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Parque Nacional das Sete Cidades PiauíO Parque Nacional de Sete Cidades, em Piracuruca a cerca de 200 quilômetros de Teresinano no Piauí, abriga cerca de 500 pinturas rupestres em um dos grandes paredões rochosos, que datam de 6 a 10 mil anos e estão conservadas.

O Parque Nacional de Sete Cidades no Piauí, criado em 1961 e com mais de 6 mil hectares, abriga uma extraordinária riqueza, que são formações rochosas, arte rupestre, fauna e flora.

Em 6221 hectares de extensão do Parque Nacional de Sete Cidades, perfilam-se impressionantes monumentos geológicos e um raro patrimonio arqueológico, em meio à fauna e à flora da área de transição entre o cerrado e a caatinga, às 22 nascentes e aos muitos pequenos cursos de água.

Os primeiros documentos sobre a região datam de 1886, quando o cearense Jácome Avelino relatou que “em uma grande planicie, acha-se o lugar denominado Sete Cidades, que os moradores adjacentes têm por encantado, e dele contam muitas versões que não passam de superstições”. Até hoje, várias são as histórias sobre Sete Cidades.

Arte Rupreste

Arte Rupreste

O que é certo, no entanto, é que o lugar se constitui de rochas de arenito esculpidas pela ação do tempo e das intempéries, e divididas em se te grupos – ou “cidades”.

A paisagem geral pode ser apreciada do mirante da Segunda Cidade: ali, para deslumbramento do viajante, divisam-se formas semelhantes a telhados, chaminés, castelos, fortalezas, casas, assim com figuras de animais e de pessoas, especialmente misteriosas ao entardecer, quando as rochas refletem tons dourados em jogos de luz e sombras.

Além de assumirem formas impressionantes, as rochas preservam inscrições rupestres que têm entre 5 e 10 mil anos: misturando tons de vermelho e amarelo, elas representam símbolos geométricos e animais.

Veja o mapa do Piauí

Da fauna do lugar fazem parte o veado-mateiro, a paca, o tamanduá-mirim, a iguana, o mocó, o tatu-verdadeiro, a cutia, o cachorro-do-mato, e mais de cem espécies de pássaros.

A vegetação, verdejante entre os meses de janeiro a julho, fica amarela durante a seca, de agosto a novembro.

Árvores de grande porte, como o pequi, o bacuri, o jatobá, o pau-d’arco, o angelim, a sambaíba e o c;uuí, são vistas com facilidade. Nas áreas secas, há espécies típicas da caatinga, como o juazeiro, a jurema, a aroeira e os cactos; perto das nascentes, crescem palmeiras como o tucum, a carnaúba e o buriti.

Parque Nacional de Sete Cidades

É possível conhecer todo o parque de carro, atravessando seus 12 quilômetros de extensão num período de três horas, incluídas as pausas para pequenas trilhas.

Porém, percorrer Sete Cidades a pé, em roteiros de três ou seis horas, pode se revelar uma bela aventura. Há também outra opção: alugar, no próprio parque, uma bicicleta.

Para todas as alternativas, a dica é aproveitar as primeiras horas do dia, quando o sol ainda não esquentou.
Chapéu, roupas confortáveis, tênis e protetor solar são itens importantes, assim como lanches e água.

É obrigatório o acompanhamento de guias credenciados pelo Ibama.

A partir de Teresina, o acesso ao Parque Nacional de Sete Cidades é pela BR-343, seguindo pela BR-222 até a PI-111 , que leva à portaria sul.

Quem vem de Parnaíba pode chegar ao parque pela portaria norte, passando pela cidade de Piracuruca (acesso pela BR-343), a 140 quilômetros de Parnaíba. Em ambos os caminhos, deve-se prestar atenção aos animais na pista.

A melhor forma de visitar o morro – percorrido pela Coluna Prestes – é acompanhado por guias locais.

PRIMEIRA CIDADE: Aqui se localiza a cachoeira do Riachão,com 21 metros de queda. As rochas lembram canhões retorcidos.

SEGUNDA CIDADE: Mais rica em inscrições rupestres. Nela ficam a rocha chamada Arco do Triunfo (ou do Desejo), de 18 metros de altura, e um mirante de 45 metros de altura.

TERCEIRA CIDADE: Estão aqui o Mapa do Brasil, a Cabeça de Dom Pedro I e o acesso à trilha do Furo Solsticial, onde a incidência do sol de inverno (junho) provoca um efeito especial.

QUARTA CIDADE: Entre as rochas, destacam-se a que lembra dois lagartos se beijando e a que se assemelha ao mapa do Brasil.

QUINTA CIDADE: Rica em inscrições rupestres e em monumentos rochosos, agrupa, entre outras formações, a furna do índio e as pedras do Camelo e do Imperador.

SEXTA CIDADE: A maior atração são os polígonos perfeitos que formam a pedra da Tartaruga; nela também se encontram a pedra do Cachorro e a do Elefante com seu filhote.

SÉTIMA CIDADE: Local em que as inscrições rupestres são mais nítidas, a maior parte delas na cor vermelha. Entre as formações impressionantes, sobressaem o Casario e a gruta do Pajé.

PEDRO II – A CIDADE DAS OPALAS

Casas antigas, coloridas e bem preservadas, ruas calmas e arborizadas e um clima fresquinho de montanha. Pedro II, encravada no alto da serra dos Matões, a cerca de 600 metros de altitude, a 50 quilometros de Piripiri (pela BR-343), tem tudo isso e ainda mais: ela concentra em seus arredores as únicas minas de opala da América do Sul.

Transparente ou opaca, a opala é uma pedra rara que, quando exposta à luz do sol, reflete as cores do arcoíris. Em todos os cantos da cidade há lojas que vendem a gema. Entre as melhores está a Opalas Pedro II (av. Cel. Cordeiro, 672, Centro).

Além da mineração, Pedro II destaca-se como grande produtora de redes de dormir. Todo o processo de confecção – do tear manual aos bordados e costuras – pode ser acompanhado de perto na Oficina do Artesanato (pҫa Domingos Mourão Filho, 329, Centro).

Mas ainda existem outros atrativos, como o Festival de Inverno, durante o mês de junho, no feriado de Corpus Christi, com shows de jazz e blues, e o morro do Gritador, de cujo mirante a 720 metros de altura se avistam a própria Pedro II e sua vizinha Piracuru.

Guia de Turismo e Viagem do Parque Nacional de Sete Cidades

 
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