prostituicao SalvadorA Rede TV Bahia apresenta o documentário sobre a vida das travestis e prostitutas de Salvador que fazem pista e vivem da prostituição por falta de opção.

Os travestis e prostitutas são expostas a violência moral, verbal e física, por conta do preconceito e da discriminação.

Violência e prostituição na Orla de Salvador

A partir do final da tarde, a Orla de Salvador se transforma. Na calçada, mulheres desfilam e como se fossem estrelas de um grande espetáculo.

Assim se pode montar o palco da madrugada na Pituba, Amaralina e Barra, por exemplo.

Frequentada por clientes de todos os tipos, que buscam sexo, rápido, fácil e descomprometido, as boates e as calçadas contam com a serventia de “garotas” (sejam mulheres ou transexuais) bonitas e provocantes.

Seus serviços, que consistem conceitualmente no “comércio sexual com retribuição monetária e indiferença pessoal”, são solicitados na maioria das vezes por jovens e homens entre 25 e 50 anos.

Além de conviverem com o desprezo e discriminação da sociedade, as prostitutas são mulheres sujeitas a agressões de todo tipo.

De acordo com a Rede Brasileira de Prostituição (RBP), associação que representa profissionais do sexo, as garotas que trabalham nas ruas sofrem violências, na maioria das vezes, de clientes jovens da classe média.

Recusa por parte dos clientes ao uso do preservativo, o consumo de álcool e drogas são os fatores mais comuns para ocorrência de agressões, sejam físicas ou verbais.

Em boates, os seguranças parecem estar atentos a tudo o que se passa dentro da “casa” durante o show. De acordo com o ex-segurança de uma boate, Luiz Cabral Borges, 30 anos, os guarda-costas são pagos para preservar o local e a integralidade física dos clientes e das garotas. “Se elas resolverem sair com os clientes, a casa não se responsabiliza em nada”, afirma.

Vida noturna invade bairros nobres

A prostituição está distribuída e evidenciada em pontos da cidade, como Barroquinha, Pelourinho, Carlos Gomes, Barra, Amaralina, Pituba, entre outros.

Os locais servem de cenário para sexo, bebida e violência. Muda o ambiente, mas não a realidade. Um soldado da 11ª Companhia da Polícia Militar da Bahia afirma que a polícia é paga para proteger os cidadãos.

“O que acontecer aqui na Barra, elas sabem que podem contar conosco, é nossa obrigação, não importa se é branco ou preto, prostituta ou não”, garante.

Essa afirmação contradiz as estatísticas, ainda não oficializadas, de violência voltada às mulheres prostituídas e histórias contadas pelas vítimas. Uma delas é Jane (nome fantasia), uma morena de baixa estatura, conhecida como “Baixinha”.

Ela conta que, por diversas vezes, teve seu dinheiro tomado pelos próprios policiais. “Se a gente não der, eles xingam e querem até bater em nós”, disse. Jane guarda no corpo as marcas da agressão que sofreu de um turista argentino.

Embriagado o visitante se negou a pagar o programa e, após trocas de ofensas, deu-lhe um soco no olho esquerdo, deixando como “pagamento” uma cicatriz no supercílio.

Segundo especialistas, o passaporte para o círculo da prostituição acontece devido a fatores psicológicos e sociais.

Algum trauma de infância, mais precisamente violência doméstica, a família desestruturada, a esperança de uma vida melhor e mais fácil, precipitações pessoais e outros elementos.

Jane tem 22 anos e está na prostituição desde os 17 anos. Aos 15 anos resolveu sair de casa e “fugir” com o namorado, já que sua mãe não aceitava sua gravidez precoce. “Ela me enchia, gostava de falar de tudo. Aí eu explodia e era só briga mesmo”, completa.

Prostitutas ocupam lugares desertos e de pouca iluminação, propícios a ocorrer atos violentos sem testemunhas. Elas estão em grupos para o caso de uma eventualidade.

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