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mapa da geografia do nordeste

mapa da geografia do nordeste

A Região Nordeste é a terceira maior região do Brasil e a maior em número de estados, possui nove: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Sua área total é de 1.561.177km², semelhante a área da Mongólia. A região possui 3.338km de praias, sendo a Bahia o estado com maior extensão litorânea com 938km e o Piauí com a menor, com 60km de litoral.

Por causa das suas diferentes características físicas a região foi subdividida pelo IBGE em quatro sub-regiões: Meio Norte, Caatinga, Agreste e Zona da Mata.

Veja o mapa da Região Nordeste do Brasil

Caracteristica da caatinga

CLIMA E ECOTURISMO NO NORDESTE

1 - Meio-Norte; 2 - Sertão; 3 - Agreste; 4 - Zona da Mata

1 – Meio-Norte; 2 – Sertão; 3 – Agreste; 4 – Zona da Mata

A geografia do Nordeste alternam em paisagens e biomas: são matas, serras, montanhas, falésias e sertões, além – claro – de animais de três mil quilômetros de litoral, com algumas das mais belas praias do país.

Consta em todos os manuais de geografia escolares que a região Nordeste do Brasil compreende nove estados: subindo pela costa em direção à parte setentrional do mapa, estão Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Rumo a oeste, na inflexão ocidental da costa brasileira, sucedem-se Ceará, Piauí e Maranhão.

Juntos, tais estados ocupam aproximadamente 1,5 milhão de quilômetros quadrados- cerca de 18% do território nacional.

Não é pouco: a região Nordeste supera a área de Portugal, Espanha, França e Alemanha somadas. Espaço suficiente para garantir diversidade de relevo, clima, fauna, flora e – isso os manuais não contam – muitas alternativas de diversão.

A singularidade geográfica nordestina é feita de contrastes de paisagens. Há matas verdes e grandes extensões de praias e dunas; há paredões de pedra e lagoas de águas límpidas; há o ambiente árido do sertão e serras de clima ameno.

É uma imensa costa de praias de águas mansas ou bravas, urbanizadas ou selvagens.

O Nordeste se divide em quatro sub-regiões: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte

1. ZONA DA MATA

Essa variedade de paisagens se explica pelas quatro sub-regiões climáticas existentes no Nordeste. Uma começa nos limites litorâneos e se estende do Rio Grande do Norte até o sul da Bahia.

Zona da Mata - Morro de São Paulo BA

Zona da Mata – Morro de São Paulo BA

É a chamada Zona da Mata, uma faixa de clima tropical, chuvas abundantes e solo fértil, que alcança até 200 quilômetros de largura em alguns trechos.

É coberta – ainda – por mata atlântica, embora tenha sido violentamente desmatada, numa prática que remonta à colônia: primeiro, pela exploração do pau-brasil; depois, pela implantação da cultura de cana-de-açúcar e do cacau, mais tarde pela indústria de celulose e pela urbanização descontrolada.

Nas manchas de verde que resistem, muitos animais estão ameaçados de extinção, como o micoleão, o macaco muriqui, a lontra, o tatu-canastra e a onça-pintada.

Essa sub-região apresenta a maior concentração populacional; é mais urbanizada e com melhor infraestrutura referente, sobretudo, à telecomunicação e aos transportes.

A sub-região apresenta a maior concentração de instituições administrativas do Nordeste, onde se concentram as maiores capitais; maior concentração na renda per capita; comércio e serviços são as principais atividades. Além desses aspectos, pode-se listar:

• Clima é tropical úmido, e o solo é fértil em razão da regularidade de chuvas (região intertropical);

• Vegetação natural é a Mata Atlântica, que sofre grande destruição;

• Atividade agrícola é diversificada, porém em latifúndios, constituídos em monoculturas, como a cana-de-açúcar, cacau, café, fumo, etc. Embora não se destaque nessa região como essas agriculturas intensivas, existem lavouras de substâncias de produção extensivas que não podem ser descartadas;

• Turismo é muito difundido na região, com praias exuberantes e clima quente durante grande parte do ano, devido à proximidade com a linha do equador;

• Maior fluxo em relação a pessoas (sobretudo do turismo), mercadorias, informação, conhecimento, financeiro e comercial;

• Forte especulação imobiliária;

• Maior concentração de favelas;

• Maior concentração de instituições educacionais;

• Região com grande oportunidade de aplicação de energia sustentável, como a eólica (pelos ventos litorâneos e alísios);

• Maior concentrador de problemas urbanos, como poluição atmosférica; trânsito; violência; ilhas de calor; emissão de resíduos; destruição da fauna e flora;

• Ocupação muito acelerada, vinculada ao processo histórico no litoral. Deve-se destacar que Salvador já foi a capital brasileira.

