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Natal - Rio Grande do NorteErguida no alto das dunas, Natal se debruça para seu extenso e belíssimo litoral voltando as costas para o rio Potengi – o antigo rio Grande do Norte, que deu seu nome à capitania, à província e, por fim, ao estado.

A cidade se desenvolveu na margem esquerda do rio, região primitivamente habitada pelos índios potiguares.

Em 25 de dezembro de 1599, os portugueses celebraram uma missa no antigo arraial, chamado desde então de Natal.

O folclorista Luís da Câmara Cascudo cunhou para a capital do estado a expressão “noiva do sol”, um apelido lírico bastante adequado para a cidade luminosa e alegre, ensolarada boa parte do ano, que oferece aos visitantes ampla estrutura hoteleira, concentrada sobretudo na Via Costeira, avenida à beira-mar que liga o centro, na parte alta, à Ponta Negra, que concentra o agito noturno.

Veja o mapa turístico do Rio Grande do Norte

Natal é o ponto de partida para quem quer explorar as famosas dunas de Genipabu, ao norte do rio Potengi, e os magníficos litorais ao sul e ao norte, que podem ser percorridos pelos tradicionais buggies.

mapa Natal RN

FORTE DOS REIS MAGOS

Estrategicamente encravada no ponto em que o Potengi deságua no mar, o Forte dos Reis Magos em formato de estrela de cinco pontas começou a ser construída em taipa, no dia de Reis de 1598 – daí seu nome -, para proteger a cidade das invasões francesas.

Em 1628 a taipa foi substiulída por pedras. Bem conservada, a edificação é alcançada por uma passarela de cerca de 800 metros, estendida sobre o mangue. A vista do forte – a cidade de Natal, o mar e o rio – é inesquecível.

O histórico Marco de Touros, uma pedra de lioz com a cruz e o escudo do rei de Portugal, originalmente fincada na hoje conhecida praia do Marco, em São Miguel do Gostoso, para assinalar a posse da terra pelos portugueses, pode ser visto no armazém das armas.

No antigo alojamento do capitão há uma pequena exposição de objetos encontrados em escavações. No calabouço ficam as três impressionantes salas de tortura – em uma delas, ainda se vê o buraco profundo, que enchia com a subida da maré, onde os presos eram afogados (av. Café Filho, s/n, Praҫa do Forte).

FAROL DE MÃE LUIZA E PARQUE DAS DUNAS

FAROL DE MÃE LUIZA Cento e cinqüenta degraus em uma escada espiral conduzem ao ponto mais alto do Farol de Mãe Luiza, também chamado de Farol de Natal, inaugurado em 1951.

A construção tem 37 metros de altura, mas, por se situar sobre uma duna, fica a 87 metros acima do nível do mar, com alcance de cerca de 39 milhas náuticas (72,7 quilômetros). A vista de 360 graus é uma das mais belas da capital (rua Camaragipe, s/n, Mãe Luiza).

Do farol se vê parte do agradável Parque Estadual Dunas de Natal (ou, simplesmente, Parque das Dunas), primeira unidade de conservação do Rio Grande do Norte, criada em 1977.

Desde 1994, o parque integra a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira, ocupando uma faixa costeira de 1172 hectares arborizados, bem sinalizados e cuidados, sobre uma imensa duna.

Há pista para caminhada, parque infantil, anfiteatro, área para piqueniques e centro de visitantes, onde é possível agendar visita ao viveiro.

Com uma exposição permanente de fotos do parque, o centro conta com biblioteca, banheiro e bebedouros.

São realizadas trilhas guiadas a Perobinha (percurso de 800 metros, ida e volta, de nivel fácil, indicado para crianças), a Peroba (2800 metros, ida e volta, incluindo visita ao mirante da Barreira Roxa) e a Ubaia Doce (4400 metros, ida e volta, de nível difícil, com declives acentuados). Av. Alexandrino de Alencar, s/n, Morro Branco).

NOITE EM PONTA NEGRA

PONTA NEGRACom exceção da Ribeira, os bairros e as áreas centrais de Natal ficam desertos e escuros à noite, em contraste com os bairros litorâneos.

A badalação concentra-se principalmente no calçadão em frente à praia de Ponta Negra, próximo ao morro do Careca, que se encontra interditado para preservar a duna da erosão.

Nesse trecho, lojas, restaurantes e bares com música funcionam até mais tarde, atraindo sobretudo turistas, os “bugueiros” que os acompanham e grupos de jovens natalenses.

Para descansar do burburinho, pode-se caminhar rumo ao lado oposto do morro pelo agradável calçadão de pedras portuguesas, aproveitando a brisa do mar.

CIDADE ALTA

O povoamento de Natal concentrou-se na porção mais elevada do território potiguar, hoje conhecida como Cidade Alta.

A parte baixa recebia a água da chuva que descia da alta até encontrar o rio Potengi. Dessa circunstância surgiu o bairro da Ribeira.

As duas partes reúnem as edificações e as praças mais antigas da cidade, por vezes preteridas pelos turistas ávidos pela exploração intensa das atrações do litoral; não raro construções e marcos históricos abrem e fecham suas portas diariamente recebendo poucos visitantes.

O prédio que abriga o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte chama a atenção no trajeto entre os bairros da Ribeira e Cidade Alta: de estilo neoclássico, conta com um acervo de livros raros, além de uma antiga pia batismal da matriz.

À porta está a Coluna Capitolina, com que Benito Mussolini presenteou Natal pelo acolhimento dado pelos moradores a dois pilotos italianos que ali aterrissaram em 1928 (rua da Conceiҫão 622, Centro).

O passeio deve incluir uma visita ao pequenino Museu Café Filho , com objetos e livros do potiguar que ocupou o cargo de presidente do Brasil entre 1954 e 1955 após o suicídio de Getúlio Vargas.

O museu funciona no sobrado tombado pelo Iphan, erguido entre 1816 e 1820 e conhecido como “véu de noiva” porque seu telhado, pintado de branco, apresenta declive acentuado (rua da Conceiҫão, 601, Centro).

O Teatro Alberto Maranhão, fundado em 1904 pelo governador que lhe deu nome, é o mais importante do Rio Grande do Norte.

Ladrilhos hidráulicos, grandes espelhos de cristal e lustres vistosos recebem o visitante que, em seguida, depara com uma área em que se vêem um pequeno jardim, banquinhos, um café e uma loja de suvenires.

O teatro propriamente dito é bastante agradável, com piso azulado trazido da Bélgica, poltronas de madeira e dois pavimentos de platéia com 642 lugares (praҫa Augusto Severo, s/n, Ribeira).

RIBEIRA

Caminhar pela bela rua Chile, de paralelepípedos, já vale o passeio ao histórico bairro da Ribeira, situado na parte baixa da cidade. De dia, predominam o vaivém portuário e a movimentação dos pesqueiros no rio Potengi.

À noite, as boates atraem o público jovem. Fica na Ribeira a chamada Pedra do Rosário ou Paço da Pátria, na verdade um deck sobre as águas do Potengi onde há uma réplica da imagem de Nossa Senhora que, segundo relato de Câmara Cascudo, teria sido encontrada em um caixote que ali encalhou em 21 de novembro de 1753, dia de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira de Natal.

A santa original está na catedral da cidade.

O deck é o lugar ideal para apreciar o pôr-do-sol em meio aos vários barquinhos ancorados.

Nas redondezas fica o conhecido Canto do Mangue, um pequeno cais aonde os pescadores chegam de madrugada trazendo o peixe fresco para ali fazer negócio.

Nos botecos ao redor, eles tomam cerveja e comem peixe frito acompanhado de tapioca com coco.

CENTRO DE LANÇAMENTO DA BARREIRA DO INFERNO

BARREIRA DO INFERNOUma linda falésia avermelhada de 28 metros de altura, chamada pelos pescadores de barreira do inferno, dá nome ao centro, localizado em uma faixa de terra à beira-mar entre as praias de Ponta Negra, ao norte, e Pium, já no município de Nova Parnamirim.

Criado em 1965, ele opera hoje apenas coletando informações meteorológicas; a base de lançamentos foi transferida para Alcântara, no Maranhão.

Na Barreira do Inferno, podem-se conhecer réplicas dos foguetes e observar de um mirante as duas plataformas de lançamento.

As visitas são sempre agendadas e monitoradas, uma vez que a área pertence ao Exército. É preciso ir de carro, pois são percorridas longas distâncias dentro do complexo. (Rod. RN-063, Parnamirim, km 11.

PERCURSO PELA VIDA E OBRA DE CÂMARA CASCUDO

O folclorista, historiador e etnógrafo Luís da Camara Cascudo (1898- 1986) nasceu na Chácara Tirol, atual bairro Tirol.

