Home / Nordeste Guia Turismo / Pernambuco / Zona da Mata de Pernambuco / As cidades da Zona da Mata nasceram ao redor dos grandes engenhos de cana de açúcar

 

mapa Zona da Mata PEAs cidades da Zona da Mata de Pernambuco nasceram ao redor dos grandes engenhos e usinas de cana de açúcar e cresceram estruturando-se para fornecer produtos e serviços exigidos pelo complexos sulcroalcooleiro.

As atividades das cidades da Zona da Mata de Pernambuco são predominantemente rurais, e os pólos de convergência da produção rural sempre foram as usinas e não as cidades.

Estas não funcionavam como entrepostos e não desenvolveram dinâmicas próprias, vivendo para suprir as necessidades das usinas e das pessoas com elas envolvidas.

Assim, explica-se o fato de as cidades não terem se desenvolvido e tampouco crescido. As maiores apresentam ainda hoje população urbana de até 60.000 habitantes, destacando-se Carpina, Palmares, Timbaúba, Escada e Goiana.

Veja o mapa de Pernambuco

A exceção é Vitória de Santo Antão, cuja população aproxima-se de 100.000 habitantes.

TRACUNHAÉM

Os traços marcantes da identidade da cidade de Tracunhaém, situada a 63 quilômetros de Recife, foram herdados dos indígenas.

Para começar, o nome, que significa “panela de formiga”.

Pela lenda, para escapar dos portugueses, os índios da região subiam a serra de Trapoá, que à distância parecia um recipiente cheio de insetos.

A outra herança: a arte da cerâmica, praticada pelos nativos. As antigas olarias foram transformadas em ateliês e multiplicaram-se, de forma que Tracunhaém ficou conhecida como “a cidade do artesanato de barro”.

A fama de ateliês como os de Nuca e Zezinho ultrapassou as fronteiras do lugar, onde funciona um Centro de Produção Artesanal. Para chegar a Tracunhaém a partir de Recife, pega-se a BR-232 em direçào a Caruaru e, de lá, a BR-408. Os caminhos são mal sinalizados.

ATELIÊS

Por motivo de doença, Manuel Borges da Silva, o seu Nuca, deixou de trabalhar há alguns anos. No entanto, suas mais famosas criações, como os leões de juba de bolinhas e a boneca Dondoca, continuam sendo produzidas por seus filhos e por sua neta.

O ateliê representa a tradição da cidade, em que a cerâmica sustenta familias inteiras (rua Manoel Pereira de Morais, 118).

O mesmo papel exerce o ateliê Zezinho, em que José Joaquim da Silva trabalha na produção de santos em tamanho natural.

No período natalino, as peças costumam ser encontradas nos shoppings de Recife, a preços muito mais altos (av. Desembargador Carlos Vaz, 85, Centro).

Santos também são a especialidade do ateliê Maria Amélia, que vende peças da artesã Maria Amélia da Silva (praҫa Costa Azevedo, 76).

CENTRO DE PRODUÇÃO ARTESANAL

Reúne artesãos aprendizes e profissionais que não têm ateliê próprio. Mantido pelo governo do estado, o centro comercializa os trabalhos dos seus 45 participantes e mantém cursos relacionados ao artesanato. (praҫa Costa de Azevedo, s/n)

VICÊNCIA

A cidade de Vicência, a 87 quilômetros de Recife com acesso pela PE-74, surgiu de uma antiga propriedade rural e foi distrito da vizinha Nazaré da Mata até 1891.

Seu grande atrativo é o riquíssimo patrimônio histórico: em suas terras há mais de cinquienta engenhos, exemplares de diferentes momentos da arquitetura nordestina.

Muitos deles, ainda em funcionamento, aliam o interesse histórico à possibilidade de provar cachaças produzidas artesanalmente.

ENGENHO POÇO COMPRIDO

ENGENHO POÇO COMPRIDO VicênciaÚnica edificação do gênero remanescente do Setecentos em todo o estado de Pernambuco, o engenho sediou, no século XIX, as reuniões dos liberais que deflagraram o movimento separatista conhecido como Confederação do Equador (1824) – entre eles, Frei Caneca.

A capela unida à casa-grande, a escada externa e a ausência de pátio interno são características da arquitetura do período.

Tombado pelo Iphan e restaurado, o Poço Comprido funciona hoje como museu, com um acervo composto por fotos de diversos engenhos pernambucanos, alguns já desaparecidos. Vila Murupé, Vicencia, acesso pela BR-408 e pela PE-074.

PASSIRA A CIDADE DOS BORDADOS

Em Passira, distante 90 quilometros de Recife, a principal fonte de renda das familias é o bordado. Por toda parte – nas calçadas, na frente das casas, nas lojas e sítios – , a cena se repete: comadres conversam e bordam, enquanto os homens cuidam do comércio de toalhas, lençóis, camisas e outros artigos em linho.

Todos os anos, de 7 a 9 de outubro, acontece em Passira a Feira do Bordado (rua da Matriz), na qual as bordadeiras expõem e vendem suas delicadas confecções.

LAGOA DO CARRO

O nome Lagoa do Carro vem de um suposto acidente ocorrido em tempos remotos: um carro de bois teria caído na lagoa da localidade.

Lagoa do Carro, situada a 61 quilômetros de Recife (10 quilômetros pela PE-90 após o trevo de Carpina), é conhecida tanto por suas tapeceiras, que deram início a uma intensa produção há cerca de trinta anos, quanto pelo Museu da Cachaça, cujo criador já apareceu no Guinness book.

TAPECEIRAS

Um grande galpão à beira da PE-90 reúne o trabalho das pouco mais de cem mulheres que integram a Associação de Tapeceiras de Lagoa do Carro (PE-90, km 8), que também aceita encomendas de outros estados, assim como a loja Marina Artesanato, que vende peças de diversas tapeceiras (km 8 da PE-90).

A união das tapeceiras de Lagoa do Carro levou ir criação da Cooperativa Arte Nossa, hoje com 25 filiadas. Em conjunto com a Associação, ela desempenha a função de intermediária entre as artesãs, instituições governamentais e empresas organizadoras de eventos e feiras (km 8 da PE-90).

MUSEU DA CACHAÇA

Em 1986, ao entrar num supermercado, em Brasília, José Moisés de Moura ficou impressionado com a quantidade de marcas de cachaça disponíveis. Comprou as vinte que encontrou ali e deu início a uma coleção que deu origem ao Museu da Cachaça.

Inaugurado em 1998, seu acervo colocou o nome do criador no Guinness em 2000 como “maior colecionador de cachaças do mundo”.

No segundo semestre de 2007, eram 8038 marcas, de todos os estados brasileiros – Minas à frente – e de vinte países. O museu reserva duas para o acervo e uma para degustação e compras. Chácara Girassol, s/n, zona rural.

CARPINA

Na cidade de Carpina, autoproclamada “capital da Zona da Mata”, o comércio é forte e as tradições seguem sólidas.

Uma delas é a do teatro de bonecos, chamados em Pernambuco de mamuJengos – nome resultante da junção das palavras “mão” e “molenga”.

A cidade, a 9 quilômetros de Tracunhaém e a 49 de Recife (com acesso pela BR-408, no sentido Caruaru), também é conhecida pela Vaquejada, pelos festejos de São João, pela inusitada corrida de jegues e pela Cavalgada, realizada pelo interior dos engenhos.

MAMULENGUEIROS

Boa parte da fama de Carpina como “cidade dos mamulengos” vem da produção de Antônio Elias da Silva, o Saúba, cujas peças, magníficas, podem ser vistas no Museu do Mamulengo, em Olinda, e no Museu do Homem do Nordeste, em Recife.

Além dele, destacam-se os mamulengueiros Adel, Bibil, Pindoca e Miro, artesãos que vendem seus bonecos na cidade e para hotéis do Nordeste e do Sudeste do país, numa atividade responsável pelo sustento de famílias inteiras.

VAQUEJADA, CORRIDA DE JEGUES E CAVALGADA

O objetivo da Vaquejada, evento que ocorre todos os anos durante o mês de maio, é que o cavaleiro derrube um boi puxando-o pelo rabo. Como envolve animais de maior porte e prêmios generosos, a disputa costuma atrair um público mais favorecido economicamente – ao contrário da corrida de jegues, realizada em setembro, consagrada como uma festa mais popular.

Trata-se de uma competição parecida com uma corrida de cavalos – só que quem se posiciona para a largada são os jumentos. Em novembro é a vez da Cavalgada, outra festa tradicional, em que cerca de seiscentos homens montados percorrem, durante um dia, o interior dos engenhos.

Uma das propriedades fica encarregada de oferecer almoço aos cavaleiros.

ENGENHO ÁGUA DOCE

Aqui o turista conhece todas as etapas da produção da cachaça – da seleção da cana até a embalagem – , preparada artesanalmente em alambique de cobre e envelhecida em barris de carvalho.

No engenho Água Doce, a cana é plantada sem agrotóxicos e vai para a moagem no máximo 24 horas depois do corte. O passeio se encerra com a degustação da bebida. Rod. PE-074, km 10.

NAZARÉ DA MATA

A cidade de Nazaré da Mata esta a 65 quilômetros de Recife e com acesso pela BR-408, o município destaca-se por preservar as raízes do maracatu rural, folguedo que surgiu na região no século XIX como resultado da fusão de diferentes manifestações folclóricas – bumba-meu-boi, pastoril , cavalo-marinho, caboclinho e folia-de-reis.

Hoje, a cidade tem dezoito grupos de até duzentos componentes. Todos misturam música, dança, fantasia e personagens da cultura nordestina.

Da orquestra que leva os brincantes fazem parte instrumentos como a zabumba, o surdo, o tarol, a cuíca, o gonguê, o gamá, o trompete, o clarinete e o trombone.

O festejo é animado ainda pelas loas, versos improvisados recitados pelo mestre. É possível apreciar essa tradição popular em Nazaré no Carnaval e também no Encontro de Maracatus, realizado todos os anos, no fim de novembro, na praça central da cidade.

Além disso, os grupos folclóricos se apresentam durante os eventos organizados pela Prefeitura.

Guia de Turismo e Viagem da Zona da Mata de Pernambuco

 
Share this page
 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

 
 
 
%d blogueiros gostam disto: