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Maceió em AlagoasQuem chega a cidade de Maceió se impressiona de imediato com a beleza desconcertante das aguas que a cercam – do mar verdissimo e da lagoa Mundaú.

As praias e os passeios são os principais atrativos turísticos da cidade.

Fazer um passeio de jangada até as piscinas naturais de Pajuçara é obrigatório, bem como curtir o visual da Ponta Verde, com coqueiros para nenhum amante da natureza botar defeito.

Jatiúca, com ondas mais fortes, é ideal para quem prefere mar mais agitado e para comer uma deliciosa tapioca.

Praia de Jatiúca

Praia de Jatiúca

Maceió ainda tem um jeitinho de cidade do interior e ritmo menos acelerado do que outras capitais brasileiras, e esse é um de seus grandes charmes.

Ainda que seja relativamente pequena, os turistas que a visitam contam com restaurantes de qualidade, boa rede hoteleira e entretenimento.

video

Muito apropriadamente, os índios chamavam esse pedaҫo de terra de “maҫayó” ou “maҫaio-k”, que em tupi significa algo como “o que cobre o alagadiҫo”.

A palavra daria origem ao no me desta antiga sesmaria, alҫada a condiҫão de vila no ano de 1815 e promovida em 1839 a capital de Alagoas.

Entre suas praias cinematográficas, inundam a memória para sempre a de Pajuҫara, famosa pelas piscinas naturais, e a do Frances, no município de Marechal Deodoro, que tem aguas calmas de um !ado e ondas proprias para surfe do outro.

Maceió pode servir de base para passeios de um dia a cidades como Barra de São Miguel (a 40 quilometros), Maragogi (130 quilometros) e Penedo (160 quilometros), roteiros obrigatórios do turismo alagoano.

mapa Maceió Alagoas

PRAIAS URBANAS DE MACEIÓ

Ponta Verde - Maceió

Ponta Verde

Entre as praias urbanas da capital, a mais conhecida e Pajuҫara, a 2 quilometros do centro.

Suas aguas, protegidas por arrecifes, são calmas e seguras mesmo para crianҫas; estruturada, tem pista de cooper, ciclovia e chuveiros.

Daqui partem as jangadas para os passeios nas piscinas naturais da regiao, feitos na maré baixa.

A 4 quilometros do centro fica a agitada Ponta Verde, uma ponta de terra que invade o mar, toda coberta de coqueirais.

Pajuçara

Praia de Pajuçara

A praia, de aguas claras e areias limpas, tem chuveiros. Jatiúca, a 6 quilometros, com pista de cooper, ciclovia e barracas com chuveiros, e o local preferido para campeonatos de surfe.

E nessa praia que fica o Lampião, bar famoso por suas noitadas de forró. Também procurada pelos surfistas, Cruz das Almas, a 8 quilometros do centro, tem ondas fortes e recifes submersos.

FEIRINHA DE ARTESANATO DE PAJUÇARA

Jangadas nos corais do mar de Maceió

Jangadas nos corais do mar de Maceió

A tradicional feira realizava-se a céu aberto ate 2002, quando foi coberta. Transformou-se assim numa espécie de mercado, com cerca de duzentos boxes que vendem peҫas de diversas modalidades de artesanato.

Situada próxima do local de onde partem as jangadas para as piscinas naturais, a feira fica mais movimentada no fim de tarde, quando ha apresentaҫões de grupos de forró. Av. Dr. Antonio Gouveia, s/n, Praia de Pajucara.

PASSEIO DE ESCUNA PELAS NOVE ILHA DE MACEIÓ

O mais conhecido passeio de barco de Maceió passa por nove das 32 ilhas das lagoas de Mundaú e Manguaba.

Com duraҫão aproximada de duas horas, o passeio sai do Pontal da Barra e vale sobretudo pelo deslumbramento que é o encontro da agua das lagoas com a do mar.

Porto de Maceió

Porto de Maceió

Durante o trajeto, os guias costumam contar detalhes curiosos sobre cada ilha; a do Fogo, por exemplo, teria esse nome pelo fato de que la funcionava uma fábrica de cachaya, cujos trabalhadores não perdiam a chance de prová-la – em pleno expediente.

Varios barcos fazem o passeio, que sai do Pontal da Barra todos os dias, às 9h30 e às 15h30.

PASSEIO DE CATAMARÃ POR PARIPUEIRA

A mais longa barreira de corais do país sai da praia de Paripueira, a 32 quilometros de Maceió, e estende-se até Porto de Galinhas, em Pernambuco.

praia de Paripueira

praia de Paripueira

Quando a maré está baixa, e possivel avanҫar pelo mar cerca de 1 quilometro, com a agua pelos joelhos.

O passeio de catamarã dura cerca de duas horas, incluindo a parada para mergulho.

No programa, o turista e acompanhado por biologos.

Os ingressos são comprados no restaurante Mar e Cia., mas é importante confirmar o horário das saidas, que dependem da tábua das marés.

BAIRRO JARAGUÁ EM MACEIÓ 

Durante séculos, o Jaraguá foi a região mais importante da cidade.

Próximo do centro e de Pujuҫara, o bairro comeҫou a se formar no seculo XVI, pois lá paravam os navios que seriam carregados de pau-brasil.

O crescimento do comercio de aҫucar também contribuiu para a sua expansão. Na segunda metade dde 1800, já se viam sobrados imponentes e grandes lojas, sobretudo de tecidos e de sapatos.

A queda nos negócios trouxe a degradaҫão, e o Jaraguá se transformou em zona de meretrício. Desde 1995, um projeto bem organizado vem revertendo a situaҫão.

Tombado pelo patrimonio histórico, o bairro voltou a atrair a atenҫão dos turistas. Atravessá-lo e revisitar um passado de brilho, visivel nos antigos casarões e armazens hoje transformados em barzinhos e casas de espetáculos que movimentam a vida noturna da região.

Um dos cartões postais do Jaraguá é o prédio da Associaҫão Comercial de Alagoas, de 1926. Com projeto de José Paulino de Albuquerque Lins, tem linhas neoclassicas, como as do Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa).

Construído em 1869 a partir de projeto do engenheiro ingles Carlos Mornay, abrigou a Alfandega municipal; hoje, há no Misa um salão de exposiҫões no primeiro andar e um auditório no segundo, animado por uma programaҫão regular de shows.

No mesmo bairro fica o Museu Théo Brandão.

MUSEU THÉO BRANDÃO

MUSEU THÉO BRANDÃO em Maceió

MUSEU THÉO BRANDÃO

O acervo deste museu voltado à cultura popular, doado a Universidade Federal de Alagoas pelo médico e folclorista Théo Brandão (1907-81), e composto por objetos representativos da cultura nordestina e peҫas provenientes de outras regiões do Brasil e de paises como Portugal, Espanha e México.

Do artesanato local, destacam-se as moringas antropomorfas de Júlio Rufino e as ceramicas dos mestres Vitalino e No Caboclo.

Distribuido em salas temáticas, o museu reúne ainda indumentária, brinquedos, ex-votos, matrizes de xilogravura e exemplares da farmacologia primitiva , entre outros materiais.

No local há um auditório em que se realizam shows de grupos folcloricos todas as quintas-feiras as 19 horas, além de biblioteca, loja e café. Av. Da Paz, 1490, jaraguá.

MUSEU DE ARTES PIERRE CHALITA

MUSEU DE ARTES PIERRE CHALITA em MaceióO múseu guarda mais de 3 mil peҫas, entre pinturas, prataria e mobiliário do periodo entre os séculos XVIII e XX.

No sotão estão quadros de pintores brasileiros modernos, como Tarsila do Amaral; no térreo, ficam os objetos barrocos e, no primeiro andar, obras do pintor que dá nome a instituiҫão.

A coleção do museu é constituída por parte das 2270 obras pertencentes à Fundação Pierre Chalita.

Abrange pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, objetos decorativos e um núcleo substancial de arte sacra, originários do Brasil e de outros países, datados entre os séculos XVII e XX. Praҫa Marechal Floriano Peixoto, 44, Centro.

TEATRO DEODORO

É o centro da cuTEATRO DEODORO em Maceióltura alagoana desde a inauguraҫão, em 1910.

Recebeu o nome de um dos mais ilustres filhos do estado – o marechal que em 1889 proclamou a republica brasileira, Deodoro da Fonseca.

Tem poltronas de veludo e cobertura de bronze. Em sua programaҫão regular constam peҫas e shows de música. Praҫa Marechal Deodoro, s/n, Centro.

MULHERES RENDEIRAS E OUTROS ARTISTAS

O Mercado de Artesanato da Pajuҫara revela o vigor da produҫão dos artistas populares de Maceió (rua Melo Morais, 617, Levada).

No chamado Nucleo Artesanal do Pontal da Barra existem mais de 250 lojas e atelies, que deram ao bairro notoriedade.

Chama a atenҫã o trabalho das mulheres rendeiras, com destaque para a delicada renda filé, tipica de AJagoas, em que linhas finas e coloridas – segundo a lenda, inspiradas nas tramas das redes dos pescadores – transformam-se em vestidos, blusas, toalhas e capas.

As lojas vendem, ainda, bordados em ponto de cruz e redende. O Pavilhão do Artesanato lembra um shopping center, com cerea de 150 lojas de arte popular, praҫa de alimentaҫão, cabeleireiro e cibercafé.

No local há artigos oriundos de outros estados do Nordeste, como xilogravuras do mestre pernambucano J. Borges, e vários tipos de artesanato alagoano – como os trabalhos em palha de ouricuri, feitos na cidade de Coruripe (av. Antonio Gouveia, 1447, Ponta Verde).

Se voce pretende ir a um só lugar, a melhor opҫão é o Armazem do Sebrae, no Jaraguá, onde se encontram rendas e bordados, esculturas, tapetes e colchas (av. da Paz, 878).

ZUMBI DOS PALMARES

Um dos capítulos mais importantes da história do Brasil passa por Alagoas. O estado foi o cenário da maior resistencia negra a escravatura, a União dos Palmares, confederaҫão de quilombos liderada por Zumbi.

Descendente de angolanos, o guerreiro nasceu em Palmares, a cerca de 70 quilometros de Maceió, no ano de 1655.

Criado pelo padre Antonio Melo, que o batizou com o nome de Francisco, aprendeu latim e foi coroinha . Aos quinze anos, fugiu da companhia de seu protetor e adotou o nome de Zumbi – provavelmente do idioma africano banto.

De volta a Palmares, Zumbi integrou a comunidade que mais tarde chegou a abrigar cerca de 30 mil habitantes. Eram, em realidade, varios quilombos reunidos, cujos moradores buscavam recuperar elementos da cultura africana e viviam da criaҫão de pequenos animais e da agricultura.

A noticia de que escravos fugidos viviam em liberdade fez os donos das fazendas próximas, com o auxilio da Coroa, enviarem tropas a Palmares; durante decadas, elas foram seguidamente derrotadas pelo exercito de quilombolas.

Em 1694,durante o ataque das forҫas comandadas por Domingos Jorge Velho, o lider negro foi ferido e a comunidade de Palmares, destruída; um ano depois, Zumbi estava de volta, à frente dos quilombolas.

Entregue por um de seus comandanres já capturado, foi morto na serra Dois Irmãos, em Viҫosa, a 20 de novembro de 1695, data que foi escolhida para celebrar O Dia da Consciencia Negra.

Sua cabeҫa foi exposta em praҫa publica em Recife, para servir de exemplo aqueles que pretendessem desafiar a Coroa portuguesa.

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