Obras que mostram os principais momentos da História do Brasil

Desde a chegada dos colonizadores portugueses em 1500, até a independencia do Brasil, muitos fatos importantes marcaram a história do Brasil.

Os acontecimentos históricos foram registrados pelas obras de arte dos pintores Oscar Pereira da Silva, Victor Meirelles, Jean-Baptiste Debret, Manuel José de Araújo e Pedro Américo.

Principais fatos históricos que marcaram a História do Brasil

1. Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500

Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500 - Oscar Pereira da Silva
Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500 – Oscar Pereira da Silva

Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500 (por vezes citada como Descoberta do Brasil) é uma pintura a óleo sobre tela do artista brasileiro Oscar Pereira da Silva.

Pintor Oscar Pereira da Silva
Pintor Oscar Pereira da Silva

A tela, que foi finalizada no ano de 1900, retrata o primeiro desembarque dos navios de Pedro Álvares Cabral em terras brasileiras, no que viria a ser hoje o território de Porto Seguro, no estado da Bahia.

Pertencente ao gênero de pintura histórica, que combina retrato, natureza-morta e paisagem para representar um determinado acontecimento de relevância histórica, a obra foi recebida com grande prestígio da sociedade e da imprensa da época, sendo definitiva para o estabelecimento de Oscar Pereira da Silva como um pintor de destaque no cenário artístico nacional do começo do século XX.

A pintura de Pereira da Silva é uma das imagens mais referenciadas quanto ao momento da chegada das caravanas de Pedro Álvares Cabral no Brasil, sendo a representação mais difundida entre livros didáticos e outras publicações acadêmicas.

2. Primeira Missa no Brasil 

Primeira das grandes composições de Victor Meirelles, a Primeira Missa no Brasil permanece como a mais afamada e significativa obra em toda a sua produção.

Primeira Missa no Brasil (Victor Meirelles)
Primeira Missa no Brasil (Victor Meirelles)

Pintada em Paris entre 1858 e 1861, durante sua segunda temporada de estudos como bolsista da Academia Imperial, tem a dimensão de 2,70 x 3,57 metros excluindo a moldura.

Victor Meirelles na década de 1860
Victor Meirelles na década de 1860

A obra lhe valeu o reconhecimento no prestigiado Salão de Paris de 1861 e a consagração em sua terra, sendo condecorado como cavaleiro da Ordem da Rosa por D. Pedro II.

A obra é um resultado direto do programa nacionalista, educativo e civilizatório de D. Pedro II, que entre outros objetivos visava através das artes plásticas reconstruir visualmente momentos marcantes da história brasileira, servindo para a cristalização de uma identidade nacional e como um cartão de visitas para afirmar o Brasil entre as nações progressistas do mundo.

Para sua realização teve constante aconselhamento de Araújo Porto-Alegre, diretor da Academia Imperial, bem como de Ferdinand Denis, diretor da Biblioteca de Sainte-Geneviève de Paris, onde pesquisou a iconografia referente aos indígenas, além de provavelmente inspirar-se para a cena central na Première messe en Kabyli (1853) do pintor francês Horace Vernet, e na Une messe au Louvre pendant la Terreur (1847), de Marius Granet.

A pintura ilustra um acontecimento que teria ocorrido em 26 de abril de 1500, quando Pedro Álvares Cabral mandou rezar uma missa para marcar simbolicamente a tomada de posse da Terra de Vera Cruz para a Coroa Portuguesa e a implantação da fé católica.

3. Partida de Estácio de Sá para fundar a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro em 1565

Partida da esquadra de Estácio de Sá de Bertioga para a fundação da cidade do Rio de Janeiro.
Partida da esquadra de Estácio de Sá de Bertioga para a fundação da cidade do Rio de Janeiro – Benedito Calixto

Partida de Estácio de Sá, de Bertioga, na capitania de São Vicente, rumo à Baía de Guanabara para fundar a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Na areia, ajoelhado, Anchieta recebe as bênçãos de Manuel da Nóbrega. Óleo sobre tela de Benedito Calixto (1853 –1927). 

4. Fundação do Rio de Janeiro em 1565

“Fundação do Rio de Janeiro”, Mem de Sá entrega as chaves da cidade ao alcaide. Obra de Antonio Firmino Monteiro.
“Fundação do Rio de Janeiro”, Mem de Sá entrega as chaves da cidade ao alcaide. Obra de Antonio Firmino Monteiro.

“Fundação do Rio de Janeiro”, Mem de Sá entrega as chaves da cidade ao alcaide. Obra de Antonio Firmino Monteiro.

5. Ataque de Salvador

Ataque de Salvador, tela do pintor flamengo Andries van Eertvelt, cerca de 1624
Ataque de Salvador, tela do pintor flamengo Andries van Eertvelt, cerca de 1624

Ataque de Salvador, tela do pintor flamengo Andries van Eertvelt, cerca de 1624 (provavelmente com base em gravura de Claes Jansz Visscher, também autor da gravura abaixo com Diogo Furtado), acervo do National Maritime Museum, Greenwich. Retrata a batalha naval na Baía de Todos os Santos para a tomada da Cidade. O navio do holandês Piet Hein está embaixo, à direita.

6. Castigo de Escravo

Castigo de Escravo - Jean-Baptiste Debret
Castigo de Escravo – Jean-Baptiste Debret

As obra de Jean-Baptiste Debret é considerada grande contribuição para o Brasil, e é frequentemente analisada por

pintor Jean-Baptiste Debret
pintor Jean-Baptiste Debret

historiadores como uma representação do cotidiano e sociedade do Brasil – em especial, da vida no Rio de Janeiro – de meados do século XIX.

Jean-Baptiste Debret integrou a Missão Artística Francesa (1817), que fundou, no Rio de Janeiro, uma academia de Artes e Ofícios, mais tarde Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionou.

De volta à França (1831) publicou Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1834-1839), documentando aspectos da natureza, do homem e da sociedade brasileira no início do século XIX.

7. A Coroação de Dom Pedro II

A Coroação de Dom Pedro II - pintor Manuel José de Araújo
A Coroação de Dom Pedro II – pintor Manuel José de Araújo
pintor Manuel José de Araújo
pintor Manuel José de Araújo

O quadro A Coroação de D. Pedro II é um óleo sobre tela datado dos anos 1845 e 1846, que mede aproximadamente 80 x 110 cm.

Atualmente, a obra se encontra no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro.

A obra foi pintada pelo escritor romantista, político, jornalista, caricaturista, arquiteto, professor e diplomata brasileiro Manuel José de Araújo Porto-Alegre, primeiro e único barão de Santo Ângelo (Rio Pardo, 29 de novembro de 1806 — Lisboa, 30 de dezembro de 1879).

8. O Grito do Ipiranga

O Grito do Ipiranga - pintor Pedro Américo
O Grito do Ipiranga – pintor Pedro Américo

 “O Grito do Ipiranga”, também conhecido como “Independência ou Morte”, é a pintura mais conhecida sobre o momento da proclamação da separação do Brasil de Portugal.

pintor Pedro Américo
pintor Pedro Américo

O quadro foi encomendado em 1886 pela Comissão do Monumento do Ipiranga ao pintor Pedro Américo, artista que também foi responsável por outras importantes pinturas históricas como “A Batalha do Avahy” e “Tiradentes esquartejado”.

O pintor realizou uma minuciosa pesquisa histórica sobre o movimento da independência, bem como trajes da época e pinturas sobre fatos históricos realizados por outros artistas.

A tela foi a principal obra a ser exposta na inauguração do Museu Paulista em 7 de setembro de 1895, sendo o elemento central do salão nobre do edifício.

9. O imperador D. Pedro II, sua esposa Teresa Cristina e suas filhas, princesas Isabel e Leopoldina

O imperador D. Pedro II, sua esposa Teresa Cristina e suas filhas, princesas Isabel e Leopoldina, em retrato pintado por François-René Moreaux em 1857, no Rio de Janeiro.
O imperador D. Pedro II, sua esposa Teresa Cristina e suas filhas, princesas Isabel e Leopoldina, em retrato pintado por François-René Moreaux em 1857, no Rio de Janeiro.

O pintor François-René Moreaux ainda em França estudou com Couvelet e com o Barão de Gross. A partir de 1838 viajou pelo Brasil, depois fixando-se no Rio de Janeiro.

Deu aulas em seu ateliê e atuou como caricaturista. Em 1856, junto com outros, fundou o Liceu de Artes e Ofícios, que também dirigiu e onde foi professor de desenho. No ano seguinte, com Heaton e Regensburg, fundou a Galeria Contemporânea Brasileira.

Dedicou-se especialmente ao retrato, mas cultivou também a pintura histórica. Pelo quadro A Sagração de Dom Pedro II recebeu o hábito da Ordem de Cristo. Expôs nos salões da Academia até 1850, voltando a aparecer em 1859. Deixou retratos de diversas personalidades da época. 

10. A Proclamação da Independência de François-René Moreaux 

A Proclamação da Independência de François-René Moreaux
A Proclamação da Independência de François-René Moreaux

Detalhe de quadro a óleo sobre a Independência do Brasil, de François-René Moreaux, um pintor francês então residente no Rio, que hoje é conservado no Museu Imperial de Petrópolis/RJ.

Foi executado em 1844, a pedido do Senado imperial. Este quadro é anterior ao de Pedro Américo e pode ter lhe servido de inspiração. 

A Independência do Brasil é um marco histórico de extrema importância para o país. Em 7 de setembro de 1822, o Brasil proclamou sua independência de Portugal, encerrando séculos de domínio colonial.

Esse evento emblemático não apenas definiu a trajetória política e social do Brasil, mas também moldou a identidade nacional e estabeleceu os alicerces para a construção de uma nação soberana.