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Caburé no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Caburé no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses abrange 155 mil hectares de dunas, rios lagoas e manguezais.

São dois tipos de cenários, dependendo da época do ano: durante a seca, o parque se transforma em um verdadeiro deserto banhado pelo oceano; com as chuvas, forma-se a paisagem clássica do lugar, uma incrível sequência de dunas e lagoas.

Explorar toda essa imensidão de areia é uma experiência única e cansativa.

Na década de 1970, uma equipe da Petrobras sobrevoou Morrarias e cunhou para ela um novo nome: Lençóis Maranhenses.

É perfeito: quem avista as dunas de areia tem a sensação de que olha para gigantescos lençóis, balançados pelo vento sob o sol.

É o vento, aliás, que forma as dunas de quase 50 metros de altura, que se estendem por 100 quilômetros de litoral e 50 km continente adentro.

Na costa, as praias são largas e extensas. No interior, o predomínio é da “marraria”, isto é, de dunas coalhadas de lagoas formadas pela água da chuva.

As dunas distribuem-se por dois desertos: o dos Grandes Lençóis Maranhenses, situado a oeste do rio Preguiças, e o dos Pequenos Lençóis, a leste.

Inaugurado em 1981, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses ocupa uma área de 155 mil hectares, abrangendo 270 quilómetros de perímetro, nos quais se encontram os municípios de Paulino Neves, Tutóia, Barreirinhas, Santo Amaro, Primeira Cruz e Humberto de Campos.

Barreirinhas - Lençóis Maranhenses

Atrativos do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses 

Barreirinhas é a cidade mais estruturada no entorno da área de preservação, mas também há passeios a partir de Atins (leste) e Santo Amaro do Maranhão (oeste).

Barreirinhas, a 260 quilometros de São Luís, tem a melhor infra-estrutura para turistas. Lá, fica a sede do parque.

A cidade também é ponto de partida para passeios pelo rio Preguiças e está na rota turística que inclui o delta do Parnaíba, no Piauí, e Jericoacoara, no Ceará.

Lagoas formadas pela água das chuvas - Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Lagoas formadas pela água das chuvas – Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Veja o mapa Lençóis Maranhenses no Maranhão

Depois de Barreirinhas, a localidade mais procurada é Santo Amaro do Maranhão, cenário do filme Casa de areia, dirigido por Andrucha Waddington em 2005.

BARREIRINHAS 

BARREIRINHASBarreirinhas no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, fundada em 1871 às margens do rio Preguiças, sempre exerceu o papel de cidade de apoio na região.

Graças a sua localização, foi entreposto comercial para pescadores e lavradores no entorno; hoje, vive basicamente do turismo, concentrando hotéis, pousadas, restaurantes e serviços de suporte ao turista.

A cidade conta com uma sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade onde são realizadas palestras sobre os ecossistemas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e as regras e os cuidados que devem ser seguidos para mantê-los (av. Paulista, s/n, Boa Vista).

Mapa Barreirinhas

Mapa Barreirinhas

O grande atrativo de Barreirinhas é o rio Preguiças, que a corta em curva – um rio de águas escuras e ainda limpas, apesar dos empreendimentos que começam a aflorar desordenadamente a seu redor.

Para explorar a região, é preciso contratar guias; das mais de dez agências na cidade, destacamos algumas com perfis diferenciados: a Tropical Adventure oferece passeios personalizados em veículos com tração e ar-condicionado.

A Eco-Dunas propõe esportes de aventura, sobrevôos, bóia-cross e passeios em lugares pouco divulgados dentro do parque.

A Rota das Trilhas faz os passeios mais tradicionais.

A Secretaria de Turismo, localizada logo na entrada da cidade, também fornece indicações e informações.

Chega-se a Barreirinhas, a partir de São Luís, pela MA-402, a Translitorânea, em um percurso de 265 quilometros que dura cerca de três horas.

PASSEIO PELO RIO PREGUIÇAS

RIO PREGUIÇASA travessia do rio Preguiças no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é feita de lancha ou de voadeira – um barco veloz, com motor na popa, é pontuada de atrações.

As primeiras são as dunas de 40 metros de altura que se erguem em Vassouras, um povoado de pescadores ao qual se chega após 45 minutos de navegação.

Ali o visitante pode escolher entre um mergulho no rio ou uma caminhada pela praia de Pequenos Lençóis. Na seqüência, passa-se por Espadarte, Morro do Boi e Moitas.

A parada seguinte é no povoado de Mandacaru, onde fica o Farol Preguiças, com 160 degraus. Vale a pena enfrentá-Ios, pois do topo se descortina a mais bela vista da região.

Mapa do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Mapa do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Na seqüência, pausa para o almoço em Caburé, perto da foz do rio Preguiças, cidade sem atrativos, frequentada apenas em razão de seus restaurantes.

LAGOAS

Depois de atravessar o rio Preguiças, o programa é subir num jipe e tomar o rumo das lagoas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Tão logo deixa a balsa, o carro segue por uma estrada tortuosa , entre lagos e igarapés, com trechos inundados.

Em 40 minutos, chega-se a um ponto a partir do qual o trajeto deve ser feito a pé.

Mais cinco minutos e se atinge a lagoa da Preguiça, de águas azul turquesa.

Após mais dez minutos de caminhada, alcança-se a bonita lagoa Azul, que faz jus ao nome.

Formação de dunas

Formação de dunas

Um dos pontos mais concorridos do parque, costuma ficar lotada – quem desejar mais tranquilidade pode andar mais dez minutos, até a lagoa do Peixe, que, aliás, é uma das únicas a não secar no verão (a Azul simplesmente desaparece no final do ano).

Cercada de vegetação e com águas escuras e esverdeadas, ela antecede a afamada lagoa Bonita, cercada por dunas de até 40 metros. Para chegar até ela, é preciso percorrer outra estrada sinuosa, durante cerca de uma hora.

DESCIDA DO RIO CARDOSA

O rio Cardosa fica a cerca de uma hora e meia de carro do centro de Barreirinhas.

Suas águas cristalinas e tranquilas convidam a uma descida de caiaque ou bóia-cross – indispensável é a máscara de mergulho para ver os peixes. A descida dura em média duas horas.

SOBREVÔO DO PARQUE 

Ao longo de 30 minutos, um avião bimotor sobrevoa o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Após decolar de Barreirinhas, ele faz uma panorâmica da região, chegando até a foz do rio Preguiças, em Atins. A visão aérea das grandes extensões de dunas e lagoas é inesquecível.

ATINS

ATINSNeste vilarejo de Atins no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem fim a trajetória do rio Preguiças, que deságua então no mar.

Atins, aonde se chega com guias das agências de Barreirinhas, marca o início da chamada praia dos Grandes Lençóis, região que termina a 100 quilometros dali, em Travosa, no outro extremo do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

O pequeno povoado de pescadores recebeu luz elétrica há poucos anos e ainda vive da pesca.

Não há carros nas ruas de areia, e um único telefone público garante a comunicação com o mundo.

Por tudo isso, Atins preserva uma atmosfera mágica, reforçada por sua situação geográfica especial: situada entre o rio e o mar, ao lado das dunas do parque e com uma praia que, dependendo da maré, fica enfeitada por piscinas naturais de água salgada.

A vila tem em seu entorno atrações como o poço das Pedras, que se abre em meio à imensidão de areia num tom único de azul-turquesa, e a lagoa do Mário, em cujas águas esc uras bóiam flores aquáticas brancas. Nos arredores da lagoa, dona Luzia serve, em sua barraca, camarões incomparáveis.

ARTESANATO DE PALHA DE BURITI

Do Buriti – Palmeira que margeia boa parte do rio Preguiças e os lagos da região – tudo se aproveita: da medula se extrai a fécula ; da polpa do fruto são feitos: óleo, sucos, sorvetes e doces; as folhas cobrem moradas, e dos brotos delas, chamados de ” olhos”, além do palmito, se extrai um fio fino, usado na confecção de sacolas, bolsas, chapéus e outras peças de artesanato, que podem ser encontradas em lojas da cidade, em barracas na beira da lagoa Bonita e nas balsas que fazem a travessia do rio Preguiças.

TUTÓIA

Tutóia é um município brasileiro do estado do Maranhão.

Apesar de cercada de belezas naturais, a cidade em si, a 400 quilômetros de Barreirinhas, nada tem de atraente: com estrutura precária de restaurantes e pousadas, costuma ser usada como ponte entre os Lençóis Maranhenses e o delta do rio Parnaíba, no Piauí – que pode ser visto, ao longe, do porto.

O município é base de apoio para quem visita o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e ao Delta do Rio Parnaíba.

Em Tutóia é possível fazer diversos passeios, como visitar os 20 Kms de praias paradisíacas, de mar calmo e dunas de areias brancas, dentre elas a do Arpoador e Namorados, as Lagoas da Taboa, Jacaré, da Areia e Lagoinha, as Ilhas Cajueiro, Coroatá, Melancieiro, Igoronhon, Grande, Pombas, José Correia, Caieira, Papagaio, formando o grande Delta parnaibano, ealém de conhecer o artesanato em palha, couro, coco, chifre, linha e conchas que a região oferece.

No entanto, não há lanchas disponíveis, apenas barcas que fazem a travessia de oito horas, em dias alternados. De carro, a ligação entre Tutóia e Parnaíba se dá pela BR-402, com trechos em mau estado de conservação.

SANTO AMARO DO MARANHÃO

Santo Amaro do Maranhão, a 232 quilômetros de São Luís, ainda é uma cidade pouco frequentada.

Uma das razões para isso é a dificuldade de acesso.

Dos 96 quilômetros que a separam de Barreirinhas, 35 são percorridos em estrada de areia; nos meses de inverno, com as fortes chuvas que caem na região, só se vence a distância em veículos com tração nas quatro rodas – que, mesmo assim, correm o risco de atolar.

Com 10 mil habitantes, o município banhado pelas águas amareladas do rio Alegre é uma porta alternativa para quem quer explorar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Diferentemente de Barreirinhas, situada a uma hora das dunas, Santo Amaro encontra-se encravada nelas.

Chega-se a esta cidade pela MA-402 até a vila de Sangue; a melhor opção, tendo em vista a precariedade da estrada, é seguir em jipe fretado, com guia, a partir de Barreirinhas.

LAGOS

Situada à margem do rio Alegre, Santo Amaro está cercada por lagos, lagoas e rios que cortam a imensidão de areias brancas.

Uma de suas atrações é o lago Santo Amaro, onde deságua parte do Alegre; farto de peixes, ele provê o sustento da maioria dos moradores. Para conhecê-lo, é preciso alugar um barco na vila, que percorrerá as águas rasas do rio, passando por pequenas comunidades.

O cartão postal da cidade é a lagoa da Gaivota, a 6 quilômetros do centro – o que equivale a uma hora de caminhada ou a 30 minutos em veículo com tração nas quatro rodas.

Derramada no meio de dunas muito brancas, a lagoa, de um impressionante azul-turquesa, fica cheia o ano inteiro, especialmente no inverno.

Rasa na beirada, chega a 2,5 metros de profundidade – um convite irresistível ao banho.

Quem seguir subindo e descendo as dunas chegará , em 20 minutos, ao Cajueiro: uma pequena casa cercada por frondosas mangueiras e – naturalmente – árvores de caju, algumas centenárias; ao lado, uma lagoa de águas escuras, de onde o dono da casa tira a refeição do dia.

Um cenário quase irreal, com uma beleza singela. Nas cercanias de Santo Amaro situa-se o poço conhecido como Barreira das Pacas , de acesso não regulamentado pelo Ibama.

QUEIMADA DOS BRITOS

Cem moradores, 5 mil cabras – a criação de caprinos está entre as principais atividades econômicas do lugar -, belas dunas e lagoas.

Assim é Queimada dos Britos, povoado localizado dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Área verde cravada na areia, assemelha-se a um oásis, com casas muito simples cobertas de palha e ainda sem energia elétrica.

O arraial é alcançado após duas horas de jipe com tração ou oito horas de caminhada dificil, pela areia.

Próximo a Queimada dos Britos localiza-se a Baixa Grande, outra exuberante área verde em meio ao areal.

Esta região é beneficiada pela presença do rio Negro, cujo percurso corta de norte a sul todo o Parque Nacional. Em sua nascente situa-se a lagoa Esperança, mais uma bela atração do parque.

OS PRAZERES SIMPLES NA VASTIDÃO DOS LENÇÓIS

É dificil expressar com palavras a dimensão e imponência dos Lençóis Maranhenses.

Para compreendê-las é preciso estar lá – e deixar a alma leve como o vento, assimilando o movimento incessante das areias da praia que adentram o continente para formar as gigantescas dunas.

Na paisagem incomum dos Lençóis Maranhenses, é possível des cobrir prazeres raros: assistir ao pôr-do-sol do rio ou do mar, admirar revoadas de guarás, caminhar por horas em uma praia imensa e deserta, até encontrar uma lagoa de inimaginável tom de azul em meio à vastidão branca – um surpreendente presente da natureza.

Sobretudo, ali se reencontram prazeres simples e perdidos: correr, brincar, nadar, passear em uma canoa com velas improvisadas com sacos plásticos, respirar fundo, ouvir o som do silêncio.

Depois, quando os geradores são desligados – às 22 horas – , deitar sob o céu muito negro, riscado por estrelas cadentes.

As dunas dividem- se em Pequenos e Grandes Lençóis, cortados pelo lento e encantador rio Preguiças, em cujas margens erguem-se povoados minúsculos e rústicos – Vassouras, Caburé, Mandacaru , locais sem nenhuma infra-estrutura, muito diferentes dos destinos turísticos de massa.

Barreirinhas, cidade base para os passeios na região, começa agora a organizar-se; na alta temporada, suas ruas modestas são tomadas por carros e jipes que saem e chegam das dunas levando visitantes sobretudo para as lagoas Azul e do Peixe, de acesso mais fácil.

Quem tiver disposição para andar um pouco mais será recompensado com outras, mais belas e vazias, em uma sensação de permanente descoberta: ao subir uma duna, você nunca sabe o que vai encontrar do outro lado; pode vir um longo espaço bran co, ou outra duna, ou um novo lago de águas transparentes e mornas.

O grande paradoxo é que, nesse cenário de permanente movimento, em que se assiste à dança eterna do vento e da areia, tem um lado de permanência – ele é o mesmo há centenas de anos, e nào existe nenhum sinal que lembre que estamos no século XXI.

Um jogo de ilusões com o tempo e o espaço.

A partir de Barreirinhas, pode-se percorrer o rio Preguiças passando por seus vilarejos. O curso d’água segue serpenteando os morros de areia e inundando manguezais.

Perto da foz fica Caburé, lugarejo situado em uma península de areia. De um lado fica o rio; de outro, o mar. No meio, poucas e rústicas construções, algumas pousadas simples.

E o viajante, entre rio e mar, entre água doce e salgada, recebendo o vento no rosto. Dali se percebe de forma Jútida que os lençóis não são homogêneos.

A leste, as dunas são amareladas, as lagoas mais escuras. De Caburé pode-se tomar uma voadeira para passear na pequena Atins – de onde, após caminhadas, chega-se ao profundo Poço das Pedras, de água verde-esmeralda. Pergunte, em meio aos passeios, pelo camarão da Luzia – e o programa estará completo e inesquecível.

Em um mundo globalizado, em que mesmo os cantos mais remotos contam com hotéis sofisticados de serviços irretocáveis, os Lençóis Maranhenses surgem como uma estranha exceção, um local à parte.

Mas com sua beleza rústica e intocada, com a simplicidade de suas acomodações e a autenticidade de seus moradores, eles se firmam como um dos mais irresistíveis destinos de viagem do Brasil – para quem souber aproveitá-los, são puro luxo.

Guia de Turismo e Viagem dos Lençóis Maranhenses

Guia de Turismo e Viagem de Barreirinhas

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Guia de Turismo e Viagem dos Lençóis Maranhenses
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Guia de Turismo e Viagem dos Lençóis Maranhenses
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As dunas dos Lençóis Maranhenses de quase 50 metros de altura, que se estendem por 100 quilômetros de litoral e 50 continente adentro.

 
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