2. AGRESTE

Adentrando o território a partir da Zona da Mata, chega-se ao Agreste.

Área de transição sem limites definidos, essa sub-região se caracteriza pela terra ora úmida e cheia de brejos, ora seca em longas extensões.

Nos trechos em que chove com certa regularidade, as famílias plantam para o próprio sustento. Nas partes secas, explora-se a pecuária extensiva. É no Agreste que se concentra o maior rebanho caprino do país.

O Agreste é a porção espacial que corresponde ao que se caracteriza de área de transição entre o Sertão semi-árido (com predominância de vegetação de Caatinga) e a Zona da Mata (constituída de Mata Atlântica). Entre algumas características principais estão:

• Relevo acidentado, com destaque para a região denominada Planalto da Borborema;

• Estrutura fundiária formada com pequenas e médias propriedades, com prática de policultura (várias culturas agrícolas) e da pecuária extensiva (destaque para busca da expansão para o interior);

• Determinados espaços podem sofrer estiagens e secas sazonais; o regimes de chuvas é irregular e os rios são temporários;

• Ocupação relativamente lenta se comparada à Zona da Mata.

• A monocultura que se pode destacar nesta região é o algodão e café;

• Grande produção de alimentos;

• Cultivo do sisal (extração de fibras para a produção de tapetes, bolsas, cordas, etc.)

• Atrações turísticas através de eventos relacionados a festas locais.

3. SERTÃO

O Sertão, apresenta-se como a área com maiores dificuldades econômicas do Nordeste. Grande parte desta sub-região está no que é denominado “polígono da seca”, sobre o centro da região Nordeste.

Sertão nordestino

Sertão nordestino

Entre algumas características principais, destacam-se:

• Baixo índice demográfico e forte dispersão demográfica (população espacialmente dispersa);

• Região com área de transição entre o Cerrado e a Caatinga, com regime de chuvas muito baixo e irregular, marcado por secas intensas (sazonais);

• Vegetação predominante de caatinga;

• Essa região é dependente da água da bacia do rio São Francisco, considerada a única perene (constante) da região, seja para agricultura, consumo pessoal, pecuária ou geração de energia;

• As maiores concentrações populacionais desta região encontram-se nas proximidades do rio, neste caso, em vales, como o Cariri e São Francisco;

• Pecuária é extensiva, normalmente, ao corte (o gado sofre muito com a falta de água);

• A atividade agrícola concentra-se próxima aos recursos hídricos, assim possibilitando um cultivo irrigado na região, seja com frutas, flores, cana-de-açúcar, milho, feijão, algodão, etc.

• Característica da Vegetação (caatinga), com arbustos (destaque para aroeira, angico e juazeiro); com Bromélias e Cactos (destaque para mandacaru e xique-xique do Sertão).

A secura de parte do Agreste prenuncia a vegetação caatinga, que se estende por oito estados- só Sergipe fica fora.

É o único bioma exclusivamente brasileiro, e caracteriza-se por duas estações, a de chuva e a de seca.

A palavra caatinga

A palavra caatinga, em tupi, significa ” floresta branca” e descreve com precisão a paisagem do sertão na estiagem, quando as folhas desaparecem e os troncos das árvores e os arbustos assumem uma coloração acinzentada.

Caatinga

Caatinga

O solo, seco, racha-se. Com a estação de chuvas, o verde volta a mostrar seus tons.

Sob a aparente esterilidade, a caatinga esconde uma rica biodiversidade: a flora abrange cactáceas cotno o mandacaru, o xiquexique, a palma, arbustos e árvores como a mamona, o avelós e a piaçaba -, e também espécies de madeira nobre, como a baraúna e o cumaru; árvore típica do sertão é o juazeiro, única espécie que se mantém sempre verde.

Entre os animais, destacam-se manúferos como o mocó, a cutia, o preá, o gambá, o veado-catingueiro e o sagüi-do-nordeste, além de lagartos, serpentes e aves – suiá, picuí, carca rá e asa-branca.

A partir de metade do território do Piauí, ocorre uma nova mudança no cenário. Até os extremos do Maranhão, avistam-se florestas de palmeiras, as chamadas matas de cocais. Trata-se do Meio-Norte, outra faixa de transição, desta vez entre o sertão e a região amazônica equatorial.

As palmeiras locais – tão mais exuberantes quanto mais próximas da Amazônia – dão indícios de que o clima volta a ficar úmido.

Fartas em buriti, oiticica, carnaúba e babaçu, as espécies fornecem óleo e cera para a indústria, sobretudo a cosmética, e abrigam” uma importante fauna de aves, com inhambus, saracuras, urubus, gaviões, araras, além de marsupiais, morcegos e ratos-do-mato, répteis e mamíferos predadores.

4. MEIO-NORTE

O Meio-norte é uma sub-região do Nordeste que está relacionada com a região político-administrativa do Norte. Este espaço constitui a maior parte do Maranhão e grande porção do Piauí (oeste do território).

Algumas características principais são:

• Área de transição entre a Floresta Amazônia e o Cerrado. Ao mesmo tempo, também é área de transição entre o Cerrado e a Caatinga. Sendo assim, faixa de transição entre Amazônia e o sertão semi-árido do Nordeste;

• Sua vegetação é caracterizada por matas de cocais, carnaúba e babaçus;

• É nessa região que ocorre o movimento social das catadoras de coquinhos (que reivindicam contra os grandes latifundiários que monopolizam a terra e a produção, além da exploração de mão de obra)

• Índice pluviométrico relativamente alto, sobretudo, ao oeste. Isso ocorre pelo movimento da massa equatorial atlântica (MEA);

• A região sustenta o extrativismo vegetal, assim mantendo grande parte da mão de obra no campo. Tal processo ocorre em agriculturas na mata de cocais, destaque para o babaçu, e também em lavouras de algodão, cana-de-açúcar (diminuindo, mas ainda utilizando “boias frias”) e arroz (rizicultura);

• A pecuária é extensiva (rudimentar);

• Destruição da vegetação pelo uso intensivo de pastagens;

• A partir da extração da Carnaúba, pode-se retirar a cera, utilizada para inúmeras indústrias, seja de lubrificantes, plásticos, adesivos e perfumaria.

RIO E MAR

Os grandes rios do Nordeste são o São Francisco e o Parnaíba.

Os demais desempenham papel menos importante na vida da população, e muitas vezes são intermitentes, ou seja, secam durante a estiagem.

O São Francisco – carinhosamente chamado pelas populações ribeirinhas de Velho Chico – nasce em Minas e percorre Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Atravessa, assim, as áreas mais secas do Nordeste.

As discussões sobre a possibilidade de desviar parte de suas águas para regiões mais secas são antigas (a idéia surgiu ainda no Império) e recorrentes; desde o ano 2000 o proj eto foi retomado pelo governo federal, sob intensa polêmica.

O importante potencial hidrelétrico do Velho Chico é aproveitado principalmente nas usinas de Sobradinho, Xingó e Paulo Monso.

O rio Parnaíba banha o Ceará, o Piauí e o Maranhão. Sua foz, na divisa dos dois últimos estados, forma o delta do Parnaíba – o maior em mar aberto das Américas-, que tem 70% de sua extensão no Maranhão.

É uma importante área de preservação ambiental, em que o ecoturismo vem se desenvolvendo.

O Nordeste é margeado por 3500 quilómetros de praias, o que equivale a um terço do litoral brasileiro.

Nessa longa linha cristaliza-se a imagem clássica da região, a que atrai maior quantidade de visitantes e ilustra os cadernos de turismo.

São dunas, falésias, recifes, lagoas, piscinas naturais, restingas e manguezais que servem. Como hábitat de várias espécies animais – de tartarugas a peixes-boi e baleias jubarte, de caranguejos a lagostas, além da abundante oferta de peixes que sustenta comunidades inteiras.

As possibilidades abertas por esse mosaico de cenários e de culturas são muitas – viajar pelo Nordeste é explorá- las, numa sucessão de surpresas e descobertas.

Geografia do Nordeste

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A geografia do Nordeste alternam. em paisagens e biomas: são matas, serras, montanhas, falésias e sertões, além - claro - de animais de três mil quilômetros de litoral, com algumas das mais belas praias do país.

 
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