Home / Nordeste Guia Turismo / Piauí / Parque Nacional da Serra da Capivara / Parque Nacional Serra da Capivara tem maior conjunto de pinturas rupestres

 

Parque Nacional Serra da CapivaraO maior conjunto de pinturas rupestres já encontrado no mundo está no Parque Nacional Serra da Capivara no Piauí espalhado pelos 129.140 hectares deste parque, declarado patrimonio cultural da humanidade pela Unesco em 1991.

O Parque Nacional Serra da Capivara abriga mais de oitocentos sítios arqueológicos, a maioria sob rochas.

Desse total, 128 estão abertos à visitação pública e têm infra-estrutura de acesso, estrada para trilhas e escadas seguras que permitem ao visitante aproximar-se das pinturas rupestres.

A arqueóloga Niede Guidon, que dirige o parque com o Ibama, sustenta que encontrou ali indícios de povoamento humano com até 100 mil anos – o que vai de encontro às teorias clássicas, segundo as quais o homem teria chegado à América pelo estreito de Bering há 20 mil anos.

Parque Nacional da Capivara Piauí

Independentemente das polêmicas, o Parque Nacional Serra da Capivara (no qual foram encontrados artefatos de pedra polida, cerâmicas e fósseis de animais pré-históricos como a preguiça e o tatu gigantes) é puro deslumbramento: por todos os lados vêem-se terrenos acidentados, imensos blocos rochosos recobertos pela vegetação rasteira nas partes mais baixas e por florestas com árvores de mais de 20 metros de altura no alto das chapadas; a fauna compreende mais de trinta espécies de mamíferos e duzentas de aves, além de lagartos, sapos e serpentes.

É possível percorrer o Parque Nacional Serra da Capivara de carro, mas quem preferir conhecê-lo a pé pode escolher entre trilhas leves ou pesadas.

Veja o mapa do Piauí

A prática de esportes de aventura é proibida, e o acompanhamento de um guia, indicado pelos hotéis locais ou contratado no receptivo da cidade, é obrigatório. É essencial o uso de roupas confortáveis, tênis, chapéu e protetor solar. Quem leva: Trilhas da Capivara.

BAIXÃO DA PEDRA FURADA

O passeio, que pode ser feito em um dia, inicia-se pela entrada leste do parque, com acesso pela BR-020, passando pelo sítio do Mocó, onde há sanitários, lanchonetes e até camping.

A partir da mesma entrada também se alcança o sítio do Meio, onde há vestígios de cerâmica com mais de 8900 anos.

No roteiro incluem-se visitas às tocas do Cajueiro, da Fumaça, do Macário e do Fundo do Baixão.

O ponto alto é a toca do boqueirão da Pedra Furada, o mais importante sítio arqueológico da serra da Capivara, lugar em que foram encontrados restos de uma fogueira que, segundo a equipe de Niede Guidon, provariam a tese de que grupos humanos habitavam a região há 100 mil anos.

A partir do baixão da Pedra Furada atinge-se o Circuito do Alto da Pedra Furada, que compreende ainda a passagem pelo baixão das Mulheres – um cânion de 60 metros de altura com três sítios arqueológicos – , e pelo alto do caldeirão dos Rodrigues.

O visitante sobe por uma escada com 350 degraus que conduz até o alto da Pedra Furada. Contudo, a passagem pelo alto da pedra não é aconselhada a pessoas com problemas cardíacos e sem preparo físico.

ALTO DOS CANOAS E CALDEIRÃO DOS RODRIGUES

A partir da toca do Arame do Sansão, no fundo do baixâo da Pedra Furada, caminha-se por uma trilha de 800 metros até as escadas de pedra que dão acesso ao alto da chapada.

Chega-se assim ao sítio dos Canoas, com inscrições rupestres, de onde se segue até os caldeirões, termo com que são designadas as depressões nas superfícies da rocha que reservam água após a chuva.

Do alto da chapada é possível descer por uma escada de ferro até o fundo de um vale, chamado de Caldeirão dos Rodrigues II, onde há lútidas pinturas rupes tres representando cenas da vida social.

