Cronologia dos Descobrimentos Portugueses

Os descobrimentos portugueses ocorreram devido a expansão marítima portuguesa que marcaram a história de Portugal e a história universal.

Ao longo do século XV, os portugueses transformaram e aperfeiçoaram todas as técnicas de construção naval e de navegação conhecidas.

A expansão maritima portuguesa teve um desenvolvimento nunca visto anteriormente.

A impressão transmitida é que se foram necessários oitenta anos para atingir o Cabo da Boa Esperança, os trinta anos seguintes levaram os portugueses a Groenlândia, em 1498, à índias; em 1500 ao Brasil; em 1511 à China e por volta de 1548 ao Japão.

Entre 1415 e 1492, Portugal, além de ter sido a nação pioneira, teve a exclusividade de navegação no oceano Atlântico. Durante aquele período os portugueses fizeram o périplo da África Ocidental.

O contorno da África colocou nas mãos dos portugueses vários produtores de especiarias: ouro, pimenta, noz-moscada, marfim e escravos.

Descobrimentos Marítimos Portuguesas

CRONOLOGIA DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES

  1. AGOSTO DE 1415 – CONQUISTA DE CEUTA
  2. JULHO 1418 – DESCOBERTA DO ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA
  3. JANEIRO 1427 – DESEMBARQUE NO ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES
  4. MAIO 1434 – GIL EANES DOBRA O CABO BOJADOR
  5. OUTUBRO 1437 – DERROTA PORTUGUESA EM TÂNGER
  6. JANEIRO 1444 – DESCOBERTA E CONQUISTA DA GUINÉ
  7. JANEIRO 1450 – NASCE BARTOLOMEU DIAS (1450?-1500)
  8. JANEIRO 1456 – DESCOBERTA DE CABO VERDE
  9. OUTUBRO 1458 – CONQUISTA DE ALCÁCER CEGUER
  10. JANEIRO 1467 – NASCE PEDRO ÁLVARES CABRAL (1467?-1520?)
  11. JANEIRO 1468 – NASCE VASCO DA GAMA (1468-1525)
  12. AGOSTO 1471 – CONQUISTA DE ARZILA E DE TÂNGER
  13. OUTUBRO 1492 – CRISTOVÃO COLOMBO CHEGA À AMÉRICA
  14. JUNHO 1494 – ASSINATURA DO TRATADO DE TORDESILHAS
  15. MAIO 1498 – DESCOBERTA DO CAMINHO MARÍTIMO PARA A ÍNDIA
  16. ABRIL 1500 – DESCOBERTA DO BRASIL
  17. SETEMBRO 1507 – CONQUISTA DE ORMUZ
  18. NOVEMBRO 1510 – CONQUISTA DE GOA
  19. AGOSTO 1511 – CONQUISTA DE MALACA
  20. MAIO 1513 – PORTUGUESES CHEGAM À CHINA
  21. AGOSTO 1515 – ESTABELECIMENTO DOS PORTUGUESES EM TIMOR
  22. SETEMBRO 1519 – FERNÃO DE MAGALHÃES (1480 – 1521) INICIA A VOLTA AO MUNDO
Mapa da Africa de 1626
Mapa Histórico da Africa de 1626 – O mapa ilustra as cidades de Tanger, Ceuta, Alger, Tunes, Alexandria, Cairo (Alca), Moçambique e as Canárias.

1. CONQUISTA DE CEUTA – AGOSTO DE 1415

Cerca de 20 mil homens, embarcados em Lisboa, conquistam a cidade africana de Ceuta no dia 22 de Agosto de 1415.

Esta publicação inclui vistas panorâmicas de cinco cidades portuárias em Marroco - 1575
Esta publicação inclui vistas panorâmicas de cinco cidades portuárias em Marroco – 1575.

Tratava-se de uma importante cidade comercial do mundo muçulmano do mediterrâneo. Causas bélicas, económicas e políticas são apontadas como razões para este primeiro passo naquilo que será a expansão portuguesa para África.

