Igrejas de Salvador da Bahia – História e Arquitetura

Igreja Senhor do Bonfim em Salvador
Igreja Senhor do Bonfim em Salvador

A religiosidade é uma forte característica do soteropolitano.

Uma constatação que pode ser exemplificada pelas 160 igrejas espalhadas por Salvador da Bahia, verdadeiros monumentos dos séculos 17 e 18 que ilustram, concretamente, o poder do catolicismo a época.

Alem dos templos religiosos, a cultura afro do candomblé também marca presença em toda Salvador – das barracas de acarajé com suas baianas vestidas de branco em honra a Oxalá aos mais de 500 terreiros espalhados por toda a cidade.

Entre as mais impressionantes construções religiosas da Bahia, a Igreja de São Francisco se destaca. O interior é quase totalmente revestido de ouro – mais de 100 quilos do precioso metal foram utilizados na decoração.

Quando a luz entra pelas portas da igreja, o reflexo brilhante e um espetáculo a parte. Isso ocorre, geralmente, próximo das 17h, quando as portas são abertas para que os fieis participem da missa.

A Igreja do Senhor do Bonfim também figura entre as mais famosas, principalmente pela tradicional lavagem das escadarias.

A cerimônia, realizada sempre na segunda quinta-feira apôs o Dia de Reis, reúne baianas em trajes típicos e centenas de potes de barro com água-de-cheiro. Mas, alem do rito da lavagem, o interior da igreja impressiona com as pinturas no teto, feitas em 1820 pelo espanhol Francisco Velasco.

Uma constatação que pode ser exemplificada pelas 160 igrejas espalhadas pela cidade, verdadeiros monumentos dos séculos 17 e 18 que ilustram, concretamente, o poder do catolicismo a época.

Além dos templos religiosos, a cultura afro do candomblé também marca presença em toda Salvador – das barracas de acarajé com suas baianas vestidas de branco em honra a Oxalá aos mais de 500 terreiros espalhados por toda a cidade.

Entre as mais impressionantes construções religiosas da Bahia, a Igreja de São Francisco se destaca. O interior é quase totalmente revestido de ouro – mais de 100 quilos do precioso metal foram utilizados na decoração.

Quando a luz entra pelas portas da igreja, o reflexo brilhante e um espetáculo a parte. Isso ocorre, geralmente, próximo das 17h, quando as portas são abertas para que os fieis participem da missa.

A Igreja do Senhor do Bonfim também figura entre as mais famosas, principalmente pela tradicional lavagem das escadarias.

A cerimônia, realizada sempre na segunda quinta-feira apôs o Dia de Reis, reúne baianas em trajes típicos e centenas de potes de barro com água-de-cheiro. Mas, alem do rito da lavagem, o interior da igreja impressiona com as pinturas no teto, feitas em 1820 pelo espanhol Francisco Velasco.

Vídeos sobre as Igrejas em Salvador – História e Arquitetura

Veja também Evolução e História das Artes Plásticas no Nordeste e o Centro Histório de Salvador

Igrejas em Salvador – História e Arquitetura

  1. Catedral Basílica
  2. Convento de Santa Teresa
  3. Igreja dos Aflitos
  4. Igreja do Bonfim
  5. Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia ou Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia
  6. Igreja Nossa Senhora de Mont Serrat
  7. Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
  8. Igreja e Convento de São Francisco
  9. Igreja da Ordem Terceira de São Francisco
  10. Igreja Nossa Senhora do Pilar e Santa Luzia
  11. Catedral Basílica Primacial do Salvador
  12. Igreja Nossa Senhora dos Mares
  13. Paróquia Nossa Senhora dos Alagados
  14. Igreja e Convento de Santa Clara do Desterro
  15. Santuário Santa Dulce dos Pobres
  16. Igreja de Nossa Senhora da Vitória
  17. Igreja Santo Antônio Além do Carmo (Bairro Santo Antônio Além do Carmo)

1. Catedral Basílica

Catedral Basílica em Salvador
Catedral Basílica em Salvador

Localização: Praça 15 de Novembro, s/n, Terreiro de Jesus

Construída no século 17, recebe os visitantes com as representações de Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e São Francisco de Borja.

A mãe de todas as igrejas baianas tem sinos importados de Portugal e, em seu interior, retábulos ornamentados de diferentes períodos.