DESFILADEIRO DA CAPIVARA

Este cantinho foi percorrido há milênios pelos habitantes da serra para alcançar os cantos em que se abrigavam, hoje conhecidos como as tocas da entrada do Pajaú, do Barro, do Inferno, da entrada do baixão da Vaca, do Pajaú e do Paraguaio.

No desfiladeiro há um mirante com vista panorâmica da planície do São Francisco.

A partir desse circuito é possível chegar, a pé, a dois outros: os Veadinhos Azuis, conjunto de pinturas rupestres em que se utilizou a cor azul (as primeiras dessa cor a serem descobertas no mundo), e o boqueirão do Paraguaio, refúgio em que o homem pré-histórico, entre árvores da mata atlântica preservadas em plena caatinga, deixou pinturas que retratam figuras humanas decoradas com traçados geométricos.

O acesso ao desfiladeiro da Capivara se dá pela guarita situada na BR-020, logo após a cidade de Coronel José Dias.

PARQUE NACIONAL SERRA DAS CONFUSÕES

O nome tem razão de ser: as montanhas rochosas refletem cores de vários tons, desnorteando quem as observa de longe.

Ainda selvagem, o Parque Nacional Serra das Confusões foi criado em 1998, para proteger um território de 502.411 hectares que abriga sítios pré-históricos pouco conhecidos, dispersos entre rochedos e extensões de caatinga.

Nesse cenário, convivem animais como o tamanduá-bandeira, a onça-parda e a onça-pintada, além do maior morcego das Américas, da espécie Vampyrum Spectrum, cujas asas chegam a ter 1 metro de envergadura.

A gruta do riacho dos Bois, uma fenda com 3 quilômetros de extensão, é a atração do parque, que não dispõe de nenhuma estrutura pa ra visitantes.

Quem quiser percorrê-lo deve entrar em contato com a sede local do Ibama, no município de Caracol, distante, pela PI-144, 100 quilômetros de São Raimundo Nonato, cidade de onde sai a estrada de 10 quilômetros que conduz à entrada do parque (rua João Dias, 398, Centro).

BAIXÃO DO PERNA E DAS ANDORINHAS

Na margem de um cânion, no paredão do baixão do Perna, há quatro sítios arqueológicos, um dos quais com as mais conhecidas pinturas rupestres do parque, em que se representa uma cena de sexo grupal.
A partir desse baixão, chega-se às tocas do Chico Coelho e do Josué, e ainda à vila do Zabelê, por onde se alcançam os sítios do alto da chapada.

O acesso de carro se dá pela guarita da Serra Vermelha, na estrada PI-140, que também conduz o visitante até o baixão das Andorinhas, cânion por onde todos os dias, por volta das 17h30, milhares de andorinhas cruzam a região, promovendo um espetáculo visual e sonoro especial.

FAUNA E FLORA NA TRILHA INTERPRETATIVA HOMBU

Hombu, na língua gê, falada pelos grupos indígenas que habitavam essa região do semi-árido, quer dizer “venha ver comigo”.

A trilha Hombu, a partir do sítio Mocó, tem 9 quilômetros, num trajeto que se inicia na toca da Invenção, no topo da serra , onde se avistam as lagartixas-da-serra, espécie endêmica de lagarto da Capivara.

A próxima parada é a toca do Martiliano, abundantemente freqüentada por aves.

Seguindo-se o paredão rochoso, em cuja paisagem predominam lajedos rodeados por cactos, alcança-se o boqueirão dos Caititus, com dois sítios arqueológicos ornamentados por pinturas rupestres e protegidos por árvores altas.

O trajeto inclui a toca da Ema e cruza áreas repletas de pica-paus-da-cabeça-vermelha e amarela.

A trilha termina na toca da roça do sítio do Brás I, onde viveram os primeiros colonizadores locais, como atestam os vestígios da construção de pau-a-pique apoiada nas paredes, que danificaram as pinturas rupestres ali existentes.

Guia de Turismo e Viagem do Parque Nacional Serra da Capivara

 
Share this page
 

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

 
 
 
%d blogueiros gostam disto: