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São Luís do MaranhãoSaint Louis foi o primeiro nome de São Luís, cidade que fica na parte ocidental da ilha homônima, já dá as pistas de sua origem.

Em 1612, ano da invasão francesa, os nobres Daniel de La Touche, senhor de La Ravardière, e François de Rasilly, senhor de Rasilly e Aunelles, aportaram por aqui e batizaram o local homenageando o rei Luís XIII.

O domínio francês sobre São Luís durou pouco: em 1615, ela já estava de novo em mãos portuguesas.

A partir de então, a capital maranhense iria se tornar cada vez mais lusitana – influência visível em vários aspectos, do traçado original, de autoria do engenheiro Francisco Frias de Mesquita (1578-1645), até as fachadas revestidas de azulejos dos edificios do centro histórico.

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Cortada por rios e com o mar a envolvê-la, São Luís passou por um longo e bem-sucedido plano de recuperação, o projeto governamental Reviver.

A inauguração da ponte José Sarney, em 1970, contribuiu para a revitalização urbana, ao integrar ao centro a parte nova da cidade, onde há edificios modernos e hotéis luxuosos.

Passear por São Luís é transitar entre esses dois lados, entre o passado e o presente – o trajeto é dificultado, contudo, pela sinalização deficiente e pelo trânsito intenso e confuso, mas ainda assim fascinante.

Chega-se a São Luís, que está a 463 quilômetros de Teresina, pela DR-135.

mapa São Luís do Maranhão

O LADO NOVO DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO

Estendida sobre o rio Anil, a ponte José Sarney é o marco do início da expansão da “Nova São Luís”.

Sem as atrações do centro histórico, essa parte da cidade destaca-se pela alta concentração de arranha-céus, de hotéis luxuosos, de bons restaurantes e de movimentados shopping centers.

São Luís Do Maranhão

São Luís Do Maranhão

Depois da José Sarney foram construídas outras três pontes que hoje ligam a parte mais antiga da capital aos bairros modernos – Ponta d’Areia, São Francisco e Renascença, entre outros – , onde vive a elite de São Luís.

As praias urbanas não chegam a chamar a atenção: as águas são escuras e as marés, altas. Aínda assim, Ponta d’Areia, São Marcos, Calhau – com seu belo pôr-do-sol-, Caolho, Olho d’Água, do Meio e Araçaji são charmosas e têm boas atrações.

Nos quiosques que pontuam a orla, saboreiam-se deliciosos peixes frescos e caranguejos.

Experimente a caranguejada da Base da Lenoca (“base” é o nome pelo qual são chamados, no Maranhão, os restaurantes de comidas típicas): oito crustáceos cozidos no bafo, com tempero especial puxado no molho vinagrete e acompanhados por arroz com torresminho, baião-de-dois e pirão.

mapa centro de São Luís do Maranhão

O LADO ANTIGO DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO

Reconhecido como um dos maiores acervos de tradição urbanística e arquitetônica portuguesa do Brasil, o centro histórico de São Luís é mais que um museu a céu aberto: é um patrimônio vivo, onde pessoas vivem, trabalham, circulam.

A maioria dos museus, restaurantes, bares e lojas da área histórica da capital se encontra perto do mercado da Praia Grande e do terminal hídroviário, entre as antigas ruas do Trapiche, do Giz, da Estrela e Portugal.

Mapa do centro histórico de São Luís do Maranhão

Mapa do centro histórico de São Luís do Maranhão

Para conhecê-las, o melhor horário é à tarde, quando as principais atrações estão abertas – embora só as fachadas azulejadas das construções coloniais já valham o passeio.

1. EDIFÍCIO SÃO LUÍS

O grande solar de esquina, com três pavimentos, é considerado a maior construção revestida por azulejos coloniais do país. Erguido no século XIX, seu interior foi completamente destruído por um incêndio em 1969.

Em 1976, a Caixa Econômica Federal restaurou o prédio e instalou uma agência em suas dependências. R. de Nazaré, esquina com rua do Egito.

2. RUA PORTUGAL

RUA PORTUGALOs dois quarteirões repletos de prédios coloniais azulejados, bares e cafés compõem o centro da boemia de São Luís.

