Alcântara

Alcântara no Maranhão tem uma riqueza arquitetônica que se alternam entre ruínas e casas que documentam o apogeu e o declínio da cidade, cujo nascimento remonta ao começo do século XVII.

Boa para passeio de um dia desde São Luís do Maranhão, Alcântara já foi uma das cidades mais ricas do Maranhão entre os séculos 18 e 19, mas muito do patrimônio histórico se perdeu. Vestígios do passado podem ser vistos em sobrados coloniais cobertos por azulejos portugueses, nas ruínas do mercado de escravos Palácio Negro e no prédio da prefeitura, onde funcionou uma cadeia pública no século 18. Defronte à Praça do Pelourinho estão as ruína da Igreja Matriz de São Matias e o interessante Museu Histórico, um belo exemplar da arquitetura de época.

Junto à igreja de Nossa Senhora do Carmo ficam os restos de dois palacetes construídos por famílias aristocratas rivais para receber o imperador Dom Pedro II. Uma fortuna foi despejada nas obras dos Barões de Pindaré e Mearim, mas o monarca nunca chegou a passar por Alcântara e elas foram posteriormente abandonadas, simbolizando o ocaso da cidade. Parte dessa história de decadência é extraordinariamente narrada na obra Noite Sobre Alcântara, do imortal Josué Montello.

Além do passeio pelas igrejas e construções do Centro, o passeio é complementado pelas praias dos arredores. Não são nada espetaculares, mas equilibram o passeio entre cultura e natureza.