Autor de uma obra vasta, em que erudição e humor se combinam para explicar o universo da cultura popular brasileira, o mais ilustre natalense é celebrado em dois espaços: na Casa de Câmara Cascudo, instalada no local onde o estudioso viveu durante quarenta anos, há mensagens de visitantes e amigos ilustres escritas à mão, além de livros e peças de mobiliário – a mesa, a. Escrivaninha e a máquina de escrever protegida por paninho peruano, tal como ele a deixava (av. Camara Cascudo, 377, Ribeira).

No Memorial Câmara Cascudo reúnem-se objetos pessoais, como a bacia de ágata onde ele tomou o primeiro banho, caderninhos de anotações, recortes de jornais e edições e reedições de seus livros, além de charutos, dos quais era consumidor compulsivo.

O segundo andar do memorial é ocupado por sua biblioteca, com mais de 10 mil títulos (praҫa André de Albuquerque, 30, Cidade Alta).

Vale esclarecer: o precário museu de história natural chamado de Museu Câmara Cascudo não tem a ver com o estudioso; apenas usa seu nome.

COMPRAS

O Centro de Turismo possui 38 lojinhas, incluindo lanchonete, distribuídas num prédio histórico cuja construção data do final do século XIX.

No inicio do século seguinte, o lugar abrigou um asilo; foi orfanato para meninas entre 1920 e 1943; funcionou como presídio entre 1945 e 1969.

Nele se vende de tudo: roupas, brinquedos, instrumentos musicais, suvenires, bordados de Caicó, caixas de palha de carnaúba e artigos de sisaI.

A cela de número 2, reservada à Cooperativa de Produtores Artesanais do Rio Grande do Norte destaca-se por oferecer precioso artesanato dos municípios de Goianinha ,Várzea, Espírito Santo, São Gonçalo do Amarantes, Apodi, Santo António e Santa Cruz ((rua Aderbal de Figueiredo, 980, Petrópolis).

Perto dali, no bairro Tirol, fica o Midway Mall, maior shopping da cidade, com boa infra-estrutura de lojas e serviços (av. Bernardo Vieira, 3775).

PRAIAS URBANAS

A extensão de areia da praia de Ponta Negra é generosa, e o mar, relativamente agitado; em alguns pontos se pratica surfe.

Barraquinhas abastecem com água de coco as pessoas que, pela manhã e antes do anoitecer, caminham, correm ou passeiam com carrinhos de bebê pelo calçadão.

Depois de Ponta Negra, há uma sequencia de praias margeadas pela Via Costeíra e seus 13 quilómetros repletos de hotéis (os maiores e mais luxuosos de Natal).

Essas praias, de mar mais agitado, são muito frequientadas pelos turistas que se revezam entre os banhos de mar e os da piscina dos hotéis com fundos que dão para a praia. A primeira delas é Barreira d’ Água, seguida de Areia Preta (paralela ao Parque das Dunas).

No fim da Via Costeira, surge a praia dos Artistas, onde, à tarde, se vêem grupos de jovens surfistas; hoje menos turística do que Ponta Negra, é mais procurada pelos moradores de Natal.

Depois, vêm as praias do Meio e do Forte, ambas de frente a uma extensão de mar calmo e raso, protegido por recifes. Um trecho próximo à praia do Forte, que já recebe as águas do rio Potengi, tem quadras esportivas. Essa praia proporciona uma bela vista para o Forte dos Reis Magos.

PASSEIO DE BUGGY PELAS DUNAS

Passeios de buggy sobre as dunas são agradáveis e emocionantes (“com emoção”, como dizem os bugueiros), mas não estão livres de acidentes. Por isso, o motorista escolhido deve ser credenciado na Setur, Secretaria de Turismo de Natal.

A credencial do bugueiro (um adesivo) tem de ficar à vista no veículo, cuja placa deve ser vermelha.

Além disso, é necessário que o motorista apresente uma carteirinha, também com o número da credencial.

Em geral, bons hotéis dispõem de agências ou bugueiros autônomos para indicar.

Quanto aos passeios, existem diferentes opções e preços.

O mais comum é o roteiro que sai de Natal, passa pelas dunas de Genipabu e pelas lagoas de Pitangui e segue até as dunas douradas de Jacumã. Há outros passeios que podem ter como destino final Cabo de São Roque, Touros, ou Galinhos; ou ainda os que percorrem o trecho de Natal a Pipa.

O mais radical deles é o que vai de Natal a Fortaleza (só ida), em quatro dias de viagem, com paradas para dormir. Uma dica: é bom combinar com antecedência os lugares onde serão feitas as paradas para as refeições, a fim de fugir dos estabelecimentos que comissionam os bugueiros.

Para quem vai ao litoral norte, sugere-se o mercado da Redinha: vale provar, em um de seus treze boxes, a clássica tapioca com ginga, um peixe miúdo que precisa ser arrastado com rede de malha bem fina – ou ” redinha “, nome do bairro.

GENIPABU: DUNAS, LAGOAS E MAR

Do outro lado do rio Potengi, já no município de Estremoz, está Genipabu, famosa por suas dunas (acesso pela RN-302 e a RN-304 ou pela balsa, com trajeto de 20 minutos desde Natal, no lugar conhecido como rampa, até o desembarque, no bairro de Redinha).

A lagoa de Genipabu é escura e faz belo contraste com a paisagem de dunas. Infelizmente, é imprópria para banho. As várias lagoas da região são pedacinhos de mar que, de alguma forma, ficaram represados em meio às dunas.

A semelhança entre as dunas de Genipabu e o deserto do Saara deu ao casal Cleide e Philippe a idéia de trazer dromedários para o Brasil. Os catorze bichos acabaram se tornando cartão-postal de Genipabu e podem ser vistos no Dromedunas (praia de Genipabu).

Embora seja uma área estadual de proteção ambiental, a praia de Genipabu está repleta de casas de ve raneio, bares e buggies.

Uma sugestão é ir ao descontraído Bar 21, instalado em um deck de madeira bem no meio das dunas. Mais distante, após cruzar de balsa um pequeno rio, chega-se à praia de Graçandu, bastante calma, pela qual se tem acesso às dunas de Pitangui e, entre elas, à lagoa de Pitangui, um espelho-d’água grande e amarronzado.

À beira da lagoa há cadeiras e mesas do Bar da Lagoa, que funciona ao lado, onde se pode tomar cerveja.

Na sequencia vêm as dunas Douradas ou Marrocos brasileiros, com paisagem de muita areia e trechos com vegetação de baixo porte. Finalmente, surgem as dunas de Jacumã e a lagoa de Jacumã.

Esta, situada na parte baixa da duna, pode ser alcançada por meio de um mecanismo de descida composto por dezoito cabos de cordas com roldanas que prendem uma espécie de cadeirinha de pano.

Um carrinho sobre um trilho, puxado por uma corda, ajuda a subir de volta, em escalada.

CABO DE SÃO ROQUE

É o ponto do território brasileiro mais próximo da África depois da Ponta do Seixas, na Paraíba.

Distante 50 quilômetros de Natal, após a praia de Barra de Maxaranguape, a porção de continente que avança mar adentro, chamada de “esquina do Brasil”, tem em sua paisagem 6 quilômetros de dunas, coqueirais, rochas e falésias.

Ali ficam o Farol de São Roque e a “árvore do amor” – na verdade, duas gameleiras encravadas no topo de uma duna, cujos galhos se entrelaçam formando a imagem de dois corações. A praia, cheia de pedras, não é boa para banho.

Assim como todo o litoral norte, Cabo de São Roque pode ser visitado de buggy ou veículo com tração nas quatro rodas, a partir de Genipabu.

MARACAJAÚ

MARACAJAÚO principal atrativo de Maracajaú, vila de pescadores 60 quilômetros ao norte de Natal, é sua preciosa extensão de corais – chamados de “parrachos” – que ocupa uma área de 13 por 2,5 quilômetros distante cerca de 7 quilômetros da areia da praia.

Os barcos chegam aos parrachos na maré baixa, quando a profundidade varia entre 1 e 3 metros, permitindo boa visibilidade para quem mergulha na água morna e cristalina apenas com nadadeira, máscara e snorkel.

Podem ser vistos cardumes de peixes, arraias e, com sorte, lagostas e camarões. Na praia de Maracajaú, repleta de dunas, coqueirais e lagoas, o mar é de águas calmas. Os restaurantes se agrupam diante do Farol Teresa Pança.

Os passeios a Maracajaú podem ser feitos a partir de Natal (há agências que oferecem “pacotes” de um dia).

A condição das estradas no período de chuvas, de junho a agosto, é ruim, com sinalização precária; por isso, a contratação de um guia é recomendável.

Outra possibilidade é ir de buggy pela areia das praias, aproveitando o sol, porém é preciso checar antes a tábua das marés.

Guia de Turismo e Viagem de Natal no Rio Grande do Norte

 
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