Aberta ao público de segunda a sábado, das 8h30 as 11h30 e das 13h30 as 17h; domingos, apenas para missas, as 9h e 18h.

2. Convento de Santa Teresa

Convento de Santa Teresa em Salvador
Convento de Santa Teresa em Salvador

Localização: Rua do Sodré, 276, Centro

Um dos atrativos desse monastério é o Museu de Arte Sacra, um dos principais do Nordeste, com exposição permanente de objetos religiosos do período colonial.

Conjunto de meados do século XVII é considerado um dos mais importantes monumentos da arquitetura religiosa do período colonial brasileiro.

Possui belos jardins, com visão panorâmica para a Baía de Todos os Santos, que fazem deste local um dos mais aprazíveis da Salvador histórica.

O prédio abriga o Museu de Arte Sacra, mantido pela Universidade Federal da Bahia, com cerca de 1.400 peças no acervo – entre imagens de madeira e terracota, esculturas, pinturas, painéis de azulejo, prataria e mobiliário – datadas do século XVI a XIX.

Veja também História do Convento e Igreja de Santa Teresa ou Museu de Arte Sacra UFBa em Salvador BA

3. Igreja dos Aflitos

Igreja dos Aflitos em Salvador
Igreja dos Aflitos em Salvador

Localização: Rua dos Aflitos

A Igreja dos Aflitos foi erguida com o dinheiro de esmolas e doações do português Antônio Soares, que fundou o templo, no século XVIII, sobre uma encosta da falha geológica, onde, no século XX, surgiu a Av. do Contorno.

Dela se vê o mar e as casas da Gamboa. De tão bonito, o lugar é um dos poucos mirantes da Baía de Todos-os-Santos ainda existentes em Salvador.

A vizinhança do templo também merece atenção, sobretudo o casario com arquitetura típica do século 19. Visitas de segunda a sexta, das 8h as 12h e das 14h30 as 18h.

4. Igreja do Bonfim

Igreja do Bonfim em Salvador
Igreja do Bonfim em Salvador

Fundação: 1745

Localização: Praça Senhor do Bonfim, no bairro do Bonfim, local conhecido como Colina Sagrada.

O mais famoso templo religioso da Bahia não é considerado o maior e nem o mais belo.

Entretanto, carrega, em seus 237 anos, o peso da historia e da cultura baianas. Internamente, um dos espaços mais visitados e a Sala dos Milagres e o Museu dos Ex-votos.

É a igreja mais popular da Bahia. A tradicional lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim atrai milhares de peregrinos, fiéis e turistas na segunda quinta-feira do mês de janeiro, após o Dia de Reis.

A fachada é parcialmente coberta por azulejos. O interior do templo foi construído em estilo neoclássico.

Os portões que circundam o espaço são revestidos por milhares de fitinhas do Senhor do Bonfim, símbolos da fé baiana, colocados por fiéis de todo o mundo que visitam o templo e fazem pedidos ao santo.

Igreja do Bonfim em Salvador
Igreja do Bonfim em Salvador

Uma das marcas registradas de Salvador é a fitinha do Senhor do Bonfim, essas são entregues na igreja do santo de mesmo nome, localizada no Largo do Bonfim, que é considerada um marco histórico da capital baiana.

Além de pegar as tradicionais fitinhas e fazer os seus pedidos, o turista pode conhecer a arquitetura da igreja que possui sua construção datada em 1745.

Para quem visita o templo religioso, ainda pode conhecer a popular Lavagem do Bonfim, que acontece na segunda quinta-feira do ano, e é considerada a segunda maior manifestação popular da Bahia, ficando atrás apenas do Carnaval. 

5. Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia

Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia em Salvador
Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia em Salvador

Localização: Rua da Conceição da Praia, bairro do Comércio, próximo a dois grandes cartões postais de Salvador: Elevador Lacerda e Mercado Modelo.

Fundação: 1549

Ampla, naturalmente iluminada e de frente para o mar, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia  ou Basilica de Nossa Senhora da Conceição da Praia foi pré-fabricada no Alentejo, em Portugal. As pedras de lioz foram numeradas na terrinha e  trazidas para a colônia, onde foram montadas em 1765.

