História e Pontos turísticos de Maraú na Bahia

Mapa Baia de Camamu
Mapa Baia de Camamu

A cidade de Maraú situada no lado da península voltada para a baía, nas margens do Rio Maraú, longe das praias e dos turistas, a cidadezinha de Maraú mantém o mesmo ritmo de vida que antigamente.

De difícil acesso por carro, a sede do município é uma vila de pescadores com gente acolhedor e ruas e casas antigas que valem uma visita.

A península de Maraú, extensão das maravilhas da Costa do Dendê, é pontilhada de recantos paradisíacos.

Possui manguezais. dunas, cachoeiras, 40 km de praias, lagoas fluviais e piscinas naturais formadas pelos recifes de corais.

Habitada principalmente por pescadores, a região tem como fonte de renda adicional a produção de dendê, cravo, pupunha, cacau, guaraná e pimenta-do-reino. A instalação de resorls alavancou o turismo.

Fundada pelos padres capuchinhos em 1705, no local onde ficava a aldeia indígena de Mayrahú, a pequena Maraú conservou alguns de seus antigos edifícios.

Do mirante da cidade alta, a vista do estuário do rio Maraú é belíssima. De lá se pode ver o ancoradouro e toda a cidade baixa.

Como a maioria dos visitantes chega de barco, a infra-estrutura turística se concentra no povoado de Barra Grande, onde fica o porto.

Cidade de Maraú BA
Cidade de Maraú BA

HISTÓRIA DE MARAÚ

mapa da Península de Maraú
mapa da Península de Maraú

1705 | A ORIGEM DO MUNICÍPIO

A origem do município foi uma aldeia de índios denominada “Mayrahú”, (cujo significado na língua indígena é: “Luz do Sol ao Amanhecer” descoberta em 1.705 pelos Frades Capuchinhos Italianos).

A tribo indígena existente chamava-se “Mayra”. Não se sabe a época do seu desaparecimento e nem a que ramo pertencia.

Por ordem da Coroa, o bandeirante João Gonçalves da Costa, construiu uma estrada denominada “Estrada da Nação”.

O movimento por essa estrada concorreu para o contrabando do “Quinto de Ouro”, o que deu origem à criação do Povoado dos Funis, local onde a estrada bifurcava em direção a Camamu e a Vila de Barra do Rio de Contas, hoje cidade de Itacaré.

Para dificultar o contrabando pela estrada, que passava no sertão da fazenda “RESSACA”, foi edificada nesse local, a cidade de Vitória da Conquista. Assim Mayrahú teve o seu “registro de impostos”, forçado pelas necessidades de arrecadação do “Quinto da Coroa”.

1718 | O DISTRITO DE MAYRAHÚ

O Distrito de Mayrahú foi criado em 1718, e a Capela construída pelos Frades (sendo benfeitor o Capitão-Mor José Ribeiro Torres), foi elevada à categoria de Freguesia, com o nome de “São Sebastião de Mayrahú”, pelo arcebispo Dom Sebastião Monteiro da Vide, no mesmo ano.

1756 | POVOAÇÕES E SÍTIOS DA FREGUESIA DE SÃO SEBASTIÃO DE MAYRAHÚ

Em 1756, a relação das Povoações e Sítios da Freguesia de São Sebastião de Mayrahú foi feita pelo vigário Pedro do Espírito Santo. Diz que “a sede possuía 26 fogos e 1130 pessoas de comunhão”.

A freguesia foi elevada à categoria de Vila, por ordem do Governo Provisório que se seguiu ao de D. Antonio de Almeida Soares e Portugal, 3° Conde de Avintes, em 17 de junho de 1761, sendo instalada pelo Ouvidor Geral da Bahia, Dr. Luiz Freire Deveras há 23 de julho do mesmo ano. Nessa mesma data, foi criada a Vila de Mayrahú.

1860 | PRIMEIRA FÁBRICA

Nos anos de 1860 a 1864, o Reino Unido da Inglaterra, ganhou uma concorrência para a instalação de uma usina de destilação de querosene, extraído da turfa a partir da nafta, e também, para a extração do xisto betuminoso em Maraú. A empresa foi instalada às margens do Rio Maraú.

A versão popular é de que a usina chamava-se “John Grant”, mais o roceiro, encontrando dificuldades com a pronúncia, abrasileirou para “João Branco”. Instalada a usina de João Branco, com todos os requisitos de uma grande refinaria, custaram à Coroa Inglesa 600 mil libras esterlinas.

A mesma, empregou cerca de 500 operários, possuía uma estrada de ferro interna, por onde rodavam duas locomotivas.

Dizem que uma delas é a locomotiva número 12, que fica em frente ao DETRAN, em Ilhéus. O Ilhéus Hotel, segundo dizem, foi construído com tijolos refratários das cinco chaminés da fábrica de João Branco.

Na referida usina, onde era destilado o querosene, fabricavam-se velas de espermacete, sabão, ácido sulfúrico e papel encerado para acondicionar alimentos e preparavam-se para a fabricação de celulose, no grande Parque Industrial de Maraú.

As atividades da Companhia Internacional de Maraú foram paralisadas. Dizem que a usina deixou de funcionar, devido a uma greve do seu pessoal, tendo como conseqüência, uma sucessão de crimes.

A agitação atingiu tamanhas proporções, que “Mister Grant”, disparou um tiro em um operário, matando-o. Foi julgado por isso, mas mesmo absolvido, preferiu retirar-se da Bahia, fechando a Fábrica.

Diz o escritor Maurício Vaitsman, no seu livro “O Petróleo no Império e na República”, que a verdade é outra. O fracasso foi de ordem “política e social”.

Hoje, na localidade ainda chamada JOÃO BRANCO, encontram-se as ruínas da fábrica e os trilhos da ferrovia.

Por um paradoxo do destino, perto do local onde fora o grande Parque Industrial, foi descoberto um depósito de gesso, considerado o maior do mundo, pelo “truste” inglês do cimento Portland. Hoje, tal depósito, pertence ao grupo do cimento Mauá.

1938 | DE VILA A CIDADE DE MARAÚ

Pelo Decreto Lei n° 10.724 de 30 de março de 1938, a Vila foi elevada à categoria de Cidade.

O Município de Maraú está localizado em uma península, denominada Península de Maraú, zona na qual, foi implantada uma APA – Área de Proteção Ambiental, totalizando um perímetro de 212 km² em uma área de aproximadamente, 21.200 ha (vinte e um mil e duzentos hectares).

O Município é rico em minerais, destacando-se o xisto betuminoso o gesso e o petróleo. Quanto ao petróleo ainda não foi jorrado, mas se sabe da sua existência, segundo relatórios de geólogos de renome que visitaram o município, como Dr. Luiz Gonzaga de Campos e outros de várias nacionalidades. 

O Rio Maraú

A cidade de Maraú é um ótimo ponto de partida para explorar o Rio Maraú, nome do braço da Baía de Camamu que se extende por dezenas de quilômetros em direção ao sul, separando a península do continente.

Pouco procurado pela maioria dos turistas que prefere as praias, o Rio Maraú esconde paisagens belíssimas, manguezais, matas e cachoeiras.

Vídeos sobre cidade de Maraú e a Península de Maraú

Veja também Barra Grande e Península de Maraú – Guia de Turismo

Pontos Turísticos da Península de Maraú

Mapa da Costa do Dendê
Mapa da Costa do Dendê

1. Cachoeira do Tremembé

Subindo o Rio Maraú se chega a Tremembé, pequena vila de pescadores onde até recentemente só era possível ir de barco. Com a construção da rodovia BA-001, agora é possível ir de carro.

A grande atração do lugar é uma grande cachoeira que cai diretamente nas águas da baía. Vale a pena passar um momento no povoado de Tremembé e conhecer a simpatia dos seus habitantes.

Cachoeira de Tremembé
Cachoeira de Tremembé

2. Praia do Goió

Praia do Goió na Península de Maraú
Praia do Goió na Península de Maraú

Na Ilha do Goió. Reta, com ondas fracas, areia clara e solta, coqueiros e Mata Atlântica. Tem casas de veraneio. Fica a 1h de barco de Camamu.

3. Praia da Ilha do Campinho

Praia da Ilha do Campinho na Península de Maraú
Praia da Ilha do Campinho na Península de Maraú

Com características semelhantes às outras, possui uma vila de pescadores (1h de barco de Camamu).

4. Praia de Barra Grande

Praia de Barra Grande na Península de Maraú
Praia de Barra Grande na Península de Maraú

Voltada para a Baía de Camamu, é reta, com areia clara e Mata Atlântica. Tem um vilarejo e algumas casas de veraneio. Fica a 1h30 de barco (há uma linha regular) de Camamu.

5. Praia dos Três Coqueiros

Já em mar aberto, com areia grossa e amarelada e ondas relativamente fortes. Tem coqueiros nativos e algumas casas de veraneio.

Praia dos Três Coqueiros na Península de Maraú
Praia dos Três Coqueiros na Península de Maraú

Daí para baixo vem uma sucessão (40 km) de praias interligadas, que podem ser percorridas de bugue ou de moto (da Ponta do Mutá até a do Pontal). Ao norte tem pousada com restaurante e camping.

Praia Taipus de Fora - Maraú - Bahia
Praia Taipus de Fora

6. Praia Taipus de Fora

Possui uma grande piscina natural – 1km de extensão por 500 m de largura cercada de corais e cheia de peixes.

7. Praia Cassange

Praia do Cassange na Península de Maraú
Praia Cassange

A areia amarelada é mais fofa que nas outras, tem coqueiros e ondas fracas.

8. Praia de Saquaíra 

Praia de Saquaíra na Península de Maraú
Praia de Saquaíra na Península de Maraú

Reta, com ondas fracas. coqueiros ao fundo e um vilarejo. Tem pousadas. Perto dela está a Lagoa de Cassange, boa para banhos e esportes a vela. Pode ser atingida de barco – 1h40 de Camamu – ou por terra (Ubaitaba-Maraú-Saquaíra).

9. Praia Algodões 

Praia de Algodões na Península de Maraú
Praia de Algodões na Península de Maraú

Têm areia amarelada e ondas fracas. Em Arandi, na maré baixa forma piscinas naturais. É possível alugar jangadas.

Tem ondas um pouco mais fortes que as outras e areia amarelada. E a última praia de Maraú, já na divisa com Itacaré.

Bahia.ws é o maior guia de turismo e viagem da Bahia e Salvador.

Guia de Turismo e Viagem de Maraú na Bahia

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