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Ilhéus na BahiaIlhéus é mundialmente conhecida por meio de obras de Jorge Amado, como Terras do Sem Fim, Cacau, São Jorge de Ilhéus e Gabriela Cravo e Canela e a cidade recebe visitantes de todas as regiões brasileiras e do exterior.

Tanto em razão de seus 100 km de praias como por sua importância cultural.

O ambiente urbano de Ilhéus remete aos textos dos romances de Amado; na praça principal está o Bar Vesúvio e, muito perto o Bataclan, cabaré freqüentado pelos abastados da cidade nos tempos em que o cacau era conhecido como “ouro negro”.

Enseada do Pontal, Ilhéus

Enseada do Pontal

Durante o dia, é possível curtir as praias e, à noite, o agito nos bares e restaurantes com música ao vivo.

Os principais edifícios da cidade são do início do século XX, à exceção da Igreja Matriz de São Jorge dos Ilhéus, construída em 1556.

O movimento começa a aumentar a partir do mês de novembro, com a chegada dos navios de cruzeiros que param em Ilhéus no verão.

Durante o ano há torneios de pesca, feiras de moda e competições esportivas.

Ilhéus já foi o maior exportador de cacau do mundo.

As mudas de cacaueiros plantadas em Ilhéus foram trazidas da Amazónia por volta de 1890. Com a descoberta do seu valor comercial, as plantações multiplicaram-se e cobriram toda a região.

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No inicio do século XX, a riqueza gerada por essa monocultura deu origem a uma época de esplendor e luxo.

Os “coronéis do cacau” não apenas erguiam seus palacetes na cidade mas financiavam obras públicas que evidenciassem sua prosperidade. É o caso do Teatro Municipal, da Igreja de São Sebastião e do porto destinado a facilitar o escoamento do cacau.

Ilhéus mapa turístico

Ilhéus mapa turístico

No final dos anos 1980 a produção cacaueira sofreu uma derrocada, ocasionada pelos preços baixos nos mercados internacionais, pelas secas e pela “ vassoura da bruxa”, fungo que se alastrou, destruindo plantações.

A praga, especulava-se, seria resultado de sabotagem praticada por agentes de outros países produtores de cacau.

Segundo reportagem da revista Veja, de 21 de junho de 2006, o “terrorismo biológico” teria sido praticado com motivações políticas, por parte de brasileiros desejosos de reduzir o poder dos grandes fazendeiros da região.

Foi um desastre económico para a Bahia e para o Brasil, gerando enorme prejuízo e desemprego.

Desde então, de exportadores, passamos a ser importadores do produto.

Hoje. a economia de Ilhéus se baseia no turismo, na indústria e na agricultura, que estão usando tecnologia para recuperar os cacaueiros através da clonagem das plantas resistentes à “vassoura de bruxa”.

Acredite quem quiser, Ilhéus é responsável por 20% da produção de componentes para computadores do país. Dentre seus distritos, o de Olivença oferece melhor infra-estrutura turística.

Veja o mapa Costa do Cacau e o mapa de Ilhéus

Catedral de São Sebastião em Ilhéus – o projeto da catedral é do arquiteto Salomão da Silveira, em estilo considerado eclético.

Dom Frei Eduardo José Herberold, bispo recém-chegado, benzeu o terreno em 1931, onde a Catedral deveria ser construída e a obra foi iniciada, para ser paralisada logo em seguida.

Catedral de São Sebastião em Ilhéus

Catedral de São Sebastião

Houve grande discussão sobre o estilo da mesma e sobre sua localização. Para se encontrar uma solução, o prefeito Eusínio Lavigne decidiu consultar o diretor da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, professor Arquimedes Memória.

Este imponente templo da igreja católica representou o sonho da comunidade ilheense por mais de trinta anos.

Ela representa o sonho do bispo que iniciou as obras, D. Eduardo, que foi sepultado na própria igreja e é até hoje motivo de idolatria, sendo considerado santo por muitos fiéis.

A catedral foi inaugurada em 1967, levou mais de trinta anos para ser construída.

O tamanho da igreja impressiona. Ela tem, em sua abóbada principal, 48 metros de altura.

No que pese não poder ser considerada um primor de arquitetura, tem um enorme valor cultural, pelo que representa para a sociedade local e para a atividade turística do município.

Segundo depoimentos a “maravilha das maravilhas foi a sua inauguração”. Naquele dia a cidade foi invadida por bispos e cardeais. Até o representante do papa, o Núncio Apostólico, D. Sebastião Baggio veio para a inauguração.

E o coral da professora Maria de Lurdes Abreu cantou O Messias, de Haendel. No dia da inauguração, a Catedral parecia um Vaticano em miniatura, tal a beleza, a pompa e circunstância daquela festa.

A catedral de São Sebastião é, sem dúvida, o símbolo da cidade de São Jorge dos Ilhéus e ponto de atração turística dos mais importantes.

Os turistas não deixam de visitá-la, reclamam nos períodos em que ela se encontra fechada e levam da cidade uma bela recordação da grandiosidade da igreja.

Bar Vesúvio

Bar Vesúvio

Bar Vesúvio – De nome associado ao romance Gabriela Cravo e Canela, tornou-se ponto turístico.

Aberto em 1919 por dois italianos, conserva sua estrutura original. Música ao vivo a partir das 18h.

Praça do Cacau – Localizada bem no centro da cidade, possui um paisagismo que imita uma fazenda de cacau em miniatura. Na praça encontram-se 100 tipos de cacaueiros.

Museu Regional do Cacau – Tem por temas o ciclo do cacau e a história da região desde os tempos da colonização.

O acervo é composto por fotografias, documentos, objetos e obras de arte.

Capela de Nossa Senhora da Piedade em Ilhéus

Capela de Nossa Senhora da Piedade

Capela de Nossa Senhora da Piedade em Ilhéus – no ano de 1927, no apagar das luzes do primeiro governo de Mário Pessoa, foi mandada demolir a capela de São Sebastião, para que fosse construída uma catedral em seu lugar.

A construção da nova e majestosa catedral originou muita discussão, sobre o projeto e sobre a localização.

O Instituto Nossa Senhora da Piedade contribui para o desenvolvimento de Ilhéus e região, educando jovens para o convívio social.

Tudo começou com o convite feito, em 1916, pelo 1º Bispo de Ilhéus, D. Manuel de Paiva, à Madre Maria Thaís Paillart para aqui fundar uma escola para meninas, já que a região, na época, carecia de educação formal.

Já instaladas no prédio que abrigava Convento e Internato, deu-se início à obra que ergueria a Capela de Nossa Senhora da Piedade. Em 1927, foi iniciada a construção da capela, um belíssimo exemplar da arquitetura neogótica.

Convento e Igreja Nossa Senhora da Piedade

Convento e Igreja Nossa Senhora da Piedade

O construtor Salomão da Silveira fez uma adaptação da planta encomendada, na França, por Madre Thaís, e a obra ficou pronta em 1929.

A partir de campanhas, toda a região auxiliou na construção daquela que é símbolo da arquitetura gótica para o Estado da Bahia.

Consagrada em 31 de agosto de 1929, a Capela completa 81 anos realizando celebrações, batizados, missas e casamentos.

Muitas vidas foram unidas sob as bênçãos da Piedosa Mãe que, do altar, zela pelos seus filhos.

O ponto alto da capela é o seu altar-mor, com a Imagem da Dor, imagem de Nossa Senhora da Piedade, aos pés da cruz, aconchegando ao colo o Cristo morto. A capela possui belos vitrais, que proporcionam uma perfeita iluminação do templo, e retratam as “Sete Dores de Maria”.

A capela de Nossa Senhora da Piedade é uma jóia do patrimônio cultural edificado de nossa cidade.

Igreja Matriz – A igreja Matriz de São Jorge em Ihéus é uma construção do final do século XVII, segundo o IPAC.

É uma Igreja de relevante interesse histórico e arquitetônico, com nave, capela-mor, corredor e lateral, sacristia e torre, do lado esquerdo.

Igreja Matriz de São Jorge em Ilhéus

Igreja Matriz de São Jorge

A fachada tem dois corpos, sendo o principal, emoldurado por cunhais e cornija, e vazado por bela portada, ladeada por duas portas, no térreo, e duas janelas ao nível do coro.

A torre possui terminação piramidal e coruchéus nos cantos e arco pleno.

Os cunhais, as cornijas e as cercaduras de portas, as janelas e as seteiras são em cantaria. No interior possui arco cruzeiro, nichos e bacia de púlpito também em arenito.

O forro dos cantos é redondo, na nave, e em abóbada abatida, na capela-mor.

O altar-mor, neoclássico, está incompleto. Entre as imagens da igreja, destacam-se as de São Jorge, um crucifixo, Nossa Senhora do Rosário e São Pedro.

Na sacristia e no corredor lateral, utilizado como Museu de Arte Sacra, existem algumas peças de mobiliário; merece destaque a cabeça de santa, São Miguel, Nossa Senhora das Neves (séc. XVI), Santo Antonio, Santo Inácio e São Caetano (séc. XVII), e alfaias de prata.

Dados tipológicos: Igreja de construção apurada, originária do final do séc. XVII.

São típicas deste período as cercaduras com ressaltos nos cantos e a torre piramidal, utilizada pela primeira vez no Convento de Cairu (1660).

Igreja de São Jorge – Museu de Arte Sacra

Igreja de São Jorge – Museu de Arte Sacra

Cercaduras semelhantes são encontradas em Sta. Tereza, Casa de Oração dos Jesuítas, solares Berquó e Sete Mortes, em Salvador, e na Igreja de São Brás, em Santo Amaro.

Outra disposição arcaica está nos dois nichos laterais ao arco cruzeiro, observado também, no Colégio de Olinda, e igrejas de Ajuda e Belém, em Cachoeira.

Este elemento e o apuro da construção sugerem a intervenção de algum arquiteto jesuíta.

Histórico arquitetônico, segundo o IPAC (1988, p. 224): Após a chegada dos primeiros portugueses e a fundação da vila de São Jorge, Francisco Romero fixou a povoação no morro de São Sebastião.

Em 1556 foi criada a Freguesia de São Jorge por Dom Pero Fernandes Sardinha e uma primeira igreja teve sua construção iniciada pelos primeiros moradores da capitania, mas só foi concluída em 1572.

A matriz de São Jorge foi construída após o convento de Cairu, que data de 1660.

No início do século XX, para alargamento de uma rua, foi demolida a sacristia direita da igreja. Seu partido primitivo era, portanto, a planta em “T”, característica do mesmo século.

A Igreja Matriz de São Jorge pode ser considerada o mais importante monumento histórico localizado na sede do município. O Museu de Arte Sacra, localizado ao lado da igreja, possui peças belíssimas, antigas e raras.

Outeiro de São Sebastião – Do mirante avistam-se os três ilhéus que deram nome à cidade: a pedra de Ilhéus, a pedra do Rapa e a pedra de Tapitanga.

Ali se encontram o Marco da Fundação, colocado quando da comemoração dos 450 anos da fundação da cidade e a Capela Nossa Senhora de Lourdes, uma igrejinha simples que dá um ar bucólico à colina.

Bataclan em Ilhéus

Bataclan

Bataclan – Foi um dos locais mais frequentados pelos barões do cacau, perpetuado no livro Gabriela Cravo e Canela, de Jorge Amado.

Era um misto de cabaré, casino e salão de baile. Com a proibição do jogo no Brasil, o estabelecimento foi fechado e por muitas décadas permaneceu em ruínas.

Bataclan

Bataclan

Agora restaurado, possui um cybercafé, um restaurante, uma sala para exposições e um interessante ambiente denominado “quarto de Maria Machadão”, personagem do romance.

Teatro Municipal – O Cine-Teatro Ilhéus foi inaugurado em 22 de dezembro de 1932, fruto de incentivo fiscal concedido pelo então intendente municipal Eusinio Lavigne.

Foi inaugurado como a maior casa de espetáculo de toda a história da cidade, com a exibição do filme Honrarás tua Mãe, da Fox Filmes.

Teatro Municipal de Ilhéus

Teatro Municipal de Ilhéus

Estavam presentes o intendente, o proprietário Celso Martins e toda a sociedade local. Dizia o Diário da Tarde: “Ilhéus está transformada numa espécie de vila artística com um número extraordinário de homens e mulheres de teatro que aqui vieram naturalmente atraídos pela fama de prosperidade desta terra”.

A partir de sua inauguração, o cine-teatro teve uma participação ativa no lazer da população ilheense e na construção da cultura local. Naquela década, a cidade chegou a possuir seis cinemas.

À época da construção, o teatro tinha capacidade para receber cerca de mil pessoas e sua tela cinematográfica apresentava uma grande novidade: permitia que o som das fitas emitido pela corneta diferencial, instalada por detrás, passasse sem ser interceptado.

O prédio em ruína foi doado pela família Rehem da Silva à Prefeitura e reconstruído pelo então prefeito, Jabes Ribeiro e, no dia 10 de julho de 1986, o público lotou a nova casa de espetáculos, para assistir à apresentação do balé Corpo, de Belo Horizonte.

O Teatro Municipal de Ilhéus ressurgiu renovado com uma estrutura moderna em sua parte interna e com a fachada original mantida, para preservar sua história.

O atual Teatro Municipal tem galeria de arte e foyer, além de modernos equipamentos de cenário, iluminação, sonorização, acústica e ar condicionado. A área do palco é dotada do que há de mais moderno em montagem cênica.

Casa de Cultura Jorge Amado – a família de Jorge Amado morava numa fazenda próxima ao atual Distrito de Ferradas, município de Itabuna, em 1912, quando nasceu aquele que se tornaria o maior escritor da região cacaueira.

A fazenda chamava-se Auricídia, que se transformou no nome da esposa de um personagem do autor, no livro Terras do Sem Fim.

Casa de Cultura Jorge Amado em Ilhéus

Casa de Cultura Jorge Amado

Em 1914, quando o pequeno Jorge estava com menos de dois anos de idade, o rio Cachoeira enfureceu-se, provocando uma das maiores enchentes de sua história.

Com este fato, muitas pessoas perderam suas plantações de cacau, dentre elas o coronel João Amado de Farias, pai do escritor, que mudou-se, então, com a família, para o bairro do Pontal, na baía do mesmo nome, arredores da cidade de Ilhéus.

Empobrecidos, tendo perdido tudo, montaram uma fábrica de tamancos, passando a sobreviver da renda do pequeno empreendimento.

Com as economias poupadas comprou uma casa pobre, neste mesmo lugar, que tinha apenas uma porta e uma janela.

Passado o tempo, João Amado tirou o primeiro prêmio da Loteria Federal, mandou construir no local do modesto barraco, o belíssimo palacete, com 582 m2, que abriga hoje a Casa da Cultura Jorge Amado.

A construção teve início em 1920, sob o comando de Maximiano Souza Coelho, e o prédio foi inaugurado em 1926.

A casa não tem um estilo próprio, sendo considerada eclética, com mistura do neoclássico e do colonial, na verdade, uma mistura de estilos.

O piso é todo original, a madeira da casa é jacarandá trabalhado, madeira própria da região, de baixo custo e alto valor.

Era muito usada nas casas, por trás das janelas, porque ficava inviável utilizar cortinas em tecido, já que todo tecido existente naquela época, em Ilhéus, era estrangeiro. O lustre da sala principal é de vidro, não é cristal verdadeiro, não é o original, mas é da época.

As bandeiras das portas são trabalhadas em ferro fundido, estilo neoclássico francês. Existem também as bandeiras de vidro colorido em estilo colonial. O mármore da casa veio de Carrara, na Itália.

Era muito encontrado e utilizado na época, de fácil aquisição, porque por Ilhéus passavam navios estrangeiros.

O piso é todo original em jacarandá e vinhático, formando quadrados em duas cores, trabalho bastante utilizado na época.

Os ladrilhos que ornamentam a varanda são da época, em art-nouveau ingleses. Apresentam motivos náuticos e florais: barcos e orquídeas.

Em 1988, a Casa foi doada ao Município, pelo Estado, foi tombada e inaugurada em 27 de junho de 1997, com a presença do próprio escritor e de sua família. Nesta casa Jorge Amado escreveu O País do Carnaval.

Palácio do Paranaguá – Prédio tombado pelo Instituto de Proteção ao Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)

Em 20 de janeiro de 1898, foi lançada a pedra fundamental do edifício, pelo Ten. Cel. Domingos Adami de Sá, no local onde existiu a antiga casa dos jesuítas, cujas ruínas foram inteiramente demolidas.

Palácio do Paranaguá em Ilhéus

Palácio do Paranaguá em Ilhéus

Em 22 de dezembro de 1907 foi inaugurado o Paço, pelo mesmo intendente, segundo placa comemorativa existente na fachada.

Os trabalhos de decoração e pintura foram feitos pelo artista italiano Oreste Sarcelli, e a iluminação, a acetileno, pelos irmãos Vita.

O prédio tem uma área construída de 1060 m2, está localizado na Praça J.J. Seabra e ocupa a parte mais elevada da mesma, no centro histórico e comercial da cidade; possui quatro fachadas.

Descrição do IPAC (1988, p. 225): “Edifício de relevante interesse arquitetônico, construído para sede Municipal. Possui planta retangular, desenvolvida em dois pavimentos, em torno de um grande vestíbulo central, onde está localizada a escadaria, tipo imperial”.

O prédio sofreu várias reformas ao longo dos seus quase cem anos de existência. Entre os anos de 1912 e 1916, o edifício passou por uma grande obra de reforma, no governo do intendente Cel. Antonio Pessoa, como colocação de aparelhos sanitários e ampliação e reparo do mobiliário.

Palácio Paranaguá

Palácio Paranaguá

Em 1919, apesar do pouco tempo de construído, ameaçava ruir, razão pela qual as repartições municipais foram transferidas para o Grupo Escolar.

Em dois de julho de 1923, o prédio foi reformado e reaberto ao público pelo Intendente Cel. Eustáquio de Souza Bastos. Foram substituídos os assoalhos por lajes de concreto e a cobertura primitiva por três telhados paralelos.

O prédio do Paço Municipal foi construído no período de 1898 a 1907, em pleno florescimento da economia cacaueira. Foi um dos edifícios públicos do Estado mais luxuosos e melhor decorados e mobiliados à época.

No pavimento superior funcionavam: sala do Conselho, gabinete do intendente, secretaria, seção de engenharia, salão nobre com pintura mural e salas de audiência.

No térreo, funcionavam: as salas dos juízes do cível e do crime, posto médico, quartel e cadeia, segundo Borges de Barros (1981).

Ainda segundo o mesmo autor, sua arquitetura parece ter-se inspirado no Paço dos Governadores, em Salvador, antes de sua última reconstrução, em 1912, e de igual inspiração neoclássica.

O nome do prédio, Palácio Paranaguá, é uma homenagem ao presidente da Província da Bahia que, no dia 28 de junho de 1881, através da Lei Provincial nº 2.187, elevou a Vila de São Jorge dos Ilhéus à categoria de cidade, permanecendo com o mesmo nome.

A estátua de mármore em frente e ele, também neoclássica, representa Safo, poetisa da antiguidade grega, nascida na ilha de Lesbos.

Fábrica de Chocolate – Instalada em um chalé em estilo suíço e aberta à visitação. é a primeira fábrica de chocolate de Ilhéus. Nela você poderá conhecer como o produto é fabricado e degustar algumas de suas variedades.

Passeios ecológicos em Ilhéus

Estrada Parque Ilhéus-Itacaré – A estrada é um verdadeiro passeio ecológico de 65 km de extensão. Cruzando a via há passarelas e túneis para travessia de animais silvestres.

No caminho, existem mirantes com vista de praias paradisíacas e cachoeiras. As praias existentes no trecho denominado Serra Grande são extensas, desertas, lindíssimas. A Praia de Sargi no Km 30, com areia fina e águas mornas e transparentes, tem pousadas e restaurantes.

Na Praia Pé de Serra, um pouco adiante, há um mirante com linda vista. Tenha sua máquina fotográfica à mão. A estrada conta com uma ciclovia que leva até a entrada da Lagoa Encantada.

Lagoa Encantada – Localizada em área de preservação ambiental em meio à Mata Atlântica. esta lagoa tem 14 km2 de extensão e ilhas flutuantes sobre as quais o povo local conta muitos “causos”; dizem que a lagoa é encantada e que no fundo dela habitam seres sobrenaturais.

A região, de grande beleza, é especialmente rica em espécies arbóreas.

Há muitas cachoeiras, como as Caldeiras da Almada, com lagoas ótimas para banhos, e a do Apepique muito procurada por praticantes de rappel.

Centro de Recuperação do Bicho Preguiça – A visita a esse centro, criado para a reintegração do bicho-preguiça em seu habitat é um dos pas1 seios mais interessantes para se fazer nos arredores de Ilhéus.

A criançada vai adorar ver esses dóceis animais agarrados às árvores ou pendurados em galhos.

Fazendas de cacau em Ilhéus

Fazenda Yrerê – Muito procurada para passeios em trilhas na mata dos cacaueiros. O visitante poderá conhecer a casa-grande, ver de perto o beneficiamento do cacau e provar doces caseiros. Quem visitar a propriedade em junho poderá participar de forros.

Fazenda Primavera – A bonita fazenda conserva documentos datados de sua fundação e objetos outrora utilizados na casa e na lavoura. O visitante poderá ver a plantação, conhecer as atividades diárias de uma fazenda de cacau e percorrer trilhas.

O cenário é bastante conhecido pelos noveleiros, pois ali foram rodadas muitas cenas da global Renascer. Na sede há restaurante e apresentações de shows regionais.

Fazenda Renascer – Também foi cenário da novela Renascer. Tem cachoeiras e corredeiras onde se pode entrar.

Rio do Braço – Nesse distrito onde a riqueza gerada pelo cacau deu origem a um ruidoso centro de comércio, os habitantes de regiões próximas iam fazer suas compras.

Por conta desta prosperidade, em 1905 os ingleses construíram a estrada de ferro Ilhiéus-Ubaitaba para transportar mercadorias e passageiros.

Após a derrocada dos coronéis do cacau que perderam suas plantações em virtude da disseminação da “vassoura de bruxa” o povoado entrou em decadência.

Ali podem ser vistas as ruínas do casario do início do século XX, os cenários da novela Renascer e o que restou da velha estrada de ferro. Com a intenção de revitalizar a área, foi-lhe dado o nome de Parque Temático Jorge Amado, pois serviu de inspiração para muitos livros do autor.

Povoados dos arredores de Ilhéus

Olivença – Nessa estância hidromineral funciona o Balneário de Tororomba, que atrai adeptos de clínicas de rejuvenescimento, academias de malhação e sessões de bronzeamento: as águas do Torororomba hidratam, tonificam e proporcionam um bronzeamento natural! Como? Grosso modo. você é “tingido” pelos minerais.

O balneário tem piscinas naturais, uma cascata artificial, bar e restaurante. A Igreja de Nossa Senhora da Escada, de 1700, possui uma bela imagem barroca da Virgem.

A festa popular da Puxada de Mastro de São Sebastião, no segundo domingo do ano, atrai visitantes. Mas a maior atração são as praias; Olivença é muito procurada por surfistas durante todo o ano.

Os campeonatos de surf acontecem de maio a novembro.

Capela de Nossa Senhora de Santana

Capela de Nossa Senhora de Santana

Rio do Engenho – Conserva duas importantes relíquias históricas datadas de 1550: a Capela de Nossa Senhora de Santana, tida como a terceira capela rural construída no Brasil, e as ruínas do Engenho de Santana, onde houve as primeiras revoltas de escravos.

O povoado pode ser alcançado de barco pelo mesmo caminho percorrido pelos desbravadores portugueses, que navegaram por entre os manguezais.

A região é muito procurada pelos praticantes de canoagem e rafting nas corredeiras do rio.

A vila festeja sua padroeira Nossa Senhora de Santana na segunda quinzena de julho.

Ao visitar o povoado, não deixe de provar a moqueca de pitu e o catado de siri.

Praias em Ilhéus

Praia do Norte – Muito extensa – cerca de 50 km -, bastante selvagem, com acesso por estrada de terra a partir da Praia da Barra (o que proporciona várias vistas panorâmicas, até a BA-654).

Praia do Norte

8 Km do centro. A Praia do Norte é uma praia com imenso potencial mas em estado de abandono, que começa antes do bairro São Domingos.

Alguns de seus trechos são conhecidos por nomes como Pé de Serra – ou Serra Grande – e Ponta do Ramo. O Rio Almada corre paralelamente à praia por muitos quilômetros.

O mar é verde, a areia é fina, há coqueiros (incluindo um exótico e único coqueiro com galhos, na Ponta do Ramo) e Mata Atlântica. É procurada para surfe e pesca (de carapeba, tainha, robalo e pescada). Tem hotel.

Praia da Barra
 – Tem areia dourada e fina, coqueiros, barraquinhas e uma vila de pescadores.

Praia Boca da Barra

4,1 Km do centro – norte. Localizada na boca do Rio Almada, a Praia Boca da Barra tem varias cabanas nas sombras dos coqueiros. A água é mais calma.

Fica na foz do Rio Almada. Um trecho dela é conhecido como Praia de São Miguel. Tem pousada.

Praia do Marciano
 – Urbana, com recifes e pedras nas extremidades. Tem hotel, barraquinhas e é procurada para surfe.

Praia do Marciano

3,4 Km do centro – norte. A Praia do Marciano é uma praia com estrutura simples mas aconchegante. Cabanas e mesas nas sombras dos coqueiros e uma praia ampla para diversão de todos.

Praia do Malhado – Fica em frente ao terminal da Petrobrás. O mar cobre quase toda a faixa de areia.

Praia do Malhado

2,7 Km do centro – norte. A Praia do Malhado (avenida Litorânea Norte) não tem boa estrutura para o visitante e não é considerada boa para tomar banho.

Não é recomendada para banhos e está freqüentemente suja.

Praia da Avenida – Começa no cais e vai até o antigo porto. É reta, com areia dourada e solta e vários bares e barraquinhas.

Praia da Avenida

Centro. A prinicipal entrada da Praia da Avenida (Avenida Soares Lopes) está localizada ao lado da catedral no centro da cidade. Não tem cabanas a beira-mar.

Ao longo dela está sendo desenvolvido um projeto urbanístico que inclui quadras poliesportivas, ciclovia e concha acústica.

O trecho à direita da Catedral de S. Sebastião é impróprio para banhos.

Praia do Cristo – Fica na ponta que divide o mar da Baía do Pontal (onde deságuam os rios Cachoeira e Santana).

Praia do Cristo

Centro. Praia na boca do Rio Cachoeira, com a estatua do Cristo e a Cabana Badaró. Praia com águas calmas, local movimentado durante o fim de semana e o verão.

A areia é fina e dourada. Muito procurada para esportes náuticos (barcos a vela, caiaque, jet sky, hobby-cat).

Praia da Concha – Tranqüila, pequena – cerca de 100 m – e tem uma boa visão da Baía do Pontal e da Praia da Avenida.

Praia da Concha

2 Km do centro -sul. Fora a entrada, a praia urbana mais bonita de Ilhéus é sem dúvida a Praia da Concha com água limpa e piscinas naturais entre as rochas do Morro de Pernambuco.

É rodeada por coqueiros e vegetação nativa. Fica ao pé do Morro do Pernambuco.

Praia do Sul – De vez em quando são realizados aqui torneios de pesca e de surfe.

Praia do Sul

4 Km do centro. A entrada da Praia do Sul é logo depois do Opaba Hotel e a entrada do bairro Nelson Costa no Km 1 da estrada Ilhéus – Olivença.

Reta, com recifes, ondas fortes e areia grossa e amarelada. Tem coqueiros, casas de veraneio, hotéis e barracas de petiscos.

Praia dos Milionários – O nome se deve às suntuosas mansões que a cercam. É a mais procurada.

Praia dos Milionários

8 Km do centro. Uma das praias mais famosa e popular de Ilhéus com muitas opções de cabanas e hospedagem próximas. Diversão para todos os gostos!

Margeada por coqueirais, tem águas relativamente calmas e areia dourada e fina. Possui muitas barraquinhas bares e restaurantes simples, com chuveiros e sanitários.

Praia Cururupe – Reta, com ondas fortes, areia fofa, clara e grossa. Tem coqueiros e grama. Há casas de veraneio e barracas de lanches padronizadas pela Prefeitura.

Praia do Cururupe

12 Km do centro. O início da praia do Cururupe é logo depois do Morro dos Navegantes e o Rio Cururupe. Lugar paradisíaco com cabanas e uma bela vista.

O local é um sítio histórico: ali em 1559, uma aldeia de índios tupiniquins foi praticamente exterminada pelos portugueses.

Ao final da feroz batalha (chamada de Batalha dos Nadadores), os corpos dos índios ocupavam cerca de 2 km da praia. Tem pousada e camping.

Praia Back Door
  – A primeira do distrito de Olivença.

Praia Backdoor

18 Km do centro. A Praia do Backdoor é uma das praias mais populares entre os surfistas da região mas também é ótima para os banhistas.

É a preferida para o surfe (praticamente só é freqüentada por surfistas, pois é perigosa para banhos).

Praia Batuba – Assim como a Back Door, tem ondas de até 2,5 m, sendo também procurada para surfe.

Praia de Batuba

18,5 Km do centro. A praia principal de Olivença é a Praia de Batuba. Ótima estrutura de barracas e programação de shows ao vivo e danças.

Mas é igualmente perigosa para banhos, pois tem correntes, recifes e muitas pedras pela areia. Mesmo assim é bastante freqüentada.

Possui coqueiros, areia dourada e batida, casas de veraneio e barracas de petiscos com mesinhas e cadeiras espalhadas pela areia. Tem hotel e camping.

Pousadas e Hotéis em Ilhéus

Pier do Pontal Pousada
em frente ao mar a 500m do aeroporto – Ilhéus – Bahia

Pousada Casabranca de Ilhéus
na Av. Bahia – Cidade Nova

Pousada Christs
na Rodovia Ilhéus – Olivença Km 2

Pousada do Mar
Na Rodovia Ilhéus – Olivença Km 6

Pousada dos Hibiscus
na Rodovia Ilhéus – Olivença Km 2

Pousada Encantos do Mar
localizada na Rodovia Ilhéus – Olivença, Km 0

Pousada Ilhéus
no bairro do Pontal

Pousada La Dolce Vita
em frente ao mar no Bairro Jardim Atlântico – Ilhéus

Pousada Mississipi
na Rodovia Ilhéus – Olivença Km 2

Pousada Pérola do Mar
na Rodovia Ilhéus – Olivença Km 4

Pousada Sonho Meu
na Rodovia Ilhéus – Olivença Km 9

Pousada Terras do Sem Fim
entre as praias do Cururupe e Beck-Door

Pousada Vitória
na Rodovia Ilhéus – Olivença Km 01

Barramento Praia Hotel
na Av. Lindolfo Color – Praia do Malhado

Costa do Acuipe Praia Hotel
na Rod. Ilhéus – Canavieiras km. 28

Ecoresort Tororomba
na Km 21 – Rod. Ilhéus – Comandatuda

Pontal Praia Hotel
localizado em frente a Baía do Pontal

Praia do Sol Hotel
na Praia do Sul – Ilhéus

Village Back Door Hotel
na Rod. Ilhéus – Comandatuba, Km 13,5

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Guia de Turismo e Viagem de Ilhéus na Bahia

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Ilhéus que é um dos destinos mais procurados na Bahia
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Ilhéus que é um dos destinos mais procurados na Bahia
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Ilhéus é conhecida pela obras de Jorge Amado e é um dos destinos mais procurados na Bahia com seus 100 km de praias como por sua importância cultural.

 
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