O maior tesouro está no teto da nave, que traz uma pintura ilusionista feita em 1772 pelo mestre José Joaquim da Rocha, fundador da Escola Baiana de Pintura e um dos maiores nomes do barroco brasileiro.

A igreja guarda as ruínas da primeira casa de oração de Salvador e foi fundada pelo 1º governador geral do Brasil, Thomé de Souza.

O templo, que tem estilo barroco, conta com a única pintura de teto em 3D da América Latina.

A obra de arte foi produzida em formato de nave e tem dimensão de 633,60m² e 18,20 cm de de altura. A técnica utilizada foi pintura a óleo.

A fachada neoclássica diferencia-se das demais igrejas coloniais da Bahia, com torres dispostas na diagonal. Abre as segundas, das 7h as 12h e das 14h as 17h; terça a sexta, entre 7h e 17h; sábados e domingos, das 7h as 12h.

Veja a História da Basilica de Nossa Senhora da Conceição da Praia

6. Igreja Nossa Senhora de Mont Serrat

Igreja Nossa Senhora de Mont Serrat
Igreja Nossa Senhora de Mont Serrat

Localização: Rua Santa Rita Durão, Ponta do Humaitá.

Fundação: 1580

Sua fundação do primitivo santuário de Nossa Senhora do Monte Serrat não tem uma história exata, mas alguns acreditam que sua construção aconteceu pelo governador do Brasil Francisco de Souza, na mesma época em que edificou o forte de São Felipe, com sua fundação em 1580.

O conjunto arquitetônico data da segunda metade do século 17, com projeto do arquiteto italiano Baccio de Filicaya.

A igrejinha foi construída pelo governador-geral do Brasil Francisco de Souza, na mesma época em que edificou o forte de São Felipe. Francisco de Souza doou o templo ao Mosteiro de São Bento.

Igreja e Mosteiro Nossa Senhora do Monte Serrat em Salvador
Igreja e Mosteiro Nossa Senhora do Monte Serrat em Salvador

A Igreja e o Mosteiro de Monte Serrat foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por sua importância cultural. 

No início do século 20, ela foi reformada e o altar-mor recebeu ornamentos da Igreja de São Bento. Abriga uma imagem de São Pedro Arrependido, de autoria de Frei Agostinho da Piedade.

Igreja Nossa Senhora de Mont Serrat - antiga
A Igreja de Monte Serrat em ilustração publicada, em 1866, no livro Brazil and The Brazilians, de J.C. Fletcher e D.P. Kidder.

Construída entre os séculos 16 e 17 junto ao Porte de Mont Serrat, a igreja encontra-se sobre uma rocha que se projeta para o mar, dando a impressão de estar integrada ao cenário.

7. Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Fundação: 1685

Localização: Praça José de Alencar, no Largo do Pelourinho, Centro Histórico de Salvador.

Edifício que integra o patrimônio arquitetônico do Pelourinho, a igreja, com fachada estilo rococó, foi construída especialmente para acolher os fieis que imigraram da costa africana.

Erguida entre 1704 e 1796, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos começou a ser construída em 1704. Finalizada em 1796, foi levantada por escravos e tingiu de azul o coração do Centro Histórico.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos em Salvador
Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos em Salvador

Herança dos tempos anteriores à abolição, os fundos da igreja possui um cemitério de escravos.

A fachada, com frontão de rococó, reúne obras bem trabalhadas e belíssimas torres. Em seu interior destacam-se os painéis de azulejos, altares neoclássicos e três imagens do século 18: Nossa Senhora do Rosário, São Antônio de Cartagerona e São Benedito.

O painel do teto é de José Joaquim da Rocha.

Tem como diferencial a sua identidade religiosa. Foi construída por negros escravizados de fé cristã, que não tinham um espaço para a celebração das suas crenças.

Durante as missas, os fiéis cantam e dançam ao som de atabaques, agagogôs e pandeiros, instrumentos relacionados à cultura africana.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos em Salvador
Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos em Salvador

Segundo o prior da irmandade, Leomar Borges, esta é a única igreja dedicada aos santos negros que detém o título de Ordem Terceira, dado pela cúria em 2 de julho de 1899. A igreja apresenta estilo rococó e altares neoclássicos.

As missas possuem uma característica atípica de sincretismo religioso, onde o candomblé e o catolicismo ficam lado a lado.

Às terças-feiras, às 18h, e aos domingos, às 10h, as missas são rezadas com o som dos atabaques de rituais africanos.

8. Igreja e Convento de São Francisco

Igreja e Convento de São Francisco em Salvador
Igreja e Convento de São Francisco em Salvador

Os primeiros discípulos de São Francisco de Assis chegaram a Salvador no ano de 1587, ano em que, provavelmente, foi fundado o primeiro convento.

Algumas décadas depois, quando houve a invasão holandesa de 1624, tanto a igreja quanto as dependências dos frades ficaram em escombros, e foi necessário empreender a reconstrução do complexo.

E, com o crescimento da ordem, no ano de 1686, o superior franciscano, Frei Vicente das Chagas, promoveu os trabalhos que não somente eram de ampliação, mas praticamente de construção de um novo convento e de uma nova igreja, que deveriam ter dimensões bem maiores do que as anteriores.

Assim, na festa de Santo Antônio daquele ano, foi colocada a pedra fundamental da nova igreja.

As obras se estenderam por muitos anos e por várias gerações de frades.

Em 1713, sob a direção do superior Frei Hilário da Visitação, a igreja já tinha altares (ainda sem ouro) e foi consagrada. Mas a estrutura geral da construção só ficaria pronta dez anos depois, quando a fachada, inteiramente revestida de pedra, foi finalizada.

Ao longo do século XVIII muitos acréscimos foram feitos no embelezamento da Igreja e Convento de São Francisco: novos altares foram feitos (e os já existentes foram revestidos de ouro), decoração do teto, revestimento de paredes com azulejos de Lisboa, colocação de balaustradas, etc.

Essa igreja é considerada uma das mais belas do Brasil, e um dos melhores exemplos do barroco português no mundo.

9. Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Fachada da da Igreja da Ordem Terceira de São francisco em Salvador
Fachada da da Igreja da Ordem Terceira de São francisco em Salvador

Fundação: 1703

Localização: Rua da Ordem Terceira, Pelourinho, Centro Histórico.

Expressivo exemplar do barroco no Brasil, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, situada em Salvador, na Bahia, teve sua pedra fundamental instalada em 1º de janeiro de 1702.

Sua exuberante fachada em alto-relevo, esculpida em calcário lavrado com cunhais de arenito, traz em seu nicho central a imagem de São Francisco, esculpida em mármore.

O interior original barroco foi substituído por altares neoclássicos entre 1827 e 1828.

Os azulejos portugueses, no entanto, foram mantidos em sua maioria e estão distribuídos pelo claustro, consistório, corredores e galerias da igreja.

Neles podem ser vistas cenas de Lisboa antes do terremoto que destruiu a cidade em 1755 e do cortejo do casamento do infante Dom José com Dona Maria Ana de Bourbon.

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco em Salvador
Igreja da Ordem Terceira de São Francisco em Salvador

A igreja também abriga importantes obras de arte sacra, como a escultura do Senhor morto que chora lágrimas de rubis, de autoria de Francisco das Chagas Xavier, além de uma sala dos santos em que estão expostas imagens destes em tamanho natural.

A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco foi construída entre os séculos XVII e XVIII e é uma arquitetura que remete ao barroco espanhol.

Na Igreja, encontram-se pinturas no teto e um conjunto de azulejaria portuguesa do período colonial. Entre as curiosidades sobre a igreja, dizem que foram utilizados mais de uma tonelada de ouro para decoração interna.

10. Igreja Nossa Senhora do Pilar e Santa Luzia

Igreja Nossa Senhora do Pilar e Santa Luzia em Salvador
Igreja Nossa Senhora do Pilar e Santa Luzia em Salvador

Fundação: 1710

Localização: Praça do Pilar, 55, no bairro do Comércio.

Construída em etilo rococó, com decorações rochosas e pinturas suaves, o maior atrativo da igreja é a fonte de Santa Luzia, conhecida como a santa protetora dos olhos.

Milhares de fiéis visitam o templo e banham os olhos em uma fonte localizada na igreja, sob a fé de que terão os problemas visuais resolvidos.

11. Catedral Basílica Primacial do Salvador

Catedral Basílica Primacial do Salvador
Catedral Basílica Primacial do Salvador

Fundação: 1672

Localização: Terreiros de Jesus, Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador.

Considerada a “igreja mãe” de todos os templos católicos de Salvador, a Catedral Basílica abriga os principais atos litúrgicos do estado, presididos pelo arcebispo primaz.

Construída sob um estilo genuinamente barroco, a igreja possui um grandioso acervo de arte sacra.

Trata-se do maior templo construído pelos jesuítas no Brasil.

12. Igreja Nossa Senhora dos Mares

Igreja Nossa Senhora dos Mares em Salvador
Igreja Nossa Senhora dos Mares em Salvador

Fundação: A atual igreja matriz foi construída entre 1930 e 1956.

Localização: Praça Padre Manoel da Natividade, no Largo dos Mares.

Entretanto, Igreja Nossa Senhora dos Mares foi o primeiro templo dedicado à santa foi fundado na mesma região quase 200 anos antes, em 1749. O espaço foi demolido para a construção do novo templo.

É a única igreja da Bahia construída sob o estilo neogótico, caracterizado pelo verticalismo, telhado em forma de pirâmide, torres pontiagudas e predominância de janelas e rosáceas.

13. Paróquia Nossa Senhora dos Alagados

Paróquia Nossa Senhora dos Alagados em Salvador
Paróquia Nossa Senhora dos Alagados em Salvador

Fundação: 7 de julho de 1980, durante a primeira visita do Papa João Paulo II ao Brasil.

Localização: Rua Luiz Régis Pacheco, na regiãos dos Alagados, no bairro do Uruguai.

Diferentemente das igrejas seculares, a igreja foi construída sob um estilo arquitetônico contemporâneo, revestida por tijolos aparentes que desenham formas retangulares e circulares.

A igreja está situada em um bairro periférico da capital baiana.

14. Igreja e Convento de Santa Clara do Desterro

Igreja e Convento de Santa Clara do Desterro
Igreja e Convento de Santa Clara do Desterro

Fundação: 1677

Localização: R. Santa Clara, S/N – Nazaré, Salvador

O Convento de Santa Clara do Desterro foi fundado em 1677, quando quatro irmãs da Ordem das Clarissas, de Évora, Portugal, vieram para o Brasil, a fim de implantar o ensino religioso.

Quando chegaram á Bahia, permaneceram durante 10 dias a bordo do navio, aguardando que fossem finalizadas algumas obras no Convento, que até esta época não passava de uma pequena igreja, denominada de Desterro.

Iniciado em 1681, em local onde havia uma pequena igreja e o Hospício do Desterro, então com 05 ou 06 celas, é o primeiro convento de freiras do país.

O convento das Clarissas desenvolve-se em torno de dois claustros, inserindo-se a igreja num dos seus lados.

A composição arquitetônica é realçada pela torre da primeira metade do séc. XVIII, com terminação bulbosa, situada no corpo que divide os claustros e ainda, pelo mirante – elemento comum nos conventos de religiosas – que aí é empregado pela primeira vez na Bahia.

A igreja, inserida volumetricamente no retângulo da composição, possui nave única, capela-mor, “coro baixo” e “coro alto” e acesso lateral, com decoração neoclássica, fruto das reformas do século XIX.

No primeiro andar do convento, encontra-se a capela do Santíssimo Crucifixo dos Passos, com altar e retábulos oitocentistas.

O convento possui grande quantidade de alfaias, objetos de prata e mobiliário dos séculos XVIII e XIX.

No ano de 1907, por decreto superior. A ordem deixou de formar religiosas, porque foi proibido o noviciado. As poucas clarissas sobreviventes foram transmitindo seus ensinamentos e suas funções para as suas seguidoras, as irmãs franciscanas.

Para dar continuidade a obra das Clarissas atualmente existem 20 irmãs no Convento do Desterro, encarregadas de manter um orfanato para 50 crianças.

As maiores, diz irmã Maria do Rosário, ajudam nas costuras, no preparo de doces e licores e nos trabalhos de cozinha, vendidos para que possa ser garantida a manutenção do internato.

Além disto, o Convento tem atualmente uma escola em regime de externato e com as mensalidades engariadas possibilita respaldo financeiro para as obras assistenciais.

Nos seus três séculos de funcionamento, o Convento do Desterro já sofreu alguns reparos, mas ainda conserva grande parte da antiga estrutura.