2. DESCOBERTA DO ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA – JULHO 1418

É incerta a data em que Gonçalo Zarco e Tristão Vaz Teixeira desembarcaram na ilha de Porto Santo.

Mapa da Ilha da Madeira de 1692
Mapa Histórico da Ilha da Madeira de 1692

Sabe-se que partiram dali em Julho de 1418 para desembarcar na ilha da Madeira, terra de que já existiam notícias antes da chegada dos portugueses.

3. DESEMBARQUE NO ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES – JANEIRO 1427

Terá sido Diogo de Silves, em data incerta, a às ilhas por ordem do Infante D. Pedro. Nos anos seguintes realizaram-se novas expedições a outras ilhas do arquipélago. Tal como no caso das ilhas da Madeira e Porto Santo, o arquipélago dos Açores não seria completamente desconhecido, pois existem notícias sobre a sua existência anteriores à chegada dos portugueses.

4. GIL EANES DOBRA O CABO BOJADOR – MAIO 1434

Sabe-se que Gil Eanes partiu em Maio para tentar dobrar o Cabo Bojador, também conhecido por Cabo do Medo.

Quando se aproximava do destino decidiu colocar-se ao largo da costa, conseguindo desta forma ultrapassá-lo. Muitas lendas populares asseguravam que o mundo acabava ali.

A passagem do Cabo Bojador

O Cabo Bojador, situado na costa do Saara Ocidental, era conhecido como Cabo do Medo. Recifes de arestas pontiagudas dominam aquela região tornando a navegação muito arriscada.

A 25 quilômetros da costa do cabo, em alto mar, a profundidade é de apenas 2 metros.

A altura das ondas, a frequência das tempestades, a violência dos ventos, o desconhecimento das correntes oceânicas e a neblina permanente tornavam a navegação extremamente perigosa.

Aqueles que passavam por ele, jamais voltavam. As lendas falavam em mais de 12.000 tentativas fracassadas.

Uns acreditavam que os ventos dali em diante sopravam para o sul, impedindo o retorno a Portugal, rumo norte.

Outros pensavam que ali acabava o mundo e a neblina era o resultado da evaporação das águas que ferviam ao cair no inferno lá embaixo. As lendas diziam que havia monstros marinhos e remoinhos gigantescos e ferozes.

O mar fervia no calor e somente certas criaturas bizarras conseguiam sobreviver no intenso calor e aridez. Dizia-se haver grandes tesouros guardados por dragões ferozes e gigantes que entravam no mar e destruíam os navios.

Os relatos fantasiosos das tripulações que desistiam e voltavam alimentavam as lendas. O Cabo Bojador era considerado intransponível, ali terminava o mundo conhecido.

5. DERROTA PORTUGUESA EM TÂNGER – OUTUBRO 1437

Os portugueses atacaram a praça de Tânger em inferioridade numérica e desorganizados.

Mapa do Mediterrâneo Ocidental 1705
Mapa Histórico do Mediterrâneo Ocidental 1705

As tropas são cercadas e rendem-se. Após negociações as forças portuguesas recebem autorização para partir, mas em troca os muçulmanos exigem a entrega de Ceuta. Como garantia do acordo fica refém o Infante D. Fernando.

O Infante que desenhou o acordo recua depois de libertado. O Infante D. Fernando morre em cativeiro, em Fez, em 1443.

6. DESCOBERTA E CONQUISTA DA GUINÉ – JANEIRO 1444

A Guiné era um nome genérico dado à África negra que se estendia ao sul do Cabo Bojador.

Após a derrota portuguesa em Tânger há uma aposta na expansão ultramarina para chegar de forma mais direta às matérias-primas.

7. NASCE BARTOLOMEU DIAS (1450?-1500) – JANEIRO 1450

Foi o primeiro europeu a dobrar o cabo das Tormentas, depois batizado de Cabo da Boa Esperança, em 1488.