Rua Portugal, em São Luís, é o retrato urbano do século XIX, com sobrados com fachadas adornadas por azulejos portugueses.

O movimento fica ainda maior às quintas-feiras, quando a rua promove o evento Dia de Festa, uma noite de muita música, de estilos variados. Quando se apresentam na cidade, astros e estrelas da MPB costumam passar por lá.

3. CASA DO MARANHÃO

Casa do MaranhãoInstalada na antiga sede da Alfândega, edificação de 1873, a Casa do Maranhão expõe objetos relacionados às diversas manifestações do bumba-meu-boi.

No piso térreo, uma loja vende suvenires, enquanto um telão mostra registros de festas passadas e aparelhos de TV apresentam paisagens do estado.

O andar de cima dedica uma sala para cada ritmo – ou sotaque, como dizem os maranhenses – que o bumba-meu-boi assume: instrumentos, vestimentas etc.

Há, ainda, uma sala em que se explica a lenda que originou a tradição, uma para ensaios e outra em que se ensina a confeccionar o figurino usado nos festejos. A visita completa dura cerca de uma hora. R. do Trapiche, s/n, Praia Grande.

4. CASA DE NHOZINHO

CASA DE NHOZINHONeste sobrado de três andares, com beiral coberto de azulejos franceses, o visitante pode conhecer o modo de vida tanto dos maranhenses que vivem no interior quanto os do litoral.

No primeiro pavimento, uma sala mostra objetos utilizados na lavoura, sobretudo do algodão – pilões de madeira, moedores de sementes e teares – , e produtos resultantes do seu manuseio, como colchas e tapetes; em outra, ficam peças relacionadas à costa, como armadilhas de pesca e uma canoa escavada em um único tronco.

O segundo andar abriga o espaço destinado ao artesão que dá nome ao local, Antonio Bruno Pinto Nogueira (1904-74), o Nhozinho, nascido em Curupu, que ganhou fama confeccionando brinquedos.

No último piso, a sala indígena destaca material de oito etnias que ainda vivem no interior do Maranhão.

Do lado de fora, ficam expostas réplicas, em tamanho natural, de habitações comuns no estado, como as casas de carnaúba e de taipa. Visitas monitoradas. R. Portugal, 185, Praia Grande.

5. CENTRO DE CULTURA POPULAR DOMINGOS VIEIRA FILHO

Conhecido como Casa da Festa, o espaço que homenageia o folclorista maranhense reúne material referente a ritos e folguedos populares.

No primeiro andar, onde ficam expostas as peças que representam a prática religiosa no estado, destaca-se a ala que apresenta a Casa das Minas – um terreiro fundado no século XIX para a prática do tambor-de-mina, culto de origem africana semelhante ao candomblé baiano.

No segundo andar encontram-se os registros da Festa do Divino – com destaque para Alcântara – e um espaço voltado para outra festa popular afi-o-brasileira, o tambor-de-crioula.

No terceiro piso ficam as peças relacionadas ao Natal. Há visitas monitoradas com guias bilíngues. R. do Giz, 205, Praia Grande.

6. CONVENTO DAS MERCÊS

CONVENTO DAS MERCÊSFoi o padre Antônio Vieira quem inaugurou este prédio, no ano de 1654, para abrigar a ordem dos mercedários, de origem espanhola.

Hoje ela sedia a Fundação da Memória Republicana, composta pelo Memorial José Sarney – com documentos e objetos do ex-presidente -, o Centro Modelar de Pesquisa da História Republicana, o Instituto da Amizade LatinoAmericana e o Instituto de Amizade dos Povos de Língua Portuguesa. R. da Palma, 506, Centro.

CULTOS AFRO-BRASILEIROS

Depois da Bahia, o Maranhão é o estado brasileiro em que as religiões de origem africana têm maior representatividade.

Uma de suas mais fortes manifestações é o tambor-de-mina, em muitos pontos semelhante ao candomblé baiano e ao xangô de Pernambuco, porém calcado em uma mitologia particular.

Os ritos e toques variam de um terreiro para outro, mas são sempre marcados pelo transe dos participantes, que se mostram incorporados por entidades sobrenaturais.