Veja também a História da Igreja e Convento de Santa Clara do Desterro

15. Santuário Santa Dulce dos Pobres

Santuário Santa Dulce dos Pobres em Salvador
Santuário Santa Dulce dos Pobres em Salvador

Fundação: 2003

Localização: Av. Dendezeiros do Bonfim, no Largo de Roma, Salvador

A conhecida como Santa Dulce dos Pobres, a Irmã Dulce, foi canonizada em outubro de 2019 pelo Papa Francisco, tornando- se a primeira santa nascida no Brasil.

O santuário é onde se encontra o túmulo que guarda os restos mortais do “Anjo Bom da Bahia”, como é chamada por muitos fiéis.

Santuário Santa Dulce dos Pobres, os visitantes também podem participar de missas e conhecer um pouco da vida e obra de Irmã Dulce no memorial que guarda a história da sua vida e obra. 

Sempre de portas abertas para acolher e dar suporte espiritual a quem mais necessita, o Santuário Santa Dulce dos Pobres está em funcionamento desde 2003 e foi erguido graças à ajuda de fiéis e das doações.

O santuário está localizado em Salvador, ao lado da sede das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), no Largo de Roma, e tem capacidade para mais de 1.000 pessoas sentadas.

A igreja começou a ser erguida em 2002, a partir da Campanha do Tijolo, no mesmo local onde na década de 40 do século XX Irmã Dulce havia construído o Círculo Operário da Bahia e o Cine Roma.

Capela das Relíquias

É no Santuário que estão depositadas as relíquias (termo utilizado para designar o corpo ou parte do corpo dos beatos ou santos) do Anjo Bom do Brasil, em um espaço chamado Capela das Relíquias – uma sala circular, com pé direito triplo, tendo ao centro o túmulo que guarda os restos mortais da Mãe dos Pobres.

Capela das Relíquias no Santuário Santa Dulce dos Pobres
Capela das Relíquias no Santuário Santa Dulce dos Pobres

Local de devoção e fé, a Capela das Relíquias foi aberta no dia 09 de junho de 2010, quando o corpo da então Venerável Dulce foi transladado da Capela Santo Antônio (localizada no Memorial Irmã Dulce) para sua nova morada. A transferência foi feita após a exumação do corpo da religiosa, seguida então de uma vigília.

Em setembro de 2019 o local passou por uma nova reforma, ganhando um túmulo de vidro com uma efígie em tamanho real da Santa Dulce dos Pobres.

16. Igreja de Nossa Senhora da Vitória

Igreja de Nossa Senhora da Vitória em Salvador
Igreja de Nossa Senhora da Vitória em Salvador

Fundação: 1561

Localização: Praça Rodrigues Lima, no Largo da Vitória, Salvador

A Igreja de Nossa Senhora da Vitória foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pela sua importância histórica, o templo é o segundo mais antigo do Brasil. Construído no século XVI, a igreja abriga uma grande quantidade de imagens barrocas da escola baiana do século XVIII.

O templo passou por diversas reformas ao longo do tempo, o local possui uma grande beleza arquitetônica, com elementos neoclássicos em sua fachada. Os visitantes da igreja ainda podem conhecer sua belíssima vista para a Baía de Todos os Santos.  

O santuário foi construído pelos portugueses no século XVI e abriga uma grande quantidade de imagens barrocas da escola baiana do século XVIII.

A edificação foi reformada diversas vezes, sendo que, em 1910 teve a fachada modificada com o acréscimo de elementos de estilo neoclássico.

Por causas das mudanças, o local passa agora por uma restauração que pretende devolver a Igreja às características da arquitetura original, do século XX. Todas as construções acrescidas ao templo nos últimos anos estão sendo demolidas.

17. Igreja Santo Antônio Além do Carmo

Igreja Santo Antônio Além do Carmo em Salvador
Igreja Santo Antônio Além do Carmo em Salvador

Fundação: 1594

Localização: Largo de Santo Antônio, Salvador

A Igreja Santo Antônio Além do Carmo foi fundada em 1594 em homenagem a Santo Antônio.

Igreja de Santo Antônio foi fundada em 1594 em homenagem a Santo Antônio. De pequena capela, passou por ampliações e reformas, tendo sido palco de invasões holandesas e, também, da resistência portuguesa.

Ao longo da história o templo passou por reformas passando de pequena capela até a igreja que é hoje.

Sua fachada possui estilo rococó e seu interior é revestido de talha neoclássica. No local, é possui assistir o pôr do sol e acompanhar festas que acontecem no pátio da igreja. 

Igreja Santo Antônio Além do Carmo em Salvador
Igreja Santo Antônio Além do Carmo em Salvador

Seu principal templo, a Igreja de Santo Antônio Além do Carmo, foi reconstruído em 1813 onde antes havia um templo primitivo.

Bairro Santo Antônio Além do Carmo é mais que uma igreja

Santo Antônio Além do Carmo é um bairro peculiar que faz parte do centro histórico de Salvador e reserva um pouco de lazer, história, gastronomia e arquitetura.

A visita a um templo religioso, que data dos primeiros anos de colonização do Brasil e está localizado nos limites do Centro Histórico de Salvador.

Bairro de Santo Antônio Além do Carmo em Salvador
Bairro de Santo Antônio Além do Carmo em Salvador

É um conjunto de atividades prazeirosas, que começa com a visita em si, acrescentada com conhecimento histórico-cultural entre os casarios e ruas calçadas em pedras do bairro do Santo Antônio, e pode ser encerrada com uma das mais belas vistas do pôr do sol da Baía de Todos os Santos e uma cerveja, café, acarajé ou pasteis, em um dos inúmeros barzinhos e cafés da região.

Tudo isso faz da Igreja do Santo Antônio Além do Carmo um delicioso passeio a pé dos mais agradáveis para quem está no Centro Histórico de Salvador, seja turista ou soteropolitano.

Num mesmo roteiro estão reunidos séculos de história do Brasil, uma arquitetura em diversos estilos, a cultura típica dois baianos e a vista ampla e bela da Baía de Todos os Santos.

Bairro de Santo Antônio Além do Carmo em Salvador
Bairro de Santo Antônio Além do Carmo em Salvador

Conta a história que a Igreja de Santo Antônio foi fundada em 1594 em homenagem a Santo Antônio. De pequena capela, passou por ampliações e reformas, tendo sido palco de invasões holandesas e, também, da resistência portuguesa.

Diz-se que o Padre Antônio Vieira, para impedir que tropas holandesas conquistassem Salvador, utilizou o púlpito da igreja para pregar seu sermão ‘À beira das trincheiras’, que, por 40 dias, defenderam a cidade contra as tropas de Nassau.

Além dos portões – No período colonial os limites urbanos de Salvador terminavam onde hoje é a parte baixa do Largo do Pelourinho, entre o acesso para a Baixa dos Sapateiros, a Ladeira do Taboão (que leva à Cidade Baixa) e a subida para o Convento do Carmo.

O termo “Além do Carmo” é uma alusão à sua posição geográfica, uma vez que a igreja ficava situada além de uma das portas de entrada da cidade de Salvador – as Portas do Convento do Carmo.

Até o início do século XX, o bairro do Santo Antônio era residência de aristocratas, o que se retrata no esmero das fachadas dois casarios e na assimetria de suas ruas. Contudo.

Ali estão, além do conjunto de igrejas e do Convento do Carmo, a igreja do Boqueirão e, no final, ao lado do antigo Forte do Barbalho (atual Forte da Capoeira) a Igreja de Santo Antônio.

É provável que a primitiva capela tenha sido aumentada já no início do século XVII, pois consta que, durante a invasão holandesa de 1624, uma ‘igreja’ no local foi ocupada pelos invasores, sendo que o culto só foi restabelecido ali após a batalha ocorrida no ano seguinte, que libertou a cidade.

Foi elevada a Igreja matriz em 1648 e continuou a passar por reformas até o século XX! Seu interior é revestido de escaiola, talha neoclássica e sua fachada tipicamente rococó.

Outra coisa interessante é que no pátio desta igreja rolam ensaios do bloco de carnaval ‘De Hoje a Oito’, festas ‘Bailinho’ e shows dos Skanibais, entre outros.

Ao lado, na Praça, do mesmo nome, acontece a tradicional Festa de Santo Antônio, que começa com a trezena, de 1° a 13 de junho, com barracas típicas juninas de comidas e bebidas, oficialmente abrindo o período dos festejos juninos.

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