A viagem de Bartolomeu Dias transforma o nome do temerário Cabo em Boa Esperança por abrir a passagem ao caminho marítimo para a Índia.

Bartolomeu Dias era considerado um navegador hábil e experiente. Foram-lhe confiadas diversas missões. Morreu quando a sua caravela naufragou junto ao Cabo da Boa Esperança em 1500.

8. DESCOBERTA DE CABO VERDE – JANEIRO 1456

A data da descoberta do arquipélago é disputada tal como o nome do navegador que ali terá chegado primeiro.

Diogo Gomes, Alvise Cadamosto ou António da Noli são apontados como possíveis descobridores, todos ao serviço do Infante D. Henrique.

9. CONQUISTA DE ALCÁCER CEGUER – OUTUBRO 1458

A conquista foi liderada pelo rei D. Afonso V. A praça foi conquistada, mas a sua manutenção foi sempre muito difícil. Perdeu importância e foi abandonada em 1550 quando Portugal já conquistara Tanger e Arzila.

A vila de Alcácer-Ceguer, ou seja, Al Qasr al saghir, que significa “pequeno castelo”, localiza-se no litoral do norte de Marrocos, entre Ceuta e Tânger.

Por mais de um século e meio, Portugal controlou importantes pontos da costa marroquina. No mapa, domínios portugueses no Marocco de 1415 (conquista de Ceuta) a 1578 (derrota de Alcácer-Quibir).
Por mais de um século e meio, Portugal controlou importantes pontos da costa marroquina. No mapa, domínios portugueses no Marocco de 1415 (conquista de Ceuta) a 1578 (derrota de Alcácer-Quibir).

Embora sem a importância destas duas cidades, era uma posição com alguma importância no século XV, como ponto de apoio à navegação e reduto de corsários do Estreito de Gibraltar.

A 24 de outubro de 1458, o rei de Portugal entrou na vila, após a rendição dos habitantes às forças militares portuguesas que ali desembarcaram, três dias antes, e cuja artilharia conseguiu abrir uma brecha na muralha.

Alcácer-Ceguer não dispunha, de facto, de forças ou fortificações suficientes para resistir à investida da armada portuguesa, composta por duas centenas de velas e que dispunha de artilharia e de vários milhares de soldados.

A expedição foi liderada pelo próprio monarca e nela participaram algumas das figuras mais importantes da nobreza portuguesa, entre elas o Infante D. Henrique, que desempenhou, aliás, um papel importante na sua preparação.

Quais foram os motivos que levaram o rei a preparar a expedição?

A conquista de Alcácer-Ceguer foi uma espécie de “regresso a Marrocos” após o fracasso de Tânger, ocorrida duas décadas antes. Só foi, evidentemente, possível após a subida ao trono de D. Afonso V, que desde cedo manifestava inclinação para retomar os projetos de conquista no norte de África. Diversas circunstâncias eram favoráveis ao regresso dos portugueses a Marrocos, nesta época.

Em primeiro lugar, Ceuta era a única praça portuguesa no norte de África, que se revelava de utilidade e eficácia reduzida, devido ao seu isolamento. Depois, o papa tinha recentemente emitido uma bula de cruzada, a qual atribuía a posse de Alcácer-Ceguer a Portugal.

Finalmente, e talvez o mais importante, a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos, em 1453, causou uma comoção por toda a Europa cristã e levou o papa a pregar uma nova cruzada, à qual D. Afonso V parece ter sido o único monarca a responder afirmativamente.

Como esta nunca se realizou, o rei terá decidido canalizar os recursos para uma ofensiva militar em Marrocos.

Qual foi a importância desta conquista?

A tomada de Alcácer-Ceguer marcou definitivamente a retoma do interesse português por Marrocos. Depois da conquista da pequena vila, D. Afonso V, inspirado por sonhos de cruzada e de feitos de armas, prosseguiu com a conquista de Tânger e de Arzila.

O seu filho, D. João II, centrou o seu interesse nas regiões mais a sul, onde as produções locais tinham interesse para o comércio português ao longo da costa africana. D. Manuel, por fim, alargou o regime de protetorado sobre várias regiões costeiras de Marrocos e integrou a presença portuguesa no seu projeto global de cruzada.

Contudo, a manutenção das praças portuguesas no norte de África era dispendiosa e difícil, tanto mais que a sua utilidade era cada vez mais reduzida.

Deste modo, e após subir ao trono em 1521, o rei D. João III começou a ponderar a possibilidade de evacuar algumas das praças, o que veio efetivamente a ocorrer ao longo das décadas seguintes.

Alcácer-Ceguer foi abandonada em 1549, ficando a restar apenas Ceuta, Tânger e Mazagão como os últimos marcos da expansão portuguesa em Marrocos.

10. NASCE PEDRO ÁLVARES CABRAL (1467?-1520?) – JANEIRO 1467

Comandou a esquadra de 13 navios que descobriu o Brasil em 1500.

Era a segunda missão com destino à India, mas registou-se um desvio na rota levando a frota até à costa brasileira.

Conhecem-se muito poucos dados sobre a sua vida e só no século XX foi descoberta a sua sepultura. O Brasil só assumiria importância no império português muito depois da sua morte.

11. NASCE VASCO DA GAMA (1468-1525) – JANEIRO 1468

Comandou a frota que descobriu o caminho marítimo para a India. A esquadra de três navios 0 levou cerca de 10 meses no percurso entre Lisboa a Calecute.

Era filho de nobres e membro da Ordem de Santiago. Foi nomeado Governador do estado da India e morreu em Coxim.

Durante o século XV Portugal lançou-se nos descobrimentos. Primeiro conquistou Ceuta e outras praças africanas, para depois de lançar na descoberta da costa até ao Cabo da Boa esperança e a Índia.

Encarregado desta última navegação foi Vasco da Gama, à frente de uma esquadra de quatro navios que levaram cerca de 10 meses a chegar a Calecute.

A conquista de Ceuta foi o primeiro passo para os descobrimentos que os portugueses realizaram nos séculos XV e XVI.

A possibilidade de chegar á Índia tornou-se real na segunda metade do século XV depois dos navegadores portugueses desceram a costa atlântica do continente africano e Bartolomeu Dias transpor o Cabo da Boa Esperança.

Em 1488, Bartolomeu Dias foi o primeiro europeu a dobrar o Cabo das Tormentas.

Na esperança de abrir novos caminhos às descobertas portuguesas o cabo foi rebatizado como sendo da Boa Esperança.No final do século XV, a marinha portuguesa já tinha explorado a maior parte da costa africana virada ao Atlântico.

Para prosseguir para oriente era fundamental perceber onde terminava essa linha de costa e se era ou não possível ligar-se ao Índico por mar. A confirmação desta possibilidade poderia abrir as portas para uma nova rota comercial entre a Europa e a Ásia.

Bartolomeu Dias, supostamente enviado ao encontro do Prestes João, conseguiu realizar essa missão, dobrando o Cabo das Tormentas, mais tarde batizado Cabo da Boa Esperança em 1488.

É a partir desta missão de Bartolomeu Dias que se pode preparar a viagem de descoberta do caminho marítimo para a Índia e para outros lugares do oriente.

Vasco da Gama, nascido em Sines e filho de Estevão da Gama, seria o homem escolhido para comandar a frota que navegou à descoberta do caminho marítimo para a Índia.

Em 1497 partia de Lisboa a frota comandada por Vasco da Gama com o objectivo de descobrir o caminho marítimo para a Índia.Eram cerca de 150 homens distribuídos por 3 naus – a S. Gabriel, a S. Rafael e a Bérrio – e um navio de pequeno porto com mantimentos.A partida ficou marcada para o dia 8 de Julho de 1497, com a esquadra a chegar a Calecut em Maio de 1498.O comandante desta frota, Vasco da Gama, era um fidalgo nascido em Sines.A passagem do Cabo da Boa Esperança no ano anterior abriu as portas para que os portugueses penetrassem no Indico.

A viagem abriu uma nova rota comercial entre a Europa e a Ásia.

12. CONQUISTA DE ARZILA E DE TÂNGER – AGOSTO 1471

Cerca de 400 navios participaram no assalto à praça de Arzila, no Norte de África.

Apesar de muitas dificuldades o ataque é fulminante e a cidade é saqueada. Vários defensores e moradores de origem muçulmana são mortos, depois de se esconderem na mesquita e no castelo. Assustados os defensores da praça vizinha de Tânger abandonam as defesas e D. Afonso V envia uma força que consegue assenhorar-se da fortaleza.

Ainda hoje há alguns vestígios da ocupação portuguesa em Arzila, cidade marroquina da costa atlântica, tomada pelas tropas de D. Afonso V em 1471. Neste vídeo reconstrói-se a invasão portuguesa e os combates ocorridos nessa ocasião.

A conquista de Arzila enquadra-se na política de expansão ultramarina portuguesa e ocorre na segunda metade do século XV, após o desastre da operação em Tânger, onde inúmeros portugueses – entre os quais o infante D.Fernando – ficaram cativos.

Entendia-se que a tomada de praças em Marrocos seria uma alavanca indispensável à progressão marítima e, no caso de Arzila, a tarefa estava facilitada porque os muçulmanos combatiam entre si. Mesmo assim, como se relata neste vídeo, o combate foi difícil e não se fez sem várias baixas.

Situada na costa norte de Marrocos, a cidade foi uma possessão dos portugueses entre 1471 e 1550 e, mais tarde, entre 1577 e 1589.

A coroa portuguesa enviou diversas famílias judias espanholas para Arzila, com o fim de a colonizar, estabelecendo-se um acordo de paz com os mouros das redondezas pelo período de vinte anos. Apesar de escassos, ainda existem hoje alguns vestígios da presença portuguesa, entre os quais a torre de menagem da fortaleza, cuja recuperação apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian.

13. CRISTOVÃO COLOMBO CHEGA À AMÉRICA – OUTUBRO 1492

Partem da cidade de Palos, no sul de Espanha, e, depois de vários meses de viagem os navios comandados por Colombo avistam terra, desembarcando, no que será hoje a ilha de S. Salvador, nas Bahamas.

Mapa do Hemisfério Ocidental - América 1552. Um dos mais importantes mapas do Novo Mundo do século XVI.
Mapa Histórico do Hemisfério Ocidental – América 1552. Um dos mais importantes mapas do Novo Mundo do século XVI.

Continuaria depois para Cuba. Regressou a Espanha convencido que tinha chegado ao Japão.

Mapa do Hemisfério Ocidental - America 1587
Mapa Histórico do Hemisfério Ocidental – America 1587

14. ASSINATURA DO TRATADO DE TORDESILHAS – JUNHO 1494

Assinado em Espanha na cidade de Tordesilhas este tratado dividia o mundo “descoberto e por descobrir” em duas partes, sendo que os direitos de exploração de cada uma delas cabiam a Portugal e a Espanha.

O tratado de Tordesilhas foi assinado na cidade espanhola com o mesmo nome e dividia, o mundo “descoberto e por descobrir” em duas partes, com os direitos de exploração, de cada uma delas, destinadas a Portugal e a Espanha.

O Tratado de Tordesilhas foi assinado no dia 7 de Junho de 1494, na cidade espanhola com o mesmo nome, cerca de ano e meio depois da viagem de Cristóvão Colombo à América.

Esta pintura do século 15 ilustra como o Tratado de Tordesilhas foi assinado
Esta pintura do século XV ilustra como o Tratado de Tordesilhas foi assinado.

As coordenadas fornecidas por Colombo mostravam, segundo os geógrafos portugueses, que a terra descoberta pertencia a Portugal.

A coroa espanhola pediu a intervenção papal para resolver o caso.

O Papa Alexandre VI, estabeleceu, através de uma bula, uma linha meridional que dividiu o planeta em duas partes, ficando os direitos de exploração de cada uma delas entregue aos países ibéricos, mas o rei D. João II não concordou.

Iniciaram-se novas negociações entre os reis católicos e o monarca português de que resultou o Tratado de Tordesilhas.

15. DESCOBERTA DO CAMINHO MARÍTIMO PARA A ÍNDIA – MAIO 1498

A frota de Vasco da Gama levou 10 meses para chegar de Lisboa a Calecute em 1498. Ficava aberta a porta para o comércio com o Oriente, que passava para mãos portuguesas, depois de séculos de controlo pelo mundo muçulmano.

Mapa da Ásia de 1615
Mapa Histórico da Ásia de 1615

Em 1497 partia de Lisboa a frota comandada por Vasco da Gama com o objectivo de descobrir o caminho marítimo para a Índia.

Eram cerca de 150 homens distribuídos por 3 naus – a S. Gabriel, a S. Rafael e a Bérrio – e um navio de pequeno porto com mantimentos.

A partida ficou marcada para o dia 8 de Julho de 1497, com a esquadra a chegar a Calecut em Maio de 1498.

O comandante desta frota, Vasco da Gama, era um fidalgo nascido em Sines.

A passagem do Cabo da Boa Esperança no ano anterior abriu as portas para que os portugueses penetrassem no Indico.

16. DESCOBERTA DO BRASIL – ABRIL 1500

Os navios, comandados por Pedro Álvares Cabral, dirigiam-se para a India, mas realizam um desvio que os leva até às costas do Brasil em Abril de 1500. A descoberta foi anunciada como acidental, mas os historiadores colocam esse facto em causa.

Mapa do Hemisfério Ocidental de 1623
Mapa Histórico do Hemisfério Ocidental de 1623- O mapa das Américas de Jodocus Hondius é um dos exemplos mais elaborados da fina cartografia holandesa. As decorações, incluindo monstros marinhos, pássaros indígenas, canoas nativas e veleiros, foram tiradas das Grand Voyages de De Bry. Particularmente notável é a cena dos nativos preparando uma bebida inebriante feita com raízes de mandioca, derivada da angustiante aventura de Hans Staden no Brasil. Os continentes são apresentados em uma projeção estereográfica, que se tornou cada vez mais popular no início do século XVII. Apresenta um litoral ocidental mais correto da América do Sul e estreita a largura do México. No entanto, a América do Norte ainda é muito ampla e a Virgínia tem um litoral exagerado. Terra Nova é baseada em Plancius. Os litorais são totalmente gravados com nomes de lugares.

A esquadra comandada por Pedro Álvares Cabral, dirigia-se para a India, mas, pelo caminho, descobriu o Brasil. Esta descoberta é por vezes referida como acidental, mas muitos historiadores discordam.

A segunda frota com destino à India, depois do regresso de Vasco da Gama, era constituída por 13 navios e mais de 1000 homens.

Antes de dobrar o Cabo da Boa Esperança o comandante da esquadra, Pedro Álvares Cabral, fez um desvio no Atlântico que o levou até à costa do Brasil, onde aportou a 22 de Abril de 1500.

A descoberta foi anunciada como acidental, mas muitos historiadores acreditam que o desvio foi intencional e os portugueses já conheciam a localização do novo continente.

17. CONQUISTA DA ILHA DE ORMUZ – SETEMBRO 1507

A cidade de Ormuz controlava importantes rotas comerciais.

Vista aérea da Ilha de Ormuz de 1750
Vista aérea da Ilha de Ormuz de 1750 – Esta é uma versão holandesa da vista aérea de Bellin da Ilha de Ormuz, situada no estrategicamente importante Estreito de Ormuz. O mapa mostra a fortaleza, a igreja de S. Lúcia e o Palácio do Rei na ilha. A fortaleza de Komrun, no continente, e um outro pequeno forte na ilha de Kishm. O mar está repleto de vários navios e barcos de pesca.

Portugal estabelece primeiro relações diplomáticas com rei local, mas mais tarde Afonso de Albuquerque toma a cidade.

Na ilha de Ormuz será construída uma fortaleza portuguesa que permitirá o controlo do Golfo Pérsico, e com ele de parte importante do comércio entre o oriente e a Europa.

18. CONQUISTA DE GOA – NOVEMBRO 1510

Goa era, mesmo antes da chegada dos portugueses uma importante cidade integrada nas rotas comerciais da India. Conquistada por Afonso de Albuquerque em Novembro de 1510 transformou-se na capital do império português do oriente.

Mapa da Ásia de 1556
Mapa Histórico da Ásia de 1556

Goa era uma importante cidade indiana integrada nas principais rotas comerciais do oriente. Foi conquistada por Afonso de Albuquerque e transformou-se na capital do Império Português da India.

A cidade só foi tomada por Afonso de Albuquerque após duas tentativas e forte resistência de forças muçulmanas que controlavam o território.

Depois da conquista, em Novembro de 1510, a cidade cresceu e foi ganhando importância no contexto do império português, transformando-se no seu principal porto do oriente.

Nos finais do século XVI a cidade tinha cerca de 250 mil habitantes, um número bastante elevado, mesmo para os padrões europeus da época.

Perdida para União Indiana, em 1961, Goa continua a ter um importante património que liga a cidade a Portugal.

Mapa Histórico de Goa na Índia de 1646
Mapa Histórico de Goa na Índia de 1646

19. CONQUISTA DE MALACA – AGOSTO 1511

A conquista de Malaca, em Agosto de 1511, foi também liderada por Afonso de Albuquerque que comandava cerca de 1000 homens e uma dezena de navios.

Depois das conquistas de Ormuz e de Goa, esta operação tinha como objetivo a consolidação do poder português no oriente, com a criação de uma rede de portos e praças que controlassem os acessos às principais rotas comerciais.

20. PORTUGUESES CHEGAM À CHINA – MAIO 1513

O português Jorge Álvares é o primeiro navegador Europeu a chegar à China.

Mapa da Ásia de 1573
Mapa Histórico da Ásia de 1573

O seu navio aportou a uma ilha, hoje conhecida como Hong-Kong, durante o mês de Maio de 1513.

Não certezas sobre o dia em que isso aconteceu. A presença portuguesa fortaleceu-se nos anos seguintes culminando com a instalação de um porto comercial em Macau no ano de 1557.

21. ESTABELECIMENTO DOS PORTUGUESES EM TIMOR – AGOSTO 1515

A primeira fortaleza portuguesa em Timor foi construída 1515, mas já existiam informações sobre este território antes desta data.

A presença portuguesa naquela ilha prolongou-se até 1975, ano em que o país foi ocupado pela Indonésia. O território só se tornou independente em 1999.

22. FERNÃO DE MAGALHÃES (1480 – 1521) INICIA A VOLTA AO MUNDO – SETEMBRO 1519

Fernão de Magalhães foi um capitão português, que ofereceu os seus serviços a Espanha. Partiu para uma viagem de circunavegação de San Lucar de Barrameda, com cinco navios em 1519.

Apenas uma destas embarcações regressará a Espanha em 1522. Magalhães é um dos que não regressa. Morreu em combate na ilha de Cebu, nas Filipinas. Dos 270 homens que partiram de Espanha para a expedição apenas 17 regressaram.

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