sangrenta rebelião), a administração do Parque com atracadouro e uma base do Projeto Tamar.

Suas águas límpidas e tranqüilas são propícias para receber as mais variadas embarcações trazendo visitantes e pesquisadores.

Praia do Leste

Praia do Leste

Praia do Leste

Praia pequena de águas límpidas, boa para banhos e mergulhos. Aqui, como em toda a Ilha você tem a oportunidade de curtir o sossego da natureza.

O acesso pode se dar por trilhas a partir da Praia Grande e Praia do Presídio.

Praia do Sul

Praia do Sul

Praia do Sul

Com águas límpidas de ótima visibilidade, esta praia é a escolhida pelos adeptos do turismo ecológico e do mergulho. Sua natureza virgem pode ser visitada por passeios feitos por escunas que saem do Saco da Ribeira e Itaguá.

Como está situada no Parque Estadual da Ilha Anchieta, essa praia é preservada por leis estaduais que impedem qualquer tipo de caça ou pesca, mas só a beleza que ela oferece vale o passeio.

Possui ainda uma trilha leva à Praia do Presídio.

Praia Grande

Praia Grande

Praia Grande

Para os que buscam tranqüilidade, a Praia Grande é uma otima opção. Suas areias claras, águas límpidas e selvagem Mata Atlântica compõem um belíssimo cenário natural.

Praia de mar calmo, possibilita o atracamento de embarcações, uma ótima opção para curtir a natureza.

Ruínas do Presídio

Ruínas do Presídio

Ruínas do Presídio

O presídio da Ilha Anchieta começou a ser construído em 1902, quando foram desapropriadas cerca de 412 famílias de colonos e caiçaras que habitavam o local. Mas em 1914 a Colônia Penal foi extinta, sendo os detentos transferidos para Taubaté.

Em 1928 o presídio volta a funcionar, desta vez sendo destinado principalmente a presos políticos. Pouco depois a ilha, que se chamava na época Ilha dos Porcos, foi rebatizada como Ilha Anchieta em homenagem ao jesuíta.

No ano de 1942, com aproximadamente 273 detentos, a Colônia Penal passa a ser denominada como Instituto Correcional da Ilha Anchieta, passando a receber como residentes também soldados e suas famílias.

Ruínas do Presídio

Ruínas do Presídio

A desativação do presídio ocorreu após a sangrenta rebelião de junho de 1952.

Hoje os prédios que foram utilizados pelos presos e parte da estrutura do presídio estão em ruínas.

O local é preservado como relíquia histórica do Brasil, e nele são realizados passeios onde monitores treinados levam o turista a viajar por um importante capítulo da história brasileira.

Duas trilhas recomendadas para o seu passeio:

A Ilha Anchieta possui trilhas que constituem um imperdível contato com a Mata Atlânticas e suas belas praias. Ao desembarcar na ilha, o turista encontra monitores credenciados que acompanham os grupos por essas trilhas; elas só podem ser percorridas com a assistência destes.

Trilha do Saco Grande – A caminhada começa na praia do presídio percorrendo uma área direcionada a estudos e pesquisas e segue em direção a um antigo Quartel onde foram mortos soldados e civis na rebelião de 1952. A vegetação está se regenerando e ocupando as casas da antiga Vila militar, trazendo de volta os primeiros moradores da mata.

Ao final da trilha no costão rochoso deparamos com um mirante das ilhas da região e do mar aberto. Em dias claros é possível avistar tartarugas marinhas em seu habitat natural. Na volta tome uma ducha (Ducha do Maneco) reservada aos que fazem o passeio.

Trilha da Praia do Sul – O caminho já era utilizado antigamente pelos pescadores e moradores da região. Hoje a trilha está documentada com capacidade de carga e pontos interpretativos da Mata Atlântica, restinga, lendas, histórias e grande variedade de fauna que é fonte de estudo para as escolas que visitam o Parque.

No meio da trilha há um mirante com vista para toda a enseada das Palmas.

Ao chegar à praia paradisíaca convive-se com pescadores tradicionais. A praia do sul com sua água cristalina e abundante vida marinha é um convite para o mergulho livre.

Mergulho

A Ilha Anchieta é considerada um dos melhores pontos de mergulho do Brasil.

Protegida pelo Parque Estadual da Ilha Anchieta, a caça e a pesca são proibidas. No entanto, o mergulho contemplativo é liberado, e a riqueza da fauna, flora e grandes peixes de passagem permitem uma bela viagem pelo mundo submarino, bastante procurada por fotógrafos para fotos submarinas.

A profundidade varia entre 3 e 12 metros e a temperatura média da água fica entre 20°C e 28°C. No verão costumam ocorrer quedas buscas na temperatura, chegando a até 15°C. Portanto, o uso de roupas isotérmicas de 5mm é recomendável o ano todo. A visibilidade varia muito em função de correntes e condições climáticas, indo de 2 a 10 metros.

O fundo é composto de costões rochosos e areia. Fauna e flora são abundantes, podendo-se observar corais cérebro, esponjas, algas, tartarugas, budiões, arraias-prego, garoupas, badejos e peixes coloridos, principalmente na Ponta Sul.

Como chegar

A Ilha Anchieta localiza-se no Litoral Norte de São Paulo, município de Ubatuba. Fica em frente à Praia da Enseada e do Saco da Ribeira. Para chegar à Ilha Anchieta o turista poderá optar pelos passeios de escuna que saem da Enseada e do píer do Saco da Ribeira, ou alugando um barco com tripulação.

Para aproveitar bem seu passeio, não se esqueça de levar um bom calçado para caminhadas, protetor solar, repelente e a providencial máquina fotográfica, pois as paisagens da Ilha são inesquecíveis.

 
 
 
 
 
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