Os orixás, relacionados com a natureza, assumem traços de personagens conhecidos dos maranhenses, como o rei Sebastião, morador da ilha dos Lençóis, que teria construído para sua amada, a princesa Ina, um castelo no fundo do mar.

O maior e mais tradicional terreiro é a Casa das Minas (rua de São Pantaleão, 857, Centro), construída no século XIX. Além dela, destacam-se a Casa Fanti-Ashanti (rua Militar, 1158, Cruzeiro do Anil).

7. CATEDRAL DA SÉ

CATEDRAL DA SÉA igreja de Nossa Senhora da Vitória foi construída por jesuítas, provavelmente com mão-de-obra indígena, e inaugurada em 1699. Uma sucessão de reformas transfigurou o proj eto original: a fachada atual é de 1922; o forro da capela-mor foi pintado nos anos 1950 por João de Deus.

O retábulo do altar-mor, contudo, é um magnífico exemplo do barroco e vale a visita: a rebuscada talha dourada, datada do fim do século XVIII, é considerada por especialistas a melhor da cidade. Tombado pelo Iphan em 1954, o retábulo foi restaurado na década de 1990. Av. D. Pedro II, s/n, Centro Histórico.

BUMBA-MEU-BOI

O Maranhão é o estado que festeja com mais entusiasmo o bumba-meu-boi.

A tradição, ligada às festas juninas e cuja origem remete às brincadeiras dos escravos que trabalhavam na pecuária, mistura influências africanas, portuguesas e indígenas e funde, no mesmo rito, teatro, música e dança.

Tudo começa com a história de Catirina, escrava de fazenda que, grávida, tem o desejo de comer língua de boi – mas não de qualquer boi, e sim a do preferido de seu patrão.

Para isso, Catirina convoca seu marido – Pai Francisco, ou Nego Chico, ou Preto Velho – a fim de que mate o animal e lhe traga a iguaria.

O homem obedece; descoberto pelo patrão, é intimado a ressuscitar o boi, caso não queira morrer. Um pajé o ajuda na empreitada: “Levanta, boi; dança, boi”, conclama ele. O animal enfim se ergue e sai dançando.

Os preparativos para a festa começam em janeiro, porém é em maio que se realizam os ensaios.

No dia 23 de junho, véspera de São João, o boi é batizado por um padre – fora da igreja. A apresentação de seu couro à comunidade – enfeitado com veludo, cetins, miçangas e lantejoulas – é o ponto de partida para as danças.

A brincadeira tem diversos “sotaques”, ou seja, ritmos – como os de matraca (de influência indígena), de zabumba (em que predominam traços africanos) e de orquestra (com influência européia).

Entre outras manifestações folclóricas de peso no estado, vale mencionar a festa do Divino Espírito Santo, o tambor-de-crioula, a dançado-coco, a dança-do-caroço e a dança-de-são-gonçalo.

8. e 9. OUTRAS IGREJAS

Presentes no território maranhense desde a fundação de São Luís, jesuítas e religiosos de outras ordens ergueram na cidade igrejas de grande beleza.

A igreja da Nossa Senhora do Carmo (pҫa. João Lisboa, 350, Centro) começou a ser construída em 1627. Foi saqueada pelos holandeses em 1641 e em 1894 passou às mãos dos capuchinhos.

Sua extraordinária fachada e a porta principal foram conservadas e permanecem fiéis ao projeto original.

Acredita-se que a igreja do Desterro esteja exatamente no local em que foi erguida a primeira igreja da cidade, destruída durante a invasão holandesa.

Em 1893, os moradores recolheram doações e a construíram. Em outubro de 2007 estava fechada para reforma (pҫa. Do Desterro, s/n, Praia Grande).

10 e 11. FONTES

Fonte do Ribeirão

Fonte do Ribeirão

Construída em 1796, a fonte do Ribeirão (Fonte do Ribeirão, s/n, Centro histórico) possui cinco jorros de água, que saem da boca de carrancas e de esculturas que representam peixes e deuses; à frente, estende-se um pátio revestido de pedras de cantaria.

As águas da fonte do Ribeirão vêm de uma nascente que abastecia muitas casas do centro e os navios atracados em São Luís.

Suas galerias subterrâneas cortam o centro histórico de São Luís.

Segundo a lenda, debaixo de uma delas dorme uma gigantesca serpente que engolirá a cidade no dia em que despertar.

Ainda mais antiga – foi inaugurada em 1640, aproveitando as nascentes que haviam abastecido as tropas portuguesas durante a luta contra os franceses – , a mal conservada fonte das Pedras (rua de São João, s/n, Centro Histórico), circundada por uma praça murada, tem imponentes carrancas de pedra das quais jorra água.

12. TEATRO ARTHUR DE AZEVEDO

Teatro Arthur AzevedoA ideia da criação do teatro surgiu em 1815 por iniciativa de dois comerciantes portugueses, Eleutério Lopes da Silva Varela e Estevão Gonçalves Braga. Essa era a plena época áurea do ciclo do algodão, em que o Maranhão enriquecia com a exportação deste produto e a cidade necessitava maior vida cultural.

A construção começou em 1816 e no dia 1° de julho de 1817, após um ano de trabalho, foi inaugurado. Chamou-se inicialmente Teatro União, em homenagem à criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815), resultado da vinda da família real portuguesa ao Brasil.

Este era o quarto teatro da história de São Luís, mas destacava-se pelo conforto e tamanho, com uma capacidade para 800 espectadores. Seu estilo neoclássico era também uma novidade para a época.

Em 1852 passou a chamar-se Teatro São Luiz e, na década de 1920, ganhou o nome atual em homenagem ao grande dramaturgo maranhense Artur de Azevedo (1855-1908).

No século XX o teatro foi descaracterizado e chegou a ser cinema, mas atualmente encontra-se restaurado e em pleno funcionamento.

13. PALÁCIO DOS LEÕES

PALÁCIO DOS LEÕESConstruído pelos franceses em 1612, o mesmo ano da fundação da cidade, sob o nome de Fort Saint Louis, o Palácio dos Leões abriga hoje a sede do governo do Maranhão.

Da construção original restaram os baluartes de São Cosme e São Damião.

Na ala do palácio aberta à visitação são exibidos óleos e gravuras que pertenceram ao teatrólogo maranhense Arthur de Azevedo (1855-1908); entre os destaques figuram telas de Vítor Meireles, além de mobiliário do século XVIII (um arcaz estilo dom José, entre outros). Av. D. Pedro II, s/n , Centro Histórico.

14. e 15. CENTROS CULTURAIS

Filmes europeus, aulas de teatro, oficinas de artes. Essas são algumas das atrações do Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, espaço cultural frequentado pelos moradores de São Luís.

No local, funcionam também a Sala de Leitura Ferreira Gullar (rampa do Colégio, 200, Praia Grande). A Casa de Cultura Josué Montello se destina a atender o público em geral e pesquisadores em particular, nos campos da Literatura, história e artes cênicas (r. das Hortas, 327, Centro).

16. MUSEU HISTÓRICO E ARTÍSTICO DO MARANHÃO

Datado de 1836, o solar Gomes de Sousa foi transformado em Museu Histórico e Artístico do Maranhão em 1973.

Mobiliário, porcelana e cristais reconstituem os ambientes residenciais característicos do estado no século XIX. R. do Sol, 302, Centro.

17. MUSEU DE ARTE SACRA

MUSEU DE ARTE SACRA

O Museu de Arte Sacra, instalado em solar colonial na Rua de São João, possui valioso acervo de peças de imaginária e ourivesaria, que contam a história da Igreja no Maranhão.

O acervo, que pertence, em parte, à Arquidiocese de São Luís, é composto de peças dos séculos XVIII e XIX em estilos maneirista, rococó e neoclássico. Inclui-se desde esculturas até objetos utilizados em celebrações religiosas, com cálices e crucifixos.

18. CENTRO HISTÓRICO SOLAR DOS VASCONCELOS

CENTRO HISTÓRICO SOLAR DOS VASCONCELOS

O sobrado abriga exposição de fotos e de objetos que mostram as transformações pelas quais passou o Centro Histórico. Apresenta ainda uma coleção de maquetes e miniaturas de embarcações típicas usadas pelos maranhenses.

Uma exposição permanente de maquetes exibe alguns dos modelos de embarcação usados pelos maranhenses. R. da Estrela, 562, Praia Grande.

19. MUSEU DE ARTES VISUAIS

MUSEU DE ARTES VISUAISUma visita ao museu vale como uma aula sobre azulejaria européia, cuja presença é marcante na capital do Maranhão.

A maioria dos azulejos expostos no primeiro andar, datados dos séculos XVIII e XIX, tem tonalidade azul e branca e provém de Portugal.

Mas há também azulejos da França, da Alemanha e da Inglaterra . No segundo e terceiro pisos ficam obras de artistas maranhenses e de outras origens, como Cícero Dias, Tarsila do Amaral e Alfredo Volpi.

O terceiro andar proporciona uma bela vista do centro histórico, da baía de São Marcos e do Mercado Praia Grande. R. Portugal, 273, Praia Grande.

20. CAFUA DAS MERCÊS

CAFUA DAS MERCÊSO local em que funcionava o antigo mercado de escravos da cidade se transformou no Museu do Negro, voltado para a preservação da memória e da cultura afro-brasileira.

Seu acervo reúne Imagens, instrumentos musicais, roupas e peças usados em rituais festivos ou religiosos. No pátio interno do sobrado há a réplica de um pelourinho. R. Jacinto IHaia, s/n, Desterro.

21. e 22. MERCADO PRAIA GRANDE E CENTRO DE ARTESANATO

Por toda a parte antiga da cidade, o turista depara com lojas que vendem produtos típicos do Maranhão, em especial bebidas, doces e artesanato.

Um desses locais é o Mercado Praia Grande (rua da Estrela, s/n, Centro Histórico), construído em 1820 e instalado dentro do complexo da Casa das Tulhas.

Nele se encontram a tiquira – cachaça de mandioca – e todo tipo de grãos e especiarias, o que lhe confere um perfume inconfundível; senhores de idade encontram-se ali para jogar cartas e dominó. Nas noites de sexta-feira, o mercado fica apinhado de visitantes.

Outro ponto é o Centro de Artesanato Ceprama, que comercializa azulejos pintados, rendas e peças de madeira e fibra produzidos em todo o estado (rua São Pantaleão, 1232, Madre de Deus).

REGGAE E RADIOLAS

Em meados da década de 1970, o reggae jamaicano chegou à capital maranhense para ficar.

Além da presença constante em programas de rádio e de TV, o ritmo permeia o cotidiano da cidade sobretudo graças às radiolas – espécie de estúdios ambulantes de DJs, cujos enormes equipamentos espalham o som de Bob Marley, Peter Tosh e de outros clássicos do gênero.

Em 2005, mais de cinquenta radiolas animavam São Luís com as “pedras”, isto é, as boas músicas do reggae dos anos 1970.

Para abastecer seus repertórios, os proprietários das radiolas encomendam gravações a cantores brasileiros, que atendem por nomes como Dub Brown, Henry Murvin e Ronnie Green.

Para a cena internacional, o Maranhão exporta, entre outros, Célia Sampaio e a banda Tribo de Jah.

As radiolas vendem CDS, mas se a idéia for dançar o ritmo fora de casa – seja sozinho, como os ídolos jamaicanos, ou à maneira do forró, preferida pelos maranhenses -, opções é que não faltam: o Roots Bar reúne os “regueiros” mais autênticos e os mais eximios dançarinos (rua da Palma, 85, Centro).

O Bar do Nelson é frequentado pelas classes média e alta da cidade (av. Litorânea, s/n, praia do Calhau).

O Bar do Porto é o preferido dos turistas (rua do Trapiche, Centro Histórico).

Bar do Léo, que toca, além de reggae, música brasileira, apresentam-se com frequência os maranhenses Zeca Baleiro e Rita Ribeiro (Mercado de Vinhaes, s/n, Centro).

Guia de Turismo e Viagem de São Luís do Maranhão no Nordeste

 
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