rapelQuando se pensa em sol, praia, carnaval e cultura brasileira, a Bahia é um dos primeiros locais do país a ser lembrado.

No entanto, o Estado é também referência quando se trata de esportes radicais. Sua natureza exótica e grande quantidade de parques, cachoeiras, lagos e montanhas tornaram-se famosos entre os turistas que procuram por aventuras.

Devido ao terreno acidentado e incidência de montanhas e cavernas em todo o Estado, o rapel é uma das práticas mais comuns.

Interagir com o rio São Francisco e seus cânions, explorar as belezas e acampar na Chapada Diamantina e se aventurar em cascading (esporte de aventura que consiste na exploração progressiva de uma cachoeira) pelas cavernas que se espalham em solo baiano são apenas algumas das possibilidades.

Na Costa do Cacau, as centenas de quilômetros de praias, rios e cachoeiras em áreas preservadas da Mata Atlântica favorecem a prática do cascading, que utiliza as mesmas técnicas do rapel para descer quedas d’água.

Ideal para os aventureiros mais experientes, a Cachoeira do Véu de Noiva – sugestivamente conhecida como Pancadão – tem o maior salto da região, com 40 m de altura.

O acesso também não é dos mais fáceis: é preciso percorrer uma hora de barco e depois fazer uma trilha de 40 minutos.

Outra queda d’água indicada para níveis avançados de rapel fica na Costa do Dendê. A Cachoeira da Pancada Grande, com seus três gigantescos degraus de pedra (chamados de Três Pancadas) ao longo de 90 m, já foi palco da competição Ecomotion/Pro, que traz desafios na natureza.

É preciso ficar atento à forte vazão do Rio das Almas e às pedras do local, que costumam ser muito escorregadias.

Grande cânion

Ponto imperdível para os amantes da natureza é a região de Paulo Afonso, por onde passa o Rio São Francisco. Só a oportunidade de conhecê-lo já seria o suficiente para atrair turistas, mas, além disso, há o cânion que o margeia e que favorece a prática de um rappel alucinante.

No Parque Dom Pedro II, da ponte metálica, construída em 1958 por Juscelino Kubitscheck para ligar Alagoas e Bahia, é possível apreciar a bela paisagem durante a descida de 84 m.

No local também é muito comum a prática de bungee-jumping. Se ao chegar lá você sentir alguma familiaridade com o cenário, não se espante: a ponte costuma ser cenário para rappel e bungee-jumping em programas de esporte com certa frequência.

Se a intenção é praticar também caving, o destino mais procurado é o Oeste Baiano, cujo conjunto rochoso forma um grande complexo de grutas.

Nas cavernas mais assediadas, Buraco do Inferno e Sumidouro, os obstáculos são considerados difíceis. Já a Gruta do Catão, à qual se chega passando por uma trilha de cerca de 100 m com terreno íngreme e pedregoso e vegetação densa, o caving exige esforço, mas vale a pena devido a sua beleza ímpar.

De lá, é possível ter acesso à Lagoa Azul, um dos cartões postais da região. Perto dali também há um sítio arqueológico e um lago com uma espécie de areia movediça.

O paraíso do rapel é a Chapada Diamantina. Com seus morros, grutas e cachoeiras, a região é conhecida pelas belezas naturais. Não deixe de passar pelo Morro do Pai Inácio, cartão postal da Chapada.

Talvez você não tenha coragem de se aventurar num rappel pelo local, mas não se iniba -a altura de 150 m faz muitos desistirem antes mesmo da escalada. Se você ainda está começando, o Poço do Diabo, com altura de 22 m e um lago ao final, é o ideal.

Altas aventuras

É na Chapada também que fica a maior cachoeira do Brasil, a da Fumaça – que também é uma das mais altas do mundo, com 420 m.

Naturalmente, o cascading no local também é o mais arriscado. Porém, mesmo para quem não tem grande experiência, vale a pena percorrer a trilha de 48 km (em quatro dias e três noites) para chegar até a queda. O roteiro inclui travessia por tirolesa, além de caving e cascading nas cachoeiras e cavernas pelo caminho.

O rapel em caverna também pode ser feito na Gruta do Lapão Velho, na região de Santa Luzia. São duas entradas separadas por 500 m de descida íngreme. Dentro da caverna, há travessias de abismos e galerias submersas.

Ao escalar o topo do ‘Apaga Vela’, chega-se ao salão principal. No total, o complexo tem cerca de 20 grutas.

Rapel urbano

Mas todo amante de rapel sabe que, apesar de ser desejável, o ambiente natural não é pré-requisito essencial para o esporte. Onde houver terreno acidentado e grandes alturas a serem percorridas, será sempre uma boa opção.

É por isso que em Salvador, com suas depressões geológicas que deram origem a paredões, pontes e viadutos, não é incomum avistar praticantes de rapel descendo torres aqui e acolá.

Os principais pontos da cidade para a prática são o prédio do Hotel Vitória Marina, torres da TV Itapoã e do Centro de Convenções da Bahia e o Elevador Lacerda, um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade. Com 72 m de altura, ele proporciona uma espetacular visão da Baía de Todos os Santos.

Bahia.ws é o maior guia de turismo e viagem da Bahia e Salvador.

 
 

Deixe uma resposta

 
 
 
%d blogueiros